Saúde
RIO DO FOGO: A Secretaria Municipal de Saúde promoveu Capacitação para Enfermeiros e Médicos da Atenção Primaria do Município.
29/07/2025

A Secretaria Municipal de Saúde promoveu Capacitação para Enfermeiros e Médicos da Atenção Primaria do Município.
O momento ocorreu na Escola Municipal Joana de Souza e teve como tema principal os indicadores e o cofinanciamento da Atenção Primária e o Prontuário Eletrônico (PEC).
O Secretário de Saúde, Saint Clair, esteve presente, e ressaltou o compromisso da Gestão Municipal em manter os servidores sempre atualizados para que sempre possam ofertar um atendimento humanizado e de qualidade aos usuários.
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Pacientes do SUS poderão ser atendidos por planos de saúde a partir de agosto
29/07/2025

Foto: João Risi/MS
A partir de agosto, os pacientes da rede pública poderão ser atendidos também por planos de saúde em todo o Brasil. A expectativa é que, neste primeiro momento, R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS adquiridas pelas operadoras sejam convertidas em mais consultas, exames e cirurgias com foco em áreas estratégicas e conforme a demanda apresentada pelos estados.
A medida, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, visa ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera na atenção especializada.
A portaria que viabiliza a troca de dívida de ressarcimento ao SUS por atendimento foi apresentada, nesta segunda-feira (28/7), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares.
São ações do Agora Tem Especialistas voltadas à mobilização da estrutura de saúde privada para aumentar a capacidade de atendimento da rede pública. Para isso, o governo federal possibilitará aos planos de saúde converterem em serviços especializados as dívidas que têm com o SUS.
Elas ocorrem quando não são ressarcidos valores referentes a procedimentos realizados pela rede pública e não pelos planos contratados.
O ministro da Saúde ressaltou a criação de um modelo no SUS, que transforma dívidas de ressarcimento dos planos de saúde em mais exames, cirurgias e consultas especializadas, levando os pacientes do sistema público de saúde até onde estão os especialistas e os equipamentos, inclusive na rede privada, sem que paguem nada.
“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como esse. As dívidas que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir filas e dar dignidade a quem mais precisa”, disse Alexandre Padilha.
Fonte: MS
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Vacina universal contra o câncer dá passo promissor em estudo com RNA mensageiro
22/07/2025

Uma vacina experimental de RNA desenvolvida por cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, conseguiu potencializar os efeitos da imunoterapia e eliminar tumores em testes com camundongos. A descoberta, publicada na quinta-feira (18) na revista Nature Biomedical Engineering, é considerada um passo importante rumo à criação de uma vacina universal contra o câncer. Com informação do g1.
O diferencial do estudo está no fato de que a vacina testada não foi desenvolvida para atingir um tumor específico, mas sim para estimular o sistema imunológico de forma ampla, como se o corpo estivesse respondendo a um vírus. Esse estímulo provocou uma reação robusta das células de defesa, que passaram a reconhecer e atacar as células tumorais.
“A grande surpresa é que uma vacina de mRNA, mesmo sem ter como alvo um câncer específico, conseguiu gerar uma resposta imune com efeitos anticâncer bastante significativos”, explicou o oncologista pediátrico Elias Sayour, líder do estudo e pesquisador da UF Health.
Testes eliminaram tumores em modelos resistentes
Nos experimentos, os pesquisadores combinaram a nova vacina de mRNA com medicamentos já usados na imunoterapia, os chamados inibidores de checkpoint imunológico, como o anti-PD-1. Esses fármacos “liberam o freio” das células T, parte essencial da defesa do organismo, para que elas consigam atacar o tumor.
A combinação foi testada em camundongos com melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele, e apresentou resultados promissores, inclusive em tumores resistentes a tratamento. Em alguns modelos, os tumores desapareceram completamente. A equipe também obteve efeitos positivos em casos de câncer ósseo e cerebral.
A chave do sucesso, segundo os cientistas, foi forçar os tumores a expressarem a proteína PD-L1, que torna as células cancerígenas mais visíveis para o sistema imunológico. Essa “isca” aumentou a eficácia da imunoterapia.
Tecnologia similar à das vacinas da covid-19
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Câncer de intestino, que vitimou Preta Gil, é o 3º mais comum no país
22/07/2025

