Saúde

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Com estoque crítico, Hemonorte busca aumentar doações de sangue em 30%

16/06/2025


 

O Hemocentro do Rio Grande do Norte (Hemonorte) lançou neste sábado (14), Dia Mundial do Doador de Sangue, a campanha “Junho Vermelho – Nesse São João aqueça o seu coração, doe sangue”. O objetivo da iniciativa é aumentar o número de doações em 30% e garantir o atendimento das demandas para o período junino.

Desde o início do mês, o Hemonorte intensifica as campanhas para conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária. O estoque de sangue, especialmente do tipo O negativo, começou o mês de junho em nível crítico. “A meta é aumentar as doações em 30% e manter o estoque equilibrado”, explicou o diretor geral do Hemonorte, Rodrigo Villar. “Todos os anos, neste período, as necessidades transfusionais aumentam devido aos acidentes com fogos e várias situações de emergência, além dos pacientes hematológicos que fazem uso constante do sangue”, completou.

 

Como Doar

 

A sede do Hemonorte fica na Avenida Alexandrino de Alencar, 1800, no bairro Tirol, em Natal. O funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 18h.

Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita até os 60 anos. Menores de 18 anos precisam de consentimento formal do responsável. É necessário pesar mais de 50 kg, estar alimentado (evitando alimentos gordurosos três horas antes) e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas.

O doador deve apresentar um documento de identificação com foto emitido por órgão oficial. A frequência máxima de doação é de quatro vezes por ano para homens, com intervalo mínimo de dois meses. Para mulheres, são três doações anuais, com intervalo de três meses.

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Câncer de tireoide: um alerta para a saúde feminina

12/06/2025


 

O câncer da tireoide é o tumor endocrinológico mais comum, ocupa papel importante nos carcinomas de toda região da cabeça e pescoço e afeta cinco vezes mais as mulheres do que os homens. De acordo com estudos do Instituto Nacional do Câncer, INCA, até 63% da população pode desenvolver nódulos na tireoide ao longo da vida. Desses, entre 5% a 10% podem representar casos de câncer.

O INCA estima cerca de 16.660 novos casos de câncer de tireoide por ano no Brasil para o triênio 2023-2025, sendo 14.160 em mulheres e 2.500 em homens.

Vinicius Câmara, endocrinologista do Hospital Universitário Onofre Lopes, HUOL-Ebser, destaca que a maioria dos nódulos é benigna e não causa sintomas. “Eles são mais comuns em mulheres, especialmente com o avanço da idade, possivelmente devido à influência de hormônios como o estrogênio e a maior ocorrência de doenças autoimunes da tireoide entre mulheres.”

A causa do câncer de tireoide ainda não é bem compreendida, mas pode envolver uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Entre os grupos mais suscetíveis ao desenvolvimento dos nódulos tireoidianos, além das mulheres, estão pessoas com obesidade, pessoas que tiveram exposição à radiação na infância e que tem histórico familiar de câncer de tireoide. O envelhecimento também é um fator a ser considerado para o aparecimento dos nódulos.

De acordo com o médico Vinicius Câmara, o aumento no número de diagnósticos desse tipo de câncer nos últimos anos se deve principalmente ao maior acesso a exames de imagem, como ultrassonografias, tomografias e PET-CTs, que é um exame que permite visualizar alterações metabólicas e anatômicas do corpo, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças. “Esses exames revelam muitos nódulos que antes passavam despercebidos, inclusive os chamados ‘incidentalomas’, nódulos descobertos por acaso”, afirma o endocrinologista.

O tipo mais comum de nódulo maligno é o carcinoma papilífero, que é responsável por 90% dos casos de câncer de tireoide. Vinicius Câmara ressalta que esse tipo de carcinoma costuma ter um bom prognóstico quando diagnosticado e tratado precocemente. “Ele tem altas taxas de cura, especialmente em pessoas jovens. Embora possa haver metástases, especialmente para os linfonodos do pescoço, casos agressivos e com metástases à distância são menos frequentes”, ressalta o endocrinologista. Em geral, o tratamento do câncer de tireoide é cirúrgico (tireoidectomia total ou parcial) e leva em conta o tipo e a gravidade da doença.

Como a maioria dos nódulos não causa sintomas, o médico menciona alguns sinais de alerta como o crescimento rápido do nódulo, rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou respirar, nódulo endurecido e fixo e presença de ínguas (linfonodos aumentados) no pescoço. Quem tem histórico de radiação no pescoço ou histórico familiar de câncer de tireoide também deve ter atenção redobrada para o aparecimento da doença.

É importante reforçar que os nódulos na tireoide são frequentes e, na maioria das vezes, não oferecem perigo. No entanto, a avaliação especializada é fundamental para assegurar os cuidados adequados à saúde. Atentar-se aos sinais e sintomas de câncer possibilita a detecção precoce da doença, o que aumenta as chances de cura. Por isso, ao notar qualquer achado incomum, recomenda-se consultar um médico imediatamente. Além disso, nas consultas de rotina é possível identificar alterações provocadas pelo tumor antes mesmo da doença se tornar sintomática.

“Checkups são importantes, mas a triagem universal com exames de imagem para todos os adultos sem sintomas não é recomendada por entidades médicas como a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA. O mais indicado é que a investigação seja feita quando há sintomas, alterações no exame físico, ou fatores de risco conhecidos”, conclui Vinicius Câmara.

 

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Saúde

Câncer de mama: uma em cada três pacientes tem menos de 50 anos

11/06/2025


 

Dados do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), revelam que entre 2018 e 2023 mais de 108 mil mulheres com menos de 50 anos foram diagnosticadas com câncer de mama no Brasil — o que representa cerca de um terço do total de casos da doença no período. Esse dado reforça a necessidade de ampliar o rastreamento por mamografia para mulheres fora da faixa atualmente recomendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente aquelas abaixo dos 50 e acima dos 70 anos.

