Saúde
Servidores da saúde de Natal anunciam paralisação de 48h contra perdas salariais
26/05/2025

De acordo com o Sindicato de Saúde do RN (Sindsaúde RN), o principal foco da paralisação é denunciar à população as perdas salariais que já ultrapassam 80% nos últimos 11 anos.
Os servidores da saúde de Natal irão paralisar suas atividades por 48 horas a partir desta quarta-feira (28). A mobilização tem como objetivo cobrar o cumprimento da data-base da categoria — vencida desde 25 de março — além de exigir reajuste salarial e o atendimento a diversas demandas acumuladas pela saúde pública municipal.
De acordo com o Sindicato de Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde RN), o principal foco da paralisação é denunciar à população as perdas salariais que já ultrapassam 80% nos últimos 11 anos.
Entre as reivindicações estão: pagamento do retroativo do piso da enfermagem; reajuste salarial e fim dos cortes nas gratificações; implementação do Piso da Radiologia; melhoria na estrutura das unidades de saúde; debate sobre assédio moral no ambiente de trabalho e realização do concurso público da saúde em 2025.
A paralisação terá início com um ato público em frente à Prefeitura de Natal, a partir das 9h. A assembleia do dia 29 já tem indicativo de greve. Caso não haja avanço no diálogo com a gestão durante a reunião do dia 28, os servidores poderão votar pela deflagração de uma greve geral.
Essa publicação é um oferecimento
RN teve mais de 2 mil amputações em pacientes com diabetes desde 2022
25/05/2025

Os hospitais públicos do Rio Grande do Norte registraram, desde novembro de 2022 até o fim de 2024, 2.143 amputações realizadas em decorrência de diabetes. De acordo com a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap/RN), o número é um reflexo das falhas presentes na Atenção Primária à Saúde (APS), responsável pelos cuidados preventivos junto aos pacientes atingidos pela doença. Os dados são da Sala de Situação da Linha de Cuidado Vascular, que integra o Sistema Regula RN, e foram cedidos pela Sesap à reportagem da Tribuna do Norte.
De acordo com o Ministério da Saúde, a diabetes pode ser descrita como uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina. A tipo 1 é considerada uma doença crônica não transmissível e aparece geralmente na infância ou adolescência, enquanto a tipo 2 pode estar associada a outras condições de saúde como sobrepeso e hipertensão.
Uma das principais preocupações relacionadas à doença é o chamado “pé diabético”, que pode levar à amputação. De acordo com a médica endocrinologista Alessandra Seabra, o problema é desencadeado quando há um mau controle glicêmico da diabetes por vários anos, somado a condições como neuropatia diabética ou a doença arterial obstrutiva periférica.
“Uma feridinha pequena no pé de um diabético, que tem a doença sem um controle adequado, junto com o tabagismo, colesterol alto e hipertensão arterial são fatores que colocam esse paciente em maior risco de amputação dos dedos dos pés, ou até da perna inteira”, explica a especialista.
Na última quarta-feira (14), o Governo do Rio Grande do Norte sancionou a Lei Nº 12.165, que institui a “Semana Salvando Pernas”, voltada à prevenção de amputações causadas por complicações da diabetes. A iniciativa vai ser realizada anualmente na segunda quinzena de agosto e integra as ações do Programa de Saúde do Pé Diabético no Estado.Entre as atividades previstas estão seminários voltados à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de lesões nos pés de pacientes com diabetes.
Na avaliação de Alessandra Seabra, as campanhas educativas podem ter um papel importante na redução dos casos de diabetes no Estado, especialmente na prevenção do ganho de peso. Isso porque a forma mais frequente do diabetes é a tipo 2, geralmente desencadeada pelo excesso de peso. Aliado a isso, ela defende políticas públicas para fornecer medicamentos aos pacientes com obesidade. “No SUS, não existe nada para o tratamento da obesidade/sobrepeso, e isso é um agravante para essa situação tão alarmante nos números de casos crescentes de pessoas com Diabetes”.
Unicat
Embora exista uma lacuna no tratamento para a obesidade, o sistema de saúde pública assegura o tratamento para diabetes e fornece a insulina para os pacientes que têm a doença. No Rio Grande do Norte, mais de mil pessoas com diabetes tipo 1 são atendidas pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT). Ao todo, são 1.138 pessoas cadastradas para receberem a insulina análoga, voltada à regulação dos níveis de açúcar no sangue. Os dados são da Coordenação do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Estado e foram cedidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE pela Unicat Central.
Ao todo, a Unicat contempla oito unidades distribuídas em Natal, Assu, Caicó, Currais Novos, Mossoró e Pau dos Ferros. No primeiro quadrimestre deste ano, segundo dados da Sesap, o serviço entregou 12.854 unidades de insulina de ação rápida e 816 unidades de insulina de ação prolongada.
Além de atender os pacientes com diabetes tipo 1, a Unicat também é responsável pela distribuição do medicamento dapagliflozina, voltado aos pacientes com diabetes tipo 2. Segundo a Unicat Central, a medicação está em falta em decorrência de fracassos nos processos licitatórios, mas os pacientes que precisam podem ser atendidos pelo Pró-Sus e Farmácia Popular.
Questionada sobre a previsão de retorno da oferta do medicamento, a Sesap informou estar trabalhando junto à Unicat em um processo licitatório “para retomar o abastecimento em breve”.
Diabetes atinge 10% da população
O diabetes atinge 10,2% da população brasileira, conforme dados da pesquisa Vigitel Brasil 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Índice representa aumento com relação a 2021, quando era 9,1%. O último inquérito Vigitel mostra também que o diagnóstico é mais frequente entre as mulheres (11,1%), do que entre os homens (9,1%).
A pesquisa Vigitel Brasil 2023 identificou ainda que o diagnóstico de diabetes na população adulta residente nas capitais brasileiras aumenta, conforme o avanço da idade dos entrevistados, e com o nível de escolaridade. Entre quem tem mais de 65 anos, 30,3% têm diabetes. E quando considerados os anos de estudo, aqueles com a menor escolaridade (entre 0 a 8 anos), apresentam o maior percentual de diabetes (19,4%).
O Brasil é o quinto país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), ficando atrás apenas ea China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Porém. a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estima que o Brasil possa subir para quarta posição neste ranking.
No país, cerca de 90% dos diabéticos brasileiros são do tipo 2, quando o corpo desenvolve resistência aos efeitos da insulina e pode ter causas hereditárias ou ligadas a hábitos de vida. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que mais de 46% da população não sabem que têm a doença.
Essa publicação é um oferecimento
Programa Mais Médicos bate recorde com mais de 45,7 mil inscritos
24/05/2025

O Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, registrou um número recorde de inscritos desde sua criação, em 2013. Ao todo, 45.792 médicos se cadastraram na seleção mais recente, encerrada no dia 8 de maio. Do total, 93% são brasileiros (42.383 profissionais).
Entre os brasileiros, 25.594 possuem registro profissional no Brasil e 16.789 são formados no exterior. Também se inscreveram 3.309 médicos estrangeiros com habilitação para atuar no país. A maioria dos candidatos é composta por mulheres: 26.864, o equivalente a cerca de 58% dos inscritos.
O Mais Médicos tem como principal objetivo reforçar a atenção primária à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando o envio de médicos a regiões remotas, de difícil acesso ou com elevado índice de vulnerabilidade social — locais onde frequentemente há escassez de profissionais.
Essa publicação é um oferecimento
Homem quase perde pênis após usar PMMA para aumentar órgão
22/05/2025

Um homem de 40 anos quase perdeu o pênis após três aplicações de polimetilmetacrilato (PMMA) para aumento peniano. Ele realizou os procedimentos entre 2007 e 2015, mas, anos depois, o material causou inflamações graves, danos aos rins e risco de necrose. O caso levou a múltiplas cirurgias de reconstrução.
“Era em um lugar meio escondido, mas, como tinha esse desejo, não verifiquei se o profissional era médico ou sua formação, nem qual produto seria utilizado”, disse o homem, ao Metrópoles. O PMMA, substância plástica não absorvível pelo corpo, foi banido para preenchimentos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em janeiro deste ano devido aos riscos de inflamações fatais.
Na primeira aplicação, em 2007, ele ficou satisfeito. Repetiu o procedimento anos depois e, na terceira vez, aceitou a sugestão do médico de aplicar o produto também na bolsa escrotal. “Aí começou meu problema”, relatou. Dois anos após a última intervenção, seu corpo passou a rejeitar o material, causando inflamações persistentes. O uso prolongado de corticoides para controlar as reações afetou seus rins.
Em 2024, o urologista Ubirajara Barroso, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), realizou a cirurgia para retirar o PMMA da bolsa escrotal e reconstruir a área. O homem optou por não remover todo o material do pênis, mas, neste ano, uma ferida causada pelo atrito durante corridas não cicatrizou, exigindo nova intervenção.
“Tivemos que tratar a pele dele, que estava necrosada. Retiramos todo o material inflamado e reconstruímos o pênis do ponto de vista estético”, explicou Barroso. O médico alerta que homens devem buscar opiniões de múltiplos profissionais antes de procedimentos similares.
“Não façam esse tipo de procedimento sem se informar sobre o profissional e o produto”, aconselhou a vítima. Barroso reforça: “Ele não imaginava os graves riscos associados”.
Essa publicação é um oferecimento
Taxa de mortalidade por infarto no RN é a 4ª menor do Brasil e a menor do Nordeste
21/05/2025