Casos de câncer no intestino, como o que vitimou a cantora e empresária Preta Gil, geralmente só manifestam sintomas em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. Por isso, pessoas com fatores de risco devem começar os exames de rastreamento antes dos 50 anos, que é a idade recomendada para a população em geral.Câncer de intestino, que vitimou Preta Gil, é o 3º mais comum no país - Agora RNCâncer de intestino, que vitimou Preta Gil, é o 3º mais comum no país - Agora RN
“Quando o paciente tem algum familiar com câncer diagnosticado, essa idade vai diminuindo cada vez mais, e sendo mais específico e individualizado para cada pessoa. O rastreio é feito com a análise da história de vida, com exame físico e os dois principais exames de triagem, são o exame de fezes, para ver se tem sangramento oculto, e a colonoscopia, que a gente vê dentro do intestino e procura nódulos, pólipos e câncer”, explica o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.
Número
Os cânceres de cólon e reto, que atingem o intestino, são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025. A incidência é maior na Região Sudeste – onde ele sobe para a segunda posição de novos casos – e entre as mulheres.
Nacif explica que o câncer geralmente se desenvolve a partir de lesões benignas, como pólipos, o que aumenta o alerta para pessoas com essa condição, e quadros como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas. Além disso, o sedentarismo, a obesidade, o consumo regular de álcool, tabaco, superprocessados e a alimentação desequilibrada também são fatores de risco.
Infelizmente, de acordo com o especialista, ainda há um fator cultural que atrapalha o diagnóstico precoce: “As pessoas têm receio de procurar um médico para fazer essa triagem, porque o exame começa com a avaliação física, e o médico normalmente tem que fazer um toque retal. Mas, com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico nessa prevenção. E ele não está avaliando se é bonito, feio, grande, pequeno… ele está fazendo um exame técnico”, explica Lucas Nacif.
Alerta
O cirurgião gastrointestinal alerta, ainda, para os riscos de só procurar aconselhamento médico após o surgimento de sintomas.
“Os sinais de alerta normalmente são a alteração no trânsito intestinal, seja muita diarreia ou intestino preso, perda de peso, sangramento nas evacuações, alguma dor abdominal também pode ser presente. Mas essas situações geralmente acontecem quando o câncer já está maior, por isso é tão importante o rastreio”, finaliza.
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Gripe aviária H5N1 chega ao Ceará e acende alerta para possível avanço ao RN
20/07/2025

Redação20/07/2025 | 10:08
O Ceará registrou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas, e o alerta se acendeu no Rio Grande do Norte diante da proximidade entre os dois estados. O foco foi confirmado em uma criação de subsistência no município de Quixeramobim, no sertão central cearense — região localizada a pouco mais de 400 km da divisa com o RN, que atualmente, não possui nenhum registro da doença.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que a propriedade onde o caso foi detectado foi isolada e que as aves foram sacrificadas na manhã desta sexta-feira 18. O local passará por todos os procedimentos de desinfecção previstos no Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Embora o caso só tenha sido divulgado neste sábado 19, o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), de Campinas (SP), confirmou a presença do vírus H5N1 após analisar amostras coletadas em 8 de julho. Autoridades locais investigam propriedades em um raio de 10 quilômetros para evitar a propagação da doença.
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Apesar do alerta, a Adagri esclareceu que o consumo de carne de frango e ovos segue seguro, uma vez que a gripe aviária não é transmitida por alimentos. Não há restrições para o consumo, mas a vigilância sanitária foi reforçada na região.
Gripe aviária no Brasil: 181 cacos confirmados desde 2023
Desde 2023, o Brasil já confirmou 181 focos de gripe aviária, sendo 172 em aves silvestres, oito em criações domésticas e apenas um em granja comercial — no Rio Grande do Sul. Em junho, o país voltou a ser considerado livre da doença nas criações industriais, o que permitiu a retomada das exportações.
Nos últimos meses, casos domésticos também foram identificados em Goiás e Mato Grosso do Sul, além de um foco em aves silvestres no Zoológico de Brasília. Com o novo episódio no Ceará, cresce a atenção em estados vizinhos, como o Rio Grande do Norte, que monitora possíveis riscos de avanço da doença.
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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave caem na maior parte do país
19/07/2025

O boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, pela Fundação Oswaldo Cruz, indica diminuição do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do país, embora permaneçam altos.
O estudo também mostra que crianças pequenas são as mais afetadas pela SRAG, com o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal causador.
A análise verificou que, entre os idosos, a influenza A é a principal responsável por hospitalizações e óbitos. Desde o início do ano, 7.660 pessoas morreram vítimas de SRAG no Brasil.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, diz que, apesar da diminuição dos casos de SRAG associados à influenza A e VSR na maior parte do país, a incidência de SRAG continua elevada: “Por isso a vacina contra a gripe é fundamental para que a gente consiga reduzir ainda mais o número de casos graves provocados pelo vírus”, argumenta.
Os dados mostram que o VSR segue como o principal vírus associado aos casos de SRAG em crianças pequenas, seguido do rinovírus e da Influenza A. Nos idosos, a Influenza A é o principal motivo de hospitalizações e óbitos por SRAG. O vírus também se destaca na incidência e mortalidade nas crianças pequenas.
Embora o rinovírus supere a influenza A em número de internações entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o VSR continua sendo o principal responsável por casos graves em crianças.
Apesar de apresentar sinais de estabilização ou redução em alguns locais, os casos associados ao VSR permanecem em níveis elevados de incidência na maioria dos estados, com exceção do Piauí, Tocantins e Distrito Federal, onde a situação apresenta melhora.
Morte entre idosos
A mortalidade por SRAG é mais elevada entre os idosos, especialmente devido à influenza A, que segue como a principal causa de hospitalizações e óbitos nessa faixa etária. Apesar da tendência geral de redução, há sinais de retomada do crescimento de casos de SRAG em idosos em Minas Gerais e no Pará, embora ainda não seja possível identificar o vírus responsável por esse aumento nesses estados.
Entre os estados, os casos de SRAG nos idosos associados à influenza A seguem em níveis de incidência de moderado a alto na maioria das unidades da região Centro-Sul (exceto Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro), além de alguns estados do Norte (Amapá, Pará, Rondônia e Roraima) e do Nordeste (Alagoas, Sergipe, Maranhão e Paraíba).
Estados
Todas as 27 unidades da federação apresentaram tendência de queda ou estabilidade nos casos de SRAG nas últimas seis semanas. No entanto, a maioria delas ainda registra incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com destaque para os estados da Região Norte, como Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima; do Nordeste, como Alagoas, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe; e do Centro-Sul, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Apesar da maioria dos estados apresentarem tendência de queda, Roraima é o único estado onde ainda há aumento de SRAG nas crianças pequenas, associado ao VSR. Na Paraíba, observa-se aumento de SRAG nos idosos, associado à influenza A.
Em Alagoas, há sinais de retomada do crescimento de SRAG em crianças, também associado ao VSR. Além disso, Minas Gerais e Pará mostram indícios de retomada ou início de aumento de SRAG nos idosos, embora ainda não seja possível identificar o vírus responsável.
Observa-se um leve aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Covid-19 entre os idosos no Rio de Janeiro, porém sem impacto no total de hospitalizações. “Esse aumento ainda é leve. Precisamos aguardar para ver se ele vai se sustentar. Reforçamos a importância da vacinação contra a Covid-19, fundamental para mantermos baixos os níveis de hospitalizações e óbitos caso ocorra uma nova onda. Lembrando que alguns grupos como idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses”, argumenta Tatiana Portella.
Mortes no país
Até agora, em 2025, houve 7.660 óbitos por SRAG no país. Destes, 4.112 (53,7%) foram positivos para algum vírus respiratório, 2.828 (36,9%) tiveram resultado negativo e 154 (2%) ainda aguardam confirmação laboratorial.
Entre os óbitos, a maioria (54,7%) foi causada por influenza A, seguida por Covid-19 (23,3%), VSR (10,7%), rinovírus (10,2%) e influenza B (1,7%).
Agência Brasil
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PAC da Saúde: Rio Grande do Norte receberá 524 equipamentos e obras em 163 municípios
18/07/2025

Foto: Agencia Gov
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai receber um grande reforço nos próximos meses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram, nesta quinta-feira (17), em Juazeiro (BA), um investimento de R$ 6 bilhões por meio do novo PAC Seleção 2.
O objetivo é fortalecer a saúde pública em todos os estados do Brasil — e o Rio Grande do Norte está entre os destaques.Best beaches in Rio Grande do Norte
Serão 524 equipamentos e obras destinadas a 163 municípios potiguares, representando um avanço importante na qualidade do atendimento e no acesso aos serviços de saúde para a população, conforme postou o deputado fedral Fernando Mineiro.
Entre os investimentos para o RN estão:
21 Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
5 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
18 Unidades Odontológicas Móveis
2 Policlínicas
11 Ambulâncias para o SAMU
167 Kits de Teleconsulta
299 Combos de Equipamentos para UBSs
Esses investimentos permitirão a ampliação da cobertura, a modernização de serviços e a interiorização do acesso à saúde, chegando a municípios que mais precisam.
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Rio do Fogo: Secretaria Municipal de Saúde promoveu Capacitação para Enfermeiros e Médicos da Atenção Primaria do Município
14/07/2025
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Campanha Julho Verde orienta população sobre sinais silenciosos do câncer
12/07/2025