O levantamento mostra que, no total, o país registrou mais de 319 mil casos de câncer de mama nos últimos seis anos, com destaque para as faixas etárias de 40 a 49 anos e de 35 a 39 anos, que juntas representam 33% dos diagnósticos. Além disso, os números indicam um aumento de 59% nos casos entre 2018 e 2023, evidenciando o crescimento da doença. São Paulo lidera o ranking de diagnósticos em números absolutos, seguido por Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.

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RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Sem receber bolsas de colostomia, pacientes precisam usar sacolas de mercado no RN

10/06/2025


                                         Foto: reprodução/portal da tropical

 

Pacientes ostomizados fizeram uma manifestação pacífica em frente ao Centro Estadual de Reabilitação e Atenção Ambulatorial Especializada (Cerae), na manhã desta segunda-feira (9), no bairro Tirol, zona Leste de Natal. Eles estão sem receber a bolsa de colostomia há vários meses. Para piorar, quem não tem condição de comprar está recorrendo a sacolas de supermercado.

A manifestação foi realizada com o objetivo de chamar a atenção do estado para a necessidade. “Muita gente está usando o saquinho porque não tem condições de comprar, pois é caro. A gente vem atrás e eles dizem que não tem”, disse Eduardo Leite, aposentado que depende da entrega da bolsa.

Alguns pacientes utilizam a bolsa pela vida toda. O equipamento é essencial para coletar a urina e as fezes e garantir uma melhor higiene para os pacientes que utilizam. A condição pode ser necessária por causa de inúmeros fatores, como câncer de próstata, apendicite, problemas digestivos ou um trauma por acidente. A informaçlão pe do Portal da Tropical

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101 FM

Saúde

Nova espécie de inseto é identificada no Rio Grande do Norte

04/06/2025


 

Pesquisadores brasileiros descreveram a primeira espécie do gênero Zavrelimyia já registrada na América do Sul. O grupo de insetos pertence à família Chironomidae, que reúne espécies não-picadoras e com larvas que vivem na água.

A descoberta foi publicada na revista científica Zootaxa, em artigo assinado por Galileu Dantas e Neusa Hamada, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e Marcos Pinheiro, colaborador do Laboratório de Entomologia (Labent), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A espécie, chamada Zavrelimyia ximenesae, foi identificada a partir de exemplares coletados em um trecho do rio Taborda, em Parnamirim (RN).

Para identificar a espécie, os pesquisadores coletaram exemplares em estágio de pupa com uma rede própria para ambientes aquáticos. Esse é o período intermediário do ciclo de vida do inseto em que ocorrem importantes transformações internas. Cada indivíduo foi colocado em um tubo com água e mantido no campo até a emergência do adulto. Os exemplares foram então analisados com microscópio, fotografados com câmera digital e desenhados à mão com o auxílio de tubo de desenho. As medições foram feitas com o programa Cell D. A equipe também utilizou uma armadilha Shannon modificada, com luzes de LED, para capturar adultos em campo.

A nova espécie apresentou características únicas, tanto no estágio de pupa, que é a fase de desenvolvimento entre a larva e o adulto em insetos que sofrem metamorfose completa, quanto na fase adulta, podendo ser reconhecida principalmente pelo padrão de coloração geral e pela morfologia da genitália do macho. Isso permitiu separar a espécie de outras do mesmo grupo já registradas no continente americano.

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101 FM

Saúde

Servidores da saúde de Natal fazem paralisação de 48h a partir desta terça-feira 3

02/06/2025


 

Servidores da saúde de Natal iniciam, nesta terça-feira 3, uma paralisação de 48 horas. A mobilização foi deliberada em assembleia realizada na última quinta-feira 29 e seguirá até a quarta-feira 4. Os trabalhadores reivindicam o cumprimento da data-base, prevista para março de 2025, além de reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), os servidores estão há 11 anos sem reajuste. Um estudo técnico elaborado pelo Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE) aponta perdas salariais superiores a 78% entre 2014 e 2025.

A paralisação coincide com uma reunião marcada para esta terça-feira (3), às 9h, na Secretaria Municipal de Administração (SEMAD), onde o secretário Brenno Queiroga deverá apresentar os estudos financeiros da Prefeitura e indicar qual percentual de reajuste será proposto à categoria. Durante a reunião, os servidores estarão concentrados em frente à SEMAD para denunciar à população e aos gestores os problemas enfrentados na saúde pública da capital.

Na quarta-feira 4, a mobilização continua com uma nova assembleia da categoria, marcada para as 9h no Auditório dos Bancários. Na ocasião, os servidores irão discutir os resultados da reunião com a gestão municipal e deliberar sobre um possível indicativo de greve.

Durante o período da paralisação, os serviços de urgência e emergência do Município de Natal terão redução no contingente de trabalhadores, conforme previsto na Lei nº 7.783/89.

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RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Ministério da Saúde amplia capacidade de diagnóstico pelo SUS

01/06/2025


 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou neste sábado 31 a entrega de um tomógrafo computadorizado e um mamógrafo com capacidade de realizar biópsia durante a inauguração da nova Unidade de Diagnóstico por Imagem (UDI), do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB).ebcebc

“São equipamentos importantes para reduzir o tempo de espera. Só esse tomógrafo, tem a capacidade de a gente realizar, por ano, o atendimento de metade da população que está na fila esperando uma tomografia aqui no DF”, afirma o ministro

O Tomógrafo Computadorizado Multislice é um equipamento capaz de realizar 1,2 mil exames ao mês podendo atingir cerca de 15 mil tomografias ao ano. Possui 80 canais de captação de imagens em 160 cortes, o que permite cobrir mais detalhes da anatomia de uma pessoa, além de necessitar de menos movimentação durante o exame.

Foram investidos no tomógrafo R$ 5,45 milhões e no mamógrafo outros R$ 2,14 milhões, do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), do Ministério da Educação.