Foto: Arquivo/Sesap
O Rio Grande do Norte é o estado do Nordeste que possui a menor taxa de mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) – 5,82% – e, em 2024, registrou a 4ª menor taxa de mortalidade por infarto no Brasil. No período de 2019 a 2024, o Rio Grande do Norte registrou uma queda de 39,47% na taxa, enquanto o Brasil teve uma redução média de 21,2% e o Nordeste de 22%. Local travel guides
Os dados são do sistema DATASUS, do Ministério da Saúde, e fazem parte de um estudo realizado pela Coordenação de Regulação em Saúde e Avaliação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A informação é do novonotícias
Os resultados positivos são reflexo do investimento feito pelo Governo do Estado na criação da linha de cuidado do infarto. Apenas no medicamento utilizado para dissolver os coágulos causados pelo infarto, o valor aplicado passou de R$ 343,5 mil em 2022, quando a linha de cuidado foi instalada, para R$ 1,42 milhão em 2024. um crescimento de 316%.
Essa publicação é um oferecimento
Gripe aviária: ministro prevê prazo de 28 dias para que Brasil fique livre do vírus
19/05/2025

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deu a estimativa de 28 dias para que o Brasil fique livre da gripe aviária. A previsão foi indicada a jornalistas nesta segunda-feira (19) e veio em tom otimista na retomada nas exportações, suspensas, em parte, pelo vírus.
“O protocolo do ciclo é de 28 dias para a gripe aviária. Se em 28 dias não houver nenhum outro caso confirmado no Brasil, nós podemos com tranquilidade, baseado em ciência, dizer que o Brasil está livre de gripe aviária em todo o território nacional”, afirmou.
A condicionante de não ter novos casos dependerá, ainda, da conclusão dos casos que passaram a ser investigados no Tocantins e em Santa Catarina.
Fávaro não comentou resultados da análise, mas atribuiu as novas procuras ao fato de o “sistema estar mais alerta”.
Segundo o ministro, a identificação de um caso faz com que criadores de frango passem a indicar qualquer suspeita. “As doenças respiratórias são várias, não só a gripe aviária”, disse. “Esta é a maior prova que o sistema está funcionando”, sustentou.
Apesar do tom otimista, o ministro também pondera que a volta à normalidade, com retomada de exportações, dependerá de uma análise específica de outros países: “Não significa que, imediatamente, todos os mercados se abrirão. Muitos vão fazer questionamentos, tirar dúvidas, e é normal”.
R7
Essa publicação é um oferecimento
Brasil tem mais duas suspeitas de gripe aviária em SC e TO
19/05/2025

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença. Foto: SAR/ Divulgação
Um caso suspeito de gripe aviária na produção comercial é investigado em Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina. A informação consta no mapa do Ministério da Agricultura e Pecuária, atualizado diariamente, e foi confirmada pelo município nesta segunda-feira (19). No total, são dois casos confirmados e seis sob investigação em todo o país.
2 casos confirmados
Montenegro (RS) granja comercial
Sapucaia do Sul (RS) zoológico, cisnes morreram
6 suspeitos (em investigação, amostras coletadas em análise)
Ipumirim (SC) – granja comercial
Aguiarnópolis (TO) – granja comercial
Triunfo (RS) – produção familiar para subsistência
Gracho Cardoso (SE) – produção familiar para subsistência
Salitre (CE) – produção familiar para subsistência
Nova Brasilândia (MT) – produção familiar para subsistência
Santa Catarina também proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo catarinense neste domingo (18).
A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.
Santa Catarina é o único estado do Brasil que faz divisa com o Rio Grande do Sul. Veja as cidades onde há veto para a entrada dos ovos e aves, conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc):
Cachoeirinha
Canoas
Capela Santana
Esteio
Gravataí
Montenegro
Nova Santa Rita