Uma afta que demora mais de 15 dias para cicatrizar pode ser mais do que um incômodo passageiro. Segundo Edilson Pinho, cirurgião de cabeça e pescoço, esse tipo de lesão persistente está entre os sinais que exigem investigação médica. O médico alerta para sintomas que, embora comuns, podem indicar tumores na boca, garganta, laringe, tireoide e até na pele.
O foco do alerta é a campanha Julho Verde, voltada à conscientização sobre os cânceres de cabeça e pescoço. A proposta é ampliar o conhecimento sobre os fatores de risco e os caminhos para o diagnóstico precoce. “Ferida que não cicatriza, rouquidão, dificuldade de engolir ou dor de garganta que dure mais de 15 dias devem ser investigadas. Isso não quer dizer que é câncer, mas é o tempo que exige atenção”, explicou o médico, em entrevista à TV Tropical.
No caso da tireoide, o principal sinal costuma ser o aparecimento de um nódulo no pescoço, o famoso “caroço”, que cresce de forma progressiva. Já nos cânceres de cavidade oral e laringe, podem surgir feridas, dores, dificuldade para engolir ou falar, alterações vocais e desconfortos persistentes que imitam inflamações. “A persistência do sintoma é o que deve acender o alerta”, reforçou.
A exposição solar, por sua vez, é o principal vilão nos casos de câncer de pele. A recomendação é o uso de proteção mesmo nos dias nublados, sobretudo para quem trabalha ao ar livre.
Durante todo o mês, a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer, em parceria com a UFRN e prefeituras do Estado, está promovendo ações em cidades como Natal, Currais Novos e São Paulo do Potengi. As atividades envolvem triagens com médicos e dentistas, atendimento assistencial e orientação da população, especialmente nos postos de saúde. “A ideia é prevenir e, ao mesmo tempo, identificar precocemente possíveis casos, em parceria com profissionais locais”, disse Edilson.
Os fatores de risco mais frequentes para os tumores da região da cabeça e pescoço envolvem o tabagismo, o consumo de álcool e a exposição solar, no caso dos cânceres de pele. O médico também chamou atenção para o impacto do vírus HPV, especialmente nos casos de câncer de garganta, e para o uso do cigarro eletrônico. “As substâncias presentes no ‘vape’ também são cancerígenas. Já temos evidência mostrando relação com câncer de boca e garganta”, afirmou.
Outro ponto abordado é a prevenção por meio da vacinação. A imunização contra o HPV, disponível no SUS para adolescentes, é uma ferramenta essencial para evitar infecções que mais tarde podem se transformar em tumores. “O aumento do câncer de garganta no Brasil está muito ligado a isso. Vacinar as crianças hoje é uma forma de proteger os adultos de amanhã”, afirmou o cirurgião.
Além de maus hábitos como tabagismo e alcoolismo, até próteses dentárias mal posicionadas podem causar inflamação crônica e se tornarem fatores de risco para lesões malignas. “Tudo que gera agressão constante pode virar uma porta de entrada para o câncer”, alertou o médico.
A campanha, que busca chamar atenção para um tema ainda pouco discutido, aposta na informação como melhor ferramenta de combate. “Quando o paciente chega ao consultório com um sintoma que já está ali há semanas, muitas vezes ele perdeu a chance de tratar de forma mais simples. A gente quer que as pessoas entendam que, quanto antes, melhor”, concluiu Edilson.
AGORA RN
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Governo abre cinco novos leitos de UTI diante de superlotação no Walfredo Gurgel
08/07/2025

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou na noite de segunda-feira (7) que, diante da superlotação do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, viabilizou junto ao Hospital Memorial a abertura de cinco leitos de UTI de forma emergencial. A Sesap também divulgou que esse número de leitos pode ser ampliado para mais cinco nos próximos dias, com o objetivo de desafogar as salas cirúrgicas e as UTIs do Walfredo.
De acordo com o Governo do Estado, até a abertura do Hospital Metropolitano, o Walfredo Gurgel segue sendo a maior referência de alta complexidade do RN, podendo eventualmente ocorrer momentos de superlotação mesmo com todo esforço da Sesap e sua rede de hospitais.
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Implante que evita gravidez por até três anos será oferecido pelo SUS
05/07/2025