De acordo com o Ministério da Saúde, com o investimento, a mamografia realizada na unidade também será mais ágil, já que o equipamento exibe a imagem instantaneamente, sem a necessidade de leitura de placa. O mamógrafo permite ainda a coleta de material para biópsia e diagnóstico de câncer de mama com mais conforto para a paciente.

O novo equipamento tem capacidade de realização de cerca de 200 exames ao mês, podendo atingir até 3,5 mil exames ao ano.

As melhorias em salas de ultrassom, recepção e sanitários públicos também receberam investimentos de mais R$ 460 mil para revitalização da Unidade de Diagnóstico por Imagem do hospital.

Segundo o ministro, a medida além de reforçar a capacidade de diagnóstico do Sistema Único de Saúde, também é um investimento em educação e na melhoria da formação de profissionais do setor.

“Isso aqui significa um esforço do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação e da Ebserh que é a maior rede pública de hospitais universitários do Sul Global e envolve mais de 40 hospitais universitários em todo o Brasil”, diz Padilha.

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Procura pela vacina contra influenza é baixa em todo o Rio Grande do Norte, aponta Lais

29/05/2025


 

Faltando poucos dias para o fim da campanha de vacinação contra influenza, o Rio Grande do Norte tem pouco mais de 33% de sua população imunizada. Em Natal, o percentual é ainda menor, girando em torno de 20%. Já Mossoró apresenta o percentual de 33,20%. Os dados são da Plataforma RN Mais Vacina e alertam para os baixos índices de imunização da população potiguar.

Entre os grupos prioritários, a imunização de crianças ainda está girando na casa dos 25%. Já entre os idosos, o índice ultrapassa 36% e, entre as gestantes, 51,52% (de acordo com dados retirados da plataforma até o dia 28 de maio de 2025).

A baixa procura vem se repetindo em todo o Brasil o que levou o Ministério da Saúde a expandir a vacinação a toda a população, não restringindo aos grupos prioritários, como estava previsto no início da campanha. A decisão foi acompanhada pela Secretaria de Saúde do Estado do RN (Sesap), repercutindo em todos os municípios do RN.

Faltando poucos dias para o fim da campanha de vacinação contra influenza, o Rio Grande do Norte tem pouco mais de 33% de sua população imunizada. Em Natal, o percentual é ainda menor, girando em torno de 20%. Já Mossoró apresenta o percentual de 33,20%. Os dados são da Plataforma RN Mais Vacina e alertam para os baixos índices de imunização da população potiguar.

Entre os grupos prioritários, a imunização de crianças ainda está girando na casa dos 25%. Já entre os idosos, o índice ultrapassa 36% e, entre as gestantes, 51,52% (de acordo com dados retirados da plataforma até o dia 28 de maio de 2025).

A baixa procura vem se repetindo em todo o Brasil o que levou o Ministério da Saúde a expandir a vacinação a toda a população, não restringindo aos grupos prioritários, como estava previsto no início da campanha. A decisão foi acompanhada pela Secretaria de Saúde do Estado do RN (Sesap), repercutindo em todos os municípios do RN.

 

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Doenças respiratórias representam 44% dos casos de internação de crianças no RN

Natal e Mossoró liberam vacinação contra a Influenza para todos os públicos

O resultado da baixa procura pela vacina vem causando a maior procura pelos serviços médicos, públicos e privados, e aumentando os casos de internações por conta da influenza. Até esta quarta (28), as doenças respiratórias representavam 44% dos casos de internação de crianças no RN.

Para o doutor em imunologia e pesquisador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais/UFRN), Leonardo Lima, a baixa procura pela vacinação deixa a população exposta aos vírus, podendo ter consequências importantes.

“A vacinação induz a imunização contra a doença e precisa ser ministrada a todos para pessoas. Importante ressaltar que as vacinas são atualizadas e garantem uma maior proteção”, argumentou o pesquisador.

 

RN Mais Vacina

A plataforma RN Mais Vacina foi criada Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) durante a pandemia de Covid-19 e se transformou em um das principais ferramentas de controle e logística para imunizar a população.

 

Onde e como se vacinar em Natal

Para receber a vacina, basta comparecer a um dos postos de vacinação com um documento de identificação e o cartão de vacinação.

 

Unidades Básicas de Saúde (UBS): De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h.

Midway Mall e Partage Norte Shopping (pontos extras): De segunda a sexta-feira, das 13h às 20h, e aos sábados, das 10h às 15h.

 

 

G1 RN

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Doenças respiratórias ocupam 44% dos leitos pediátricos na rede pública do RN

29/05/2025


 

As doenças respiratórias foram responsáveis por 44% das internações de crianças e adolescentes em leitos pediátricos da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira 28. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A informação foi publicada pelo G1 RN, que solicitou os dados à Sesap. Segundo a secretaria, considerando todos os leitos hospitalares – adultos, neonatais e pediátricos –, os casos respiratórios corresponderam a 14% do total de internações. Apesar da maior proporção de internações pediátricas por doenças respiratórias, a pasta destacou que a situação está sob controle no estado.

Ainda de acordo com a Sesap, havia 84 crianças internadas por doenças respiratórias na rede pública do RN na data mencionada. Destas, 21 estavam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 63 em leitos de enfermaria.

Em âmbito nacional, outros estados enfrentam aumento significativo nos casos de doenças respiratórias. Também nesta quarta-feira 28, o estado de Pernambuco decretou estado de emergência devido ao crescimento dos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em crianças e à superlotação nos leitos pediátricos. Situação semelhante levou Rio Grande do Sul e Minas Gerais a tomarem medidas emergenciais no mês de maio. Já no Maranhão, algumas cidades implementaram ações preventivas para conter o avanço das infecções.

 

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No Rio Grande do Norte, a plataforma Regula RN, que acompanha a ocupação de leitos, indicava que não havia pressão sobre o sistema de saúde nesta quarta-feira. Estavam disponíveis 45 leitos críticos e 78 leitos clínicos.