O Ministério da Saúde vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon. O novo método é considerado vantajoso em relação aos já existentes por sua longa duração — age no organismo por até três anos — e alta eficácia. A medida busca prevenir gestações não planejadas. Com informações da Agência Brasil.
“Esse implante é muito mais eficaz que outros métodos para prevenir a gravidez não planejada. Essa decisão foi da Conitec, a pedido do Ministério da Saúde, e agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas de Saúde de todo o Brasil para já no segundo semestre desse ano começar a utilizar no SUS”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Até 2026, o Ministério da Saúde estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos para atender a todas as mulheres, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de aproximadamente R$ 245 milhões.
tualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. A decisão de incorporar o contraceptivo ao SUS foi apresentada na tarde desta quarta-feira (2), durante a reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
“Essa decisão chega como uma política pública para transformar vidas. É mais um método e representa um avanço nas ações de fortalecimento do planejamento sexual e reprodutivo no país, que deve ser ofertado a todas as pessoas pelo SUS”, afirma a secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas.
Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivo também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O Ministério da Saúde tem o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50%, entre mulheres negras até 2027.
Sobre o método
O implante subdérmico é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC — sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Prazo para disponibilização
O Ministério da Saúde deve publicar, nos próximos dias, a portaria que oficializa a incorporação do contraceptivo no SUS. A partir da publicação, as áreas técnicas da pasta terão 180 dias para efetivar a oferta, o que envolve etapas como atualização das diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, capacitação e habilitação de profissionais, entre outras ações.
A inserção e a retirada do implante subdérmico devem ser realizadas por médicas(os) e enfermeiras(os) qualificadas(os). Por isso, a ampliação da oferta será acompanhada de estratégias de formação teórica e prática desses profissionais.
A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) será responsável por coordenar a implementação nos territórios. A expectativa é de que os serviços que já atuam com planejamento sexual e reprodutivo, e contam com profissionais habilitados, iniciem a formação de novas equipes.
Fonte: Agora RN
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Sarcopenia ameaça os mais jovens e pode paralisar atividades de pessoas idosas
05/07/2025

Foto: Divulgação/unp
A sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, afeta principalmente pessoas com mais de 60 anos, mas pode começar a se manifestar muito antes.
Segundo especialistas, o envelhecimento é o principal fator de risco, mas o sedentarismo, muitas vezes associado ao uso excessivo de telas, alimentação inadequada e doenças crônicas também contribuem para o agravamento do quadro.
De acordo com o personal Leandro Medeiros, professor do curso de Educação Física da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a melhor forma de prevenir a sarcopenia é manter um estilo de vida ativo, aliado a uma dieta balanceada.
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Com vacinação baixa, gripe avança e pressiona rede de saúde pública do RN
03/07/2025

Com apenas 44,5% do público-alvo imunizado contra a gripe até esta terça-feira 1º, o Rio Grande do Norte segue com cobertura vacinal considerada abaixo do ideal. O baixo índice de adesão preocupa autoridades de saúde, sobretudo diante do aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e do uso indiscriminado de medicamentos sem orientação médica, que pode agravar os casos.
De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesap), 704.333 doses da vacina contra a influenza foram aplicadas no RN. Entre os grupos prioritários, a cobertura alcançou 60,98% das gestantes, 45,35% dos idosos e 40,44% das crianças de seis meses a seis anos de idade. A vacina está disponível para toda a população nas unidades básicas de saúde. A campanha começou em 7 de abril, com o “Dia D” realizado em 10 de maio.
O Boletim Epidemiológico da Sesap aponta estabilidade nas notificações de SRAG em 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, houve aumento expressivo nos casos causados por Influenza, com nove mortes confirmadas até 31 de maio. Crianças de zero a nove anos correspondem a 64% das notificações, enquanto idosos com 65 anos ou mais concentram 67% dos óbitos. As principais comorbidades associadas aos casos são asma (13%), doenças cardiovasculares crônicas (12%) e diabetes mellitus (8%).
O percentual de internação por SRAG está em 13,94% dos leitos monitorados pelo Regula RN, embora tenha atingido 16% em semanas anteriores, de acordo com a Sesap. Esse aumento acompanha a sazonalidade dos vírus respiratórios, que se intensificam no período de temperaturas mais baixas e maior incidência de chuvas, quando a campanha de vacinação contra a gripe é reforçada.
Além do aumento nas infecções respiratórias no RN, preocupa também a automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição, especialmente para tratar sintomas gripais. Segundo a farmacêutica Jéssica Nayane, professora do curso de Farmácia da Estácio, o uso de remédios sem prescrição pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto e provocar efeitos colaterais graves.
Segundo ela, “o problema é que a automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico correto, causar efeitos colaterais graves e interações medicamentosas perigosas, sem contar o risco de agravar o estado de saúde do paciente”.
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Boletim aponta alta nos casos de sindrome respiratória grave no RN, com avanço do vírus entre crianças
30/06/2025