A SRAG é caracterizada por formas graves de síndromes gripais que comprometem o sistema respiratório, podendo causar febre, dores no corpo, dificuldade para respirar e tosse persistente. Os agentes causadores incluem vírus, bactérias, fungos e outros patógenos. Sem tratamento, especialmente em pessoas vulneráveis como idosos, a condição pode ser fatal.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente da Sesap, o Rio Grande do Norte contabilizou 50 óbitos por SRAG e 19 por Covid-19 em 2024. Alguns dados foram atualizados até o dia 10 de maio, outros até o dia 14. O documento revela que crianças de 0 a 9 anos representaram 48,3% das notificações de SRAG, enquanto a faixa etária acima de 75 anos concentrou 44,4% dos óbitos.

As comorbidades mais associadas aos casos graves de SRAG foram doenças cardiovasculares crônicas e asma (25% cada), seguidas por diabetes mellitus e doenças neurológicas crônicas (14% cada). A Sesap reforça, no relatório, a importância de atenção especial a pacientes com essas condições, que têm maior risco de complicações.

No que diz respeito à Covid-19, até 10 de maio, o estado havia registrado 9.563 notificações entre casos confirmados e suspeitos. Deste total, 2.087 (21,82%) foram confirmados e 7.476 (78,17%) eram suspeitos.

 

Sobre a circulação viral, o boletim aponta que:

 

O rinovírus apresenta circulação contínua, com tendência de crescimento a partir da 10ª semana do ano;

O vírus sincicial respiratório (VSR) iniciou sua circulação na 10ª semana, com aumento a partir da 19ª;

A influenza teve crescimento expressivo desde a 13ª semana e se mantém como o vírus mais presente atualmente no estado, marcando o início do período sazonal.

 

 

AGORA RN

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Estado e Município devem fornecer medicamento em cinco dias para tratar problema ocular de paciente

28/05/2025


                                                      Foto: TJRN/ilustração

 

O Estado do Rio Grande do Norte e o Município de Caicó foram condenados a fornecer, no prazo de cinco dias, os medicamentos Eylia (aflibercepte) ou Lucentis (ranibizumabe) e o procedimento de panfotocoagulação retiniana, conforme prescrição médica, para o tratamento da visão de uma paciente. A decisão é do juiz Luiz Villaca, do Juizado da Fazenda Pública da Comarca de Caicó.Beaches in Rio Grande do Norte

Alega a parte autora, em síntese, que é portadora de degeneração da mácula e do polo posterior, necessitando dos medicamentos Avastin (bevacizumabe), Lucentis (ranibizumabe) ou Eylia (aflibercepte), necessários para o tratamento de sua visão. Sustenta que não possui condições econômicas de custeá-los, considerando ser dever do Estado fornecer os remédios, em razão dos direitos constitucionais.

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Homem com problema grave no pâncreas é socorrido com auxílio de helicóptero no RN

28/05/2025


 

Um homem de 50 anos, com complicação grave no pâncreas, foi socorrido nesta terça-feira (27) com auxílio do helicóptero Potiguar 02, da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). O paciente reside em Pau dos Ferros, na região do Alto Oeste potiguar.

O embarque na aeronave ocorreu em Mossoró, para onde foi levado de ambulância. Segundo a equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), o voo de Mossoró para Natal durou pouco mais de uma hora.

O pouso em Natal aconteceu às 14h35, no hangar do Ciopaer, e de lá o homem seguiu de ambulância para o hospital Dr. Luiz Antônio, da Liga o Câncer, na Av. Mário Negócio, no bairro das Quintas.

O transporte aeromédico proporciona uma assistência quase imediata aos pacientes que necessitam de emergência no atendimento, podendo salvar muitas vidas.

 

TRIBUNA DO NORTE

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101 FM

Saúde

Servidores da saúde de Natal anunciam paralisação de 48h contra perdas salariais

26/05/2025


 

De acordo com o Sindicato de Saúde do RN (Sindsaúde RN), o principal foco da paralisação é denunciar à população as perdas salariais que já ultrapassam 80% nos últimos 11 anos.

Os servidores da saúde de Natal irão paralisar suas atividades por 48 horas a partir desta quarta-feira (28). A mobilização tem como objetivo cobrar o cumprimento da data-base da categoria — vencida desde 25 de março — além de exigir reajuste salarial e o atendimento a diversas demandas acumuladas pela saúde pública municipal.

De acordo com o Sindicato de Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde RN), o principal foco da paralisação é denunciar à população as perdas salariais que já ultrapassam 80% nos últimos 11 anos.

Entre as reivindicações estão: pagamento do retroativo do piso da enfermagem; reajuste salarial e fim dos cortes nas gratificações; implementação do Piso da Radiologia; melhoria na estrutura das unidades de saúde; debate sobre assédio moral no ambiente de trabalho e realização do concurso público da saúde em 2025.

A paralisação terá início com um ato público em frente à Prefeitura de Natal, a partir das 9h. A assembleia do dia 29 já tem indicativo de greve. Caso não haja avanço no diálogo com a gestão durante a reunião do dia 28, os servidores poderão votar pela deflagração de uma greve geral.

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

RN teve mais de 2 mil amputações em pacientes com diabetes desde 2022

25/05/2025


 

Os hospitais públicos do Rio Grande do Norte registraram, desde novembro de 2022 até o fim de 2024, 2.143 amputações realizadas em decorrência de diabetes. De acordo com a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap/RN), o número é um reflexo das falhas presentes na Atenção Primária à Saúde (APS), responsável pelos cuidados preventivos junto aos pacientes atingidos pela doença. Os dados são da Sala de Situação da Linha de Cuidado Vascular, que integra o Sistema Regula RN, e foram cedidos pela Sesap à reportagem da Tribuna do Norte.

De acordo com o Ministério da Saúde, a diabetes pode ser descrita como uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina. A tipo 1 é considerada uma doença crônica não transmissível e aparece geralmente na infância ou adolescência, enquanto a tipo 2 pode estar associada a outras condições de saúde como sobrepeso e hipertensão.