De acordo com o boletim, o RN está entre os estados da região Nordeste onde a SRAG associada ao VSR continua em crescimento. Foto: Tony Winston/Agência Brasília
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, alerta que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanece alta em boa parte do Brasil, incluindo o Rio Grande do Norte. No estado, o crescimento das hospitalizações por SRAG entre crianças pequenas tem sido impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O informe, divulgado na sexta-feira (27) é referente à Semana Epidemiológica 25, período de 15 a 21 de junho.
De acordo com o boletim, o RN está entre os estados da região Nordeste onde a SRAG associada ao VSR continua em crescimento. A situação se repete também em Alagoas, Bahia, Piauí, Paraíba e Sergipe. O InfoGripe destaca que, embora alguns estados já apresentem sinais de estabilização ou início de queda nos casos – como Ceará, Maranhão e Pernambuco –, no Rio Grande do Norte a curva segue em alta, o que exige atenção por parte das autoridades de saúde.
“Ainda assim, é importante ressaltar que a incidência dessas hospitalizações permanece alta na maioria desses estados, o que requer atenção”, afirmou a pesquisadora responsável pelo boletim.
Os dados refletem a circulação intensa de vírus respiratórios no país, em especial o vírus da influenza e o próprio VSR. A estratégia do InfoGripe, vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), tem como objetivo monitorar os casos de SRAG e oferecer suporte às vigilâncias em saúde na identificação de áreas prioritárias para ações emergenciais.
O cenário nacional, segundo a Fiocruz, mostra que entre os casos de SRAG com resultado laboratorial positivo nas últimas quatro semanas, 45,6% foram causados pelo VSR, 37,5% pela influenza A, 19,2% por rinovírus e 1,6% por Sars-CoV-2 (Covid-19).
No acumulado de 2025, já foram registrados mais de 110 mil casos de SRAG no Brasil. Desses, mais da metade (51,5%) testaram positivo para algum vírus respiratório. O VSR lidera entre os casos confirmados, representando 45,4% das ocorrências, seguido por influenza A (26,3%), rinovírus (22%) e Covid-19 (8,6%).
O boletim reforça a importância da vacinação e das medidas de prevenção, principalmente entre crianças pequenas, grupo mais vulnerável à forma grave dessas infecções.
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Casos de síndrome respiratória grave continuam em alta no País, alerta InfoGripe
28/06/2025

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (26/6), destaca que a incidência de SRAG na maioria dos estados continua alta e requer atenção. Os vírus responsáveis por essa alta de casos graves no país são o da influenza e o vírus sincicial respiratório (VSR). Sendo que as hospitalizações por influenza continuam crescendo em alguns estados do Centro-Sul, Norte e Nordeste.
Tocantins é o único estado onde os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) caíram significativamente, atingindo um nível baixo e seguro de incidência.
O InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento dos casos de SRAG no Brasil, oferecendo suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações de preparação e resposta a eventos de saúde pública.
A análise aponta ainda para a consolidação da interrupção do crescimento ou até mesmo queda do número de casos de SRAG em alguns estados. Principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas também em alguns estados do Norte e Nordeste. Por outro lado, o VSR, que leva à hospitalização especialmente das crianças pequenas, tem crescido principalmente nas regiões Sul, Nordeste, Norte além do Mato Grosso. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 25, período de 15 a 21 de junho.
“Diante da alta de hospitalizações por influenza, a gente continua pedindo, às pessoas que não se vacinaram contra o vírus, que tomem a vacina o quanto antes. Outra orientação importante é que a população adote alguns cuidados extras nesta época, como uso de máscaras em postos de saúde, locais mais fechados e com maior aglomeração de pessoas. Além disso, é importante também adotar uma etiqueta respiratória, como higienizar às mãos com água e sabão ao longo do dia, cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ao tossir e espirrar e utilizar máscaras em caso de coriza ou tosse”, recomenda a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe.
Em nível nacional, observa-se sinal de queda de casos de SRAG nas tendências de longo (últimos seis meses) e curto prazo (últimos três meses). Este cenário se deve ao início de queda dos casos de SRAG por influenza A e VSR em diversos estados, embora ainda com níveis elevados de incidência. O impacto nos casos e óbitos por SRAG nas crianças pequenas está associado principalmente ao VSR, seguido do rinovírus e da influenza A.
A análise aponta também consolidação do início de queda do número de casos de SRAG em todas as faixas etárias. No entanto, o cenário entre os estados é heterogêneo. As hospitalizações por SRAG entre crianças seguem aumentando em boa parte das regiões Sul, Nordeste e Norte do país. Entre os idosos, as hospitalizações continuam crescendo em alguns estados do Norte, Nordeste e Centro-Sul.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 37,5% de influenza A, 0,9% de influenza B, 45,6% de vírus sincicial respiratório, 19,2% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 75,4% de influenza A, 1,3% de influenza B, 13,4% de vírus sincicial respiratório, 8,9% de rinovírus e 3,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
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Casos de tuberculose caem 35% no RN, aponta Sesap
27/06/2025