Uma das principais preocupações relacionadas à doença é o chamado “pé diabético”, que pode levar à amputação. De acordo com a médica endocrinologista Alessandra Seabra, o problema é desencadeado quando há um mau controle glicêmico da diabetes por vários anos, somado a condições como neuropatia diabética ou a doença arterial obstrutiva periférica.

“Uma feridinha pequena no pé de um diabético, que tem a doença sem um controle adequado, junto com o tabagismo, colesterol alto e hipertensão arterial são fatores que colocam esse paciente em maior risco de amputação dos dedos dos pés, ou até da perna inteira”, explica a especialista.

Na última quarta-feira (14), o Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei Nº 12.165, que institui a “Semana Salvando Pernas”, voltada à prevenção de amputações causadas por complicações da diabetes. A iniciativa vai ser realizada anualmente na segunda quinzena de agosto e integra as ações do Programa de Saúde do Pé Diabético no Estado.Entre as atividades previstas estão seminários voltados à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de lesões nos pés de pacientes com diabetes.

Na avaliação de Alessandra Seabra, as campanhas educativas podem ter um papel importante na redução dos casos de diabetes no Estado, especialmente na prevenção do ganho de peso. Isso porque a forma mais frequente do diabetes é a tipo 2, geralmente desencadeada pelo excesso de peso. Aliado a isso, ela defende políticas públicas para fornecer medicamentos aos pacientes com obesidade. “No SUS, não existe nada para o tratamento da obesidade/sobrepeso, e isso é um agravante para essa situação tão alarmante nos números de casos crescentes de pessoas com Diabetes”.

 

Unicat

 

Embora exista uma lacuna no tratamento para a obesidade, o sistema de saúde pública assegura o tratamento para diabetes e fornece a insulina para os pacientes que têm a doença. No Rio Grande do Norte, mais de mil pessoas com diabetes tipo 1 são atendidas pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT). Ao todo, são 1.138 pessoas cadastradas para receberem a insulina análoga, voltada à regulação dos níveis de açúcar no sangue. Os dados são da Coordenação do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Estado e foram cedidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE pela Unicat Central.

Ao todo, a Unicat contempla oito unidades distribuídas em Natal, Assu, Caicó, Currais Novos, Mossoró e Pau dos Ferros. No primeiro quadrimestre deste ano, segundo dados da Sesap, o serviço entregou 12.854 unidades de insulina de ação rápida e 816 unidades de insulina de ação prolongada.

Além de atender os pacientes com diabetes tipo 1, a Unicat também é responsável pela distribuição do medicamento dapagliflozina, voltado aos pacientes com diabetes tipo 2. Segundo a Unicat Central, a medicação está em falta em decorrência de fracassos nos processos licitatórios, mas os pacientes que precisam podem ser atendidos pelo Pró-Sus e Farmácia Popular.

Questionada sobre a previsão de retorno da oferta do medicamento, a Sesap informou estar trabalhando junto à Unicat em um processo licitatório “para retomar o abastecimento em breve”.

 

Diabetes atinge 10% da população

 

O diabetes atinge 10,2% da população brasileira, conforme dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Índice representa aumento com relação a 2021, quando era 9,1%. O último inquérito Vigitel mostra também que o diagnóstico é mais frequente entre as mulheres (11,1%), do que entre os homens (9,1%).

A pesquisa Vigitel Brasil 2023 identificou ainda que o diagnóstico de diabetes na população adulta residente nas capitais brasileiras aumenta, conforme o avanço da idade dos entrevistados, e com o nível de escolaridade. Entre quem tem mais de 65 anos, 30,3% têm diabetes. E quando considerados os anos de estudo, aqueles com a menor escolaridade (entre 0 a 8 anos), apresentam o maior percentual de diabetes (19,4%).

O Brasil é o quinto país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), ficando atrás apenas ea China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Porém. a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estima que o Brasil possa subir para quarta posição neste ranking.

No país, cerca de 90% dos diabéticos brasileiros são do tipo 2, quando o corpo desenvolve resistência aos efeitos da insulina e pode ter causas hereditárias ou ligadas a hábitos de vida. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que mais de 46% da população não sabem que têm a doença.

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101 FM

Saúde

Programa Mais Médicos bate recorde com mais de 45,7 mil inscritos

24/05/2025


 

O Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, registrou um número recorde de inscritos desde sua criação, em 2013. Ao todo, 45.792 médicos se cadastraram na seleção mais recente, encerrada no dia 8 de maio. Do total, 93% são brasileiros (42.383 profissionais).

Entre os brasileiros, 25.594 possuem registro profissional no Brasil e 16.789 são formados no exterior. Também se inscreveram 3.309 médicos estrangeiros com habilitação para atuar no país. A maioria dos candidatos é composta por mulheres: 26.864, o equivalente a cerca de 58% dos inscritos.

O Mais Médicos tem como principal objetivo reforçar a atenção primária à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando o envio de médicos a regiões remotas, de difícil acesso ou com elevado índice de vulnerabilidade social — locais onde frequentemente há escassez de profissionais.

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Homem quase perde pênis após usar PMMA para aumentar órgão

22/05/2025


 

Um homem de 40 anos quase perdeu o pênis após três aplicações de polimetilmetacrilato (PMMA) para aumento peniano. Ele realizou os procedimentos entre 2007 e 2015, mas, anos depois, o material causou inflamações graves, danos aos rins e risco de necrose. O caso levou a múltiplas cirurgias de reconstrução.

“Era em um lugar meio escondido, mas, como tinha esse desejo, não verifiquei se o profissional era médico ou sua formação, nem qual produto seria utilizado”, disse o homem, ao Metrópoles. O PMMA, substância plástica não absorvível pelo corpo, foi banido para preenchimentos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em janeiro deste ano devido aos riscos de inflamações fatais.

Na primeira aplicação, em 2007, ele ficou satisfeito. Repetiu o procedimento anos depois e, na terceira vez, aceitou a sugestão do médico de aplicar o produto também na bolsa escrotal. “Aí começou meu problema”, relatou. Dois anos após a última intervenção, seu corpo passou a rejeitar o material, causando inflamações persistentes. O uso prolongado de corticoides para controlar as reações afetou seus rins.

Em 2024, o urologista Ubirajara Barroso, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), realizou a cirurgia para retirar o PMMA da bolsa escrotal e reconstruir a área. O homem optou por não remover todo o material do pênis, mas, neste ano, uma ferida causada pelo atrito durante corridas não cicatrizou, exigindo nova intervenção.

“Tivemos que tratar a pele dele, que estava necrosada. Retiramos todo o material inflamado e reconstruímos o pênis do ponto de vista estético”, explicou Barroso. O médico alerta que homens devem buscar opiniões de múltiplos profissionais antes de procedimentos similares.

“Não façam esse tipo de procedimento sem se informar sobre o profissional e o produto”, aconselhou a vítima. Barroso reforça: “Ele não imaginava os graves riscos associados”.

 

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Taxa de mortalidade por infarto no RN é a 4ª menor do Brasil e a menor do Nordeste

21/05/2025


                                                        Foto: Arquivo/Sesap

 

O Rio Grande do Norte é o estado do Nordeste que possui a menor taxa de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) – 5,82% – e, em 2024, registrou a 4ª menor taxa de mortalidade por infarto no Brasil. No período de 2019 a 2024, o Rio Grande do Norte registrou uma queda de 39,47% na taxa, enquanto o Brasil teve uma redução média de 21,2% e o Nordeste de 22%. Local travel guides

Os dados são do sistema DATASUS, do Ministério da Saúde, e fazem parte de um estudo realizado pela Coordenação de Regulação em Saúde e Avaliação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A informação é do novonotícias

Os resultados positivos são reflexo do investimento feito pelo Governo do Estado na criação da linha de cuidado do infarto. Apenas no medicamento utilizado para dissolver os coágulos causados pelo infarto, o valor aplicado passou de R$ 343,5 mil em 2022, quando a linha de cuidado foi instalada, para R$ 1,42 milhão em 2024. um crescimento de 316%.

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Gripe aviária: ministro prevê prazo de 28 dias para que Brasil fique livre do vírus

19/05/2025


 

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deu a estimativa de 28 dias para que o Brasil fique livre da gripe aviária. A previsão foi indicada a jornalistas nesta segunda-feira (19) e veio em tom otimista na retomada nas exportações, suspensas, em parte, pelo vírus.

“O protocolo do ciclo é de 28 dias para a gripe aviária. Se em 28 dias não houver nenhum outro caso confirmado no Brasil, nós podemos com tranquilidade, baseado em ciência, dizer que o Brasil está livre de gripe aviária em todo o território nacional”, afirmou.

A condicionante de não ter novos casos dependerá, ainda, da conclusão dos casos que passaram a ser investigados no Tocantins e em Santa Catarina.

Fávaro não comentou resultados da análise, mas atribuiu as novas procuras ao fato de o “sistema estar mais alerta”.

Segundo o ministro, a identificação de um caso faz com que criadores de frango passem a indicar qualquer suspeita. “As doenças respiratórias são várias, não só a gripe aviária”, disse. “Esta é a maior prova que o sistema está funcionando”, sustentou.

Apesar do tom otimista, o ministro também pondera que a volta à normalidade, com retomada de exportações, dependerá de uma análise específica de outros países: “Não significa que, imediatamente, todos os mercados se abrirão. Muitos vão fazer questionamentos, tirar dúvidas, e é normal”.

 

 

 

R7

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RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Brasil tem mais duas suspeitas de gripe aviária em SC e TO

19/05/2025


 

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença. Foto: SAR/ Divulgação

Um caso suspeito de gripe aviária na produção comercial é investigado em Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina. A informação consta no mapa do Ministério da Agricultura e Pecuária, atualizado diariamente, e foi confirmada pelo município nesta segunda-feira (19). No total, são dois casos confirmados e seis sob investigação em todo o país.

 

2 casos confirmados

 

Montenegro (RS) granja comercial

Sapucaia do Sul (RS) zoológico, cisnes morreram

6 suspeitos (em investigação, amostras coletadas em análise)

 

Ipumirim (SC) – granja comercial

Aguiarnópolis (TO) – granja comercial

Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência

Gracho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência

Salitre (CE) – produção familiar para subsistência

Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência

Santa Catarina também proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo catarinense neste domingo (18).

 

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

 

Santa Catarina é o único estado do Brasil que faz divisa com o Rio Grande do Sul. Veja as cidades onde há veto para a entrada dos ovos e aves, conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc):

 

Cachoeirinha

Canoas

Capela Santana

Esteio

Gravataí

Montenegro

Nova Santa Rita

Novo Hamburgo

Portão

São Leopoldo

Sapucaia do Sul

Triunfo

“Está autorizado o ingresso em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves, oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados anteriormente, que compõem a zona de contenção do foco”, cita o governo catarinense em nota.

 

O que disse o governo de SC

 

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita, fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado. A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado.

 

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

 

Sem transmissão pelo consumo de carne e ovos

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

 

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

 

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

 

O que é e onde surgiu a H5N1?

O H5N1 é um subtipo do vírus Influenza que atinge, predominantemente, as aves.

Os vírus Influenza são divididos entre os de Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e os de Alta Patogenicidade (HPAI, grave).

O H5N1 faz parte do segundo grupo: isso significa que ele é disseminado rapidamente entre as aves e tem um alto índice de mortalidade entre os animais.

A Influenza Aviária foi diagnosticada pela primeira vez em aves em 1878, na Itália. Mas o H5N1 só foi isolado por cientistas mais de 100 anos depois, em 1996, em gansos na província de Guangdong, no sul da China.