Em dois anos, o número de novos casos de tuberculose caiu 35% no Rio Grande do Norte. Enquanto em 2022 foram registrados 1,9 mil casos, em 2024 esse número diminuiu para 1,3 mil. Já o número de pessoas que iniciaram o tratamento preventivo da tuberculose no estado saltou para 702 em 2024, um crescimento superior a 400% em comparação com anos anteriores. É o que apontam os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) nesta sexta-feira (27).
Segundo o Ministério da Saúde, a tuberculose é considerada infecciosa e transmissível, sendo causada pela bactéria conhecida como bacilo de Koch. A condição afeta prioritariamente os pulmões (forma pulmonar). A forma extrapulmonar, que acomete outros órgãos, ocorre mais frequentemente em pessoas vivendo com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico.
Apesar dos avanços em nível estadual, os dados apontam que o combate à tuberculose ainda é um desafio em nível nacional. No Brasil, o percentual de interrupção do tratamento é de 15,3%, e a taxa atual de cura, de 66%, é considerada a mais baixa dos últimos 10 anos.
O tratamento da tuberculose dura, no mínimo, seis meses, é gratuito e está disponível exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS). São utilizados quatro medicamentos no tratamento dos casos que seguem o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. A cura da doença é possível quando o tratamento é realizado de forma adequada até o final.
A Sesap ressaltou que tem reforçado o compromisso com o controle da tuberculose por meio da identificação precoce de casos, testagem laboratorial qualificada, incentivo à vacinação com BCG e tratamento da infecção latente, além de estimular a integração entre a Atenção Primária à Saúde, unidades especializadas e instituições sociais como presídios e abrigos.
A pasta aponta, ainda, que a busca ativa de pessoas com sintomas sugestivos, o controle de contatos e a qualificação dos profissionais de saúde fazem parte da estratégia estadual para interromper a cadeia de transmissão da doença e reduzir a mortalidade.
TRIBUNA DO NORTE
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RN ocupa 3º lugar em vacinação contra gripe no Nordeste, mas meta ainda preocupa
25/06/2025

O Rio Grande do Norte alcançou cobertura vacinal de 43,61% do público-alvo contra a influenza em 2025. Em números absolutos, das 798,7 mil pessoas que compõem a população prioritária, 348,3 mil já receberam a dose do imunizante. O percentual coloca o estado com a terceira maior cobertura do Nordeste e a oitava do Brasil.
Os dados são do Ministério da Saúde, com base nas informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) atualizadas até a última terça-feira (24). Na região, apenas Piauí (51,45%) e Ceará (44%) apresentam índices superiores ao do RN.
Apesar do desempenho relativo positivo, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) reforça que o número ainda está abaixo da meta e exige uma mobilização ativa por parte dos municípios para ampliar a cobertura. O público-alvo da campanha inclui gestantes, idosos e crianças entre 6 meses e 6 anos.
Segundo a Sesap, as doenças respiratórias são atualmente a terceira principal causa de internações em leitos do SUS no estado, e a primeira entre pacientes pediátricos. Até o momento, foram registrados nove óbitos por gripe em 2025 no RN.
“A Sesap reforça a importância dos municípios, que operam a vacinação na ponta, realizarem o trabalho de sensibilização da população quanto à importância da proteção pela vacina, em especial quanto aos grupos mais suscetíveis às complicações, internações e mortalidade ocasionadas pela gripe”, destaca a pasta.
Vacinação aberta à população geral
A campanha de vacinação contra a gripe teve início no Rio Grande do Norte em 7 de abril, com o “Dia D” de mobilização realizado em 10 de maio. Até o momento, o estado aplicou 678.382 doses do imunizante.
Além da população prioritária, a vacina contra a gripe está disponível para todos os públicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado.
A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocada pelo vírus influenza, e possui alta capacidade de transmissão. Existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D. Os tipos A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais, sendo o tipo A associado às grandes pandemias.
Entre os sintomas mais comuns da doença estão febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça.
Cobertura vacinal no Nordeste
Bahia – 34,02%
Maranhão – 37,30%
Alagoas – 42,14%
Ceará – 44%
Paraíba – 41,91%
Pernambuco – 35,48%
Piauí – 51,45%
RN – 43,61%
Sergipe – 39,74%
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Farmácias começam hoje a reter receita de canetas emagrecedoras
23/06/2025

A partir desta segunda-feira (23), farmácias e drogarias de todo o país passam a ser obrigadas a reter a receita médica na venda das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Saxenda e Wegovy, medicamentos usados em tratamento contra obesidade e diabetes.
A nova exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem como objetivo conter o uso indiscriminado desses remédios.
Apesar de serem considerados medicamentos de tarja vermelha, o consumidor conseguia comprá-los sem prescrição médica. Com a nova regra, os farmacêuticos ficarão com o documento no ato da compra, visando um controle maior na comercialização dos produtos.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em abril, mas só passa a valer oficialmente a partir desta segunda. Por unanimidade, a agência entendeu que a retenção é necessária para aumentar o controle do uso desses medicamentos e proteger a saúde coletiva do “consumo irracional” dos emagrecedores.
A decisão vale para todos os medicamentos à base de semaglutida (caso do Ozempic e do Wegovy) e liraglutida (como o Saxenda), substâncias que passaram a ser consumidas em larga escala por pessoas interessadas em emagrecer, mesmo sem diagnóstico de obesidade ou diabetes.
Nos últimos anos, o uso dessas canetas injetáveis se espalhou pelas redes sociais, impulsionado por celebridades, influenciadores e vídeos que prometem resultados rápidos.
Com isso, aumentou a preocupação de especialistas sobre o uso sem acompanhamento médico, já que os medicamentos podem causar efeitos adversos e não são indicados para todos os perfis.
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Lei cria programa de fisioterapia e terapia ocupacional para pessoas com doença rara no RN
21/06/2025

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei nº 12.214, que cria o Programa de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para Pessoas com Deficiência ou Doença Rara no Estado. A norma, sancionada na última quinta-feira (19), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e já está em vigor.
De acordo com a publicação, entre os objetivos da lei estão contribuir com as medidas de prevenção de doenças em pessoas que possuam alguma deficiência ou doença rara, além de garantir a assistência e a reabilitação de saúde para esse público.
No campo da fisioterapia, o programa prevê ações como a prevenção das disfunções dos sistemas nervoso, osteomuscular, circulatório, respiratório e urinário, o tratamento de quadros inflamatórios, osteodegenerativos e neurodegenerativos, e o favorecimento do menor uso de medicamentos, sem desconsiderar o tratamento da dor.
Já na área de terapia ocupacional, estão previstas iniciativas para adequar ambientes, organizando o espaço de vida das pessoas com deficiência ou doença rara, reabilitar perdas das funções cognitivas, e ressignificar o tempo livre com atividades que sejam significativas e que garantam o sentimento de utilidade das pessoas.
Para que os objetivos do programa sejam efetivados, a norma estabelece que poderão ser realizados convênios, acordos ou outros instrumentos jurídicos com instituições públicas e privadas no Estado.
TRIBUNA DO NORTE
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Brasil se declara país livre da gripe aviária
19/06/2025

Foto: Arquivo Agência Brasil
O Brasil voltou a ser um país livre da influenza aviária, após ter cumprido os protocolos internacionais que preveem, entre outras medidas, o prazo de 28 dias sem novos registros em granjas comerciais.
O anúncio oficial de cumprimento do período de vazio sanitário foi dado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em comunicado enviado nesta quarta-feira (18) à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
“Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP)”, informou o ministério.
O único caso confirmado em estabelecimento comercial ocorreu em uma granja no município gaúcho de Montenegro, no dia 16 de maio. A confirmação da doença foi feita no dia 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada. Conforme previsto em protocolo, foi iniciado, ali, o período de vazio sanitário.
De acordo com o ministério, com o encerramento desse prazo sem novas ocorrências, “o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando novamente o status de livre da doença”.
Notificações
“Não se comemora uma crise, mas é preciso reconhecer a robustez do nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”, declarou, por meio de nota, o ministro Carlos Fávaro.
Com o fim do período de vazio sanitário, teve início a etapa de notificação, pelo ministério, dos países que impuseram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas. A expectativa é de que as relações comerciais sejam restabelecidas o mais rápido possível.
Doença
A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos.
A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.
A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.
Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.
Fonte: Agência Brasil
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