No ano seguinte, ocorreu o primeiro registro da doença em humanos, em Hong Kong, segundo um documento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

Outras orientações em SC

Os produtores devem reforçar as medidas de biosseguridade e proibir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção;

Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas;

A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).

Fonte: g1

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

10 anos depois: os desafios das crianças com microcefalia no Rio Grande do Norte

18/05/2025


 

Em outubro de 2015, cerca de um mês antes do decreto de emergência em saúde pública motivado pelo aumento de casos de microcefalia associados ao vírus Zika, Maria da Guia dos Santos decidiu adotar Maria Victoria, uma bebê que havia sido rejeitada pela mãe biológica antes mesmo de nascer. Apesar de saber das condições da criança – além de microcefalia, a menina teve paralisia cerebral, meningite e hepatite – Daguia, como é conhecida, entendeu algo essencial, conforme ela mesma relata. “Victoria precisava de uma mãe, então, por que não adotá-la? Foi o que eu fiz e faria novamente, sem pensar duas vezes”, afirma, convicta.

Praticamente uma década depois – a menina vai fazer 10 anos em outubro – as duas, que moram em Nova Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, construíram uma conexão que tem como base o amor, fundamental para encarar os inúmeros desafios diários. “O amor cura, é o melhor remédio para qualquer doença”, frisa Daguia, hoje com 51 anos. Antes de falar das dificuldades, Maria da Guia, que trabalha como consultora de planos de saúde, recorda como aconteceu o encontro com Victoria. “A mãe biológica dela tentou interromper a gravidez. Foi isso que levou ao quadro de paralisia cerebral. A microcefalia é associada à zika. Quando nasceu, Victoria foi para a UTI. Fiquei sabendo da história dela uma semana antes da alta”, conta.

“Ela ia para um abrigo. Pensei o quanto seria difícil a vida daquela criança, porque as pessoas rotulam muito na hora de adotar, então, não olhei para diagnóstico algum, só quis ficar com ela”, completa a consultora. Ao longo da caminhada juntas, os desafios não pararam de surgir. No final do ano passado, Victoria recebeu um novo diagnóstico, de autismo severo. Apesar disso, cada evolução da menina representa um alento para Daguia. “Ela fica de pé, dá alguns passinhos e chama mamãe”, relata, orgulhosa.

A dona de casa Adelma Leandro, de 43 anos, sonha em ser chamada de mãe até hoje por João Victor. Por conta do quadro de microcefalia, o menino, de 9 anos, não fala. Ainda assim, ela não desanima. “A maior conquista é estar ao lado dele em todos os momentos”, afirma. O diagnóstico da condição foi dado quando Adelma estava com cinco meses de gestação. Ela conta que sequer compreendeu direito o que estava acontecendo.

“Era algo novo, até mesmo para os médicos. Tive Zika no começo da gravidez. Foi um quadro de muito sofrimento, com dores intensas, mas eu não tinha noção do que essa doença iria provocar no meu filho. Me falaram que ele tinha malformação, mas eu não imaginei que seria assim. Foi um susto. Quando ele nasceu, não parava de chorar dia e noite. O pediatra falou, um tempo depois, que era um choro neurológico, por causa da microcefalia”, descreve Adelma.

 

Busca por respeito e assistência

 

Os desafios de cuidar de uma criança com microcefalia estão por toda parte e exigem dedicação intensa. Daguia Santos conta com uma pessoa que auxilia nos cuidados com a filha enquanto ela está trabalhando. Não é a mesma situação de Adelma Leandro, que teve de deixar o emprego em um centro de distribuição de uma empresa de confecções após o nascimento de João Victor. A preocupação com as famílias que têm crianças com a condição levou Daguia a criar a Associação de Mães Especiais (AME).

A AME está em processo de instalação da nova sede, na zona Norte de Natal e, por isso, os serviços estão temporariamente suspensos. “A gente presta assistência por meio de acolhimento às mães e às crianças. São oferecidos acompanhamentos de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e neuropediatria”, explica Daguia, que faz um apelo para manter a associação funcionando. “A manutenção da AME é importante porque nós prestamos apoio não somente às crianças, mas às mães também, afinal, é fundamental cuidar de quem cuida”, diz. A associação é mantida por meio de doações feitas via pix (chave: projame.rn@gmail.com) e atende atualmente 62 famílias de todas as regiões do Estado.

“Tão essencial quanto cuidar das crianças é cuidar das mães. Algumas me ligam à meia-noite chorando porque não sabem o que fazer diante de certas situações. Elas precisam de acalanto. Passamos por momentos difíceis na AME, por isso, buscamos uma nova sede, que será aberta em breve. Precisamos bastante de ajuda”. Daguia cita que os serviços em geral, e especialmente na rede pública de saúde, para as crianças com microcefalia, são deficitários. Ela defende que haja uma atenção maior à assistência para essas crianças. “Tenho conhecimento de um menino que precisava de um exame de alta complexidade urgente, mas a autorização para o procedimento só chegou um mês depois da morte dele”, relata.

Adelma, que mora em Ceará-Mirim, na Grande Natal, conhece de perto essas lacunas. João Victor faz fisioterapia, fono e hidroginástica, mas no momento está com acesso a apenas dois desses serviços. “Ele não está frequentando as sessões de fisioterapia porque falta profissional. Estamos aguardando a Prefeitura encontrar um novo fisioterapeuta. Além disso, o menino chegou a passar nove meses sem acompanhamento com um neuro”, diz. O acesso às escolas é outro gargalo. “Não é um ambiente preparado para os nossos filhos”, fala Daguia, que já passou por episódios onde Maria Victoria foi rejeitada por algumas instituições de ensino.

“Passei por oito escolas e nenhuma delas aceitou a menina. Respirei fundo, abracei minha filha e fui para casa”, relata. As situações de preconceito e exclusão às quais crianças e familiares estão expostas não são raras. “Desde que adotei Victoria, nunca mais fui chamada para um aniversário”, comenta Daguia. Com Adelma e João Victor não é diferente. “É claro que tem muita gente que chega e abraça, porque entende a condição. Mas tem gente que não e isso nos afeta emocionalmente”, afirma a dona de casa. O receio em torno dos cuidados com as crianças faz com que as mães não queiram se afastar dos filhos em nenhum momento. Daguia, por exemplo, foi internada há cerca de 15 dias por conta de uma arritmia cardíaca. Diante das preocupações com Maria Victoria, no entanto, pediu para deixar o hospital mediante assinatura de um termo de responsabilidade. “Não havia escolha”, aponta.

 

RN tem 138 casos de microcefalia por zika

 

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a microcefalia é uma anomalia congênita caracterizada pela redução do perímetro cefálico (redução da cabeça e do cérebro. No Rio Grande do Norte, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública, com base em dados recentes do MS são 138 casos da síndrome congênita associados à infecção da mãe durante a gestação por Zika vírus, um dos fatores de risco para a condição. Em 2015, os casos associados dispararam, o que fez com que o MS decretasse emergência em saúde pública no Brasil até 2017.

 

Somente no período, foram registrados 4.595 nascidos vivos com esta malformação no País.

Além de Zika, a presença de outras variantes genéticas patogênicas ou alterações cromossômicas também estão relacionadas à microcefalia. Dentre essas variantes, segundo o MS, estão infecções gestacionais, sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes.

Doenças ou condições maternas, como diabetes e desnutrição, bem como exposição intrauterina a substâncias como álcool, radiação, e medicamentos também representam causas para a condição. A microcefalia pode ser diagnosticada já no pré-natal, de acordo com o método adotado pelo médico. Em recém-nascidos, a identificação é feita por meio de exames físicos, como a aferição do perímetro cefálico e a realização de exames neurológicos, como tomografias.

A microcefalia não possui tratamento específico, mas existem ações de suporte preconizadas pelo Sistema Único de Saúde para acompanhamento. As ações envolvem o estímulo precoce ao desenvolvimento da criança, por meio de avaliação auditiva, visual, motora, cognitiva e da linguagem. Já a prevenção se dá com o combate aos fatores de risco, além de proteção contra o mosquito que transmite o Zika vírus (Aedes aegypti), o que pode ser feito com o uso de roupas de manga longa e calça comprida.

Tão importante quanto combater os fatores que podem levar à condição é o enfrentamento às formas de preconceito e exclusão às quais estão submetidas as pessoas nessa condição. “A gente vive, um dia após o outro, em um universo cheio de obstáculos, mas também de aprendizagens. Uma mãe vai abraçando a outra e assim nos preparamos o tempo todo para o diferente, porque se agora está tudo bem, daqui a pouco a criança convulsiona e tudo muda”, relata Daguia Santos.??

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Campanha busca novos doadores de medula óssea no RN com ação neste sábado

16/05/2025


 

O Hemonorte promove neste sábado 17, o Dia D da campanha “A Vida Deve Ser Compartilhada”, com foco no cadastro de novos voluntários para o Redome — Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. A ação acontece das 13h às 18h, na sede do Hemonorte, localizada na Avenida Alexandrino de Alencar, 1800, em Natal.

De acordo com Miriam Mafra, diretora de apoio técnico do Hemonorte, o objetivo da campanha é aumentar o número de pessoas cadastradas. “O objetivo da campanha é ampliar a entrada de novos cadastrados no Redome. Esse cadastro é do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. São pessoas que se dispõem a fazer a doação da medula, caso ocorra uma compatibilidade”, afirmou.

O cadastro é permitido para pessoas entre 18 e 34 anos incompletos, que estejam em boas condições de saúde. “Você vai fazer o cadastro, você não faz a doação. A doação só ocorrerá uma vez, quando a compatibilidade tiver sido definida”, explicou. Para se cadastrar, o voluntário assina um termo de consentimento e faz a coleta de 5 ml de sangue para exame de compatibilidade genética (HLA), cujos dados ficam armazenados no banco nacional.

Segundo Miriam, atualmente 53 pacientes aguardam a compatibilidade genética no RN, mas não existe uma fila por ordem de chegada. “Não se fala em fila quando é transplante de medula. A doação é feita entre vivos. Você pode ter entrado recentemente e, em dois ou três meses, aparecer um compatível com você. Não é por hora de chegada, mas por compatibilidade”, esclareceu.

O Redome conta atualmente com cerca de 5,6 milhões de pessoas cadastradas no Brasil. Em 2024, o Rio Grande do Norte realizou 165 transplantes de medula, 58 a mais que em 2023.

A doação é indicada para pacientes com doenças como leucemias, quando a medula não produz mais sangue suficiente e os tratamentos convencionais não surtem efeito. “A medula óssea é a célula que produz o sangue no nosso organismo. As pessoas que têm essa medula sem funcionamento adequado recorrem ao transplante”, detalhou Miriam.

Existem duas técnicas para retirada da medula: punção na bacia ilíaca e por aférese. A definição do método é feita pela equipe médica com base em características do paciente e do doador. “A extração é feita sob analgesia. Você vai ser preparado como um paciente cirúrgico. Após a anestesia, você é liberado e medicado, caso haja algum incômodo leve no local da punção”, explicou.

Além da ação deste sábado, o cadastro pode ser feito de segunda a sexta-feira, na unidade anexa de hematologia do Hemonorte. A diretora lembrou que o cadastro é presencial, por exigência do termo de consentimento.

Ela também chamou atenção para a baixa cultura de doação entre os brasileiros. “Nós ainda temos dificuldade que esse doador venha até nós duas vezes no período de 12 meses. A medula óssea também é um mito. Um dos primeiros mitos é achar que a extração será feita na medula espinhal. Não é isso.”

Miriam finalizou com um convite: “Convidamos a todos que estejam na idade de 18 a 34 anos incompletos.”

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101 FM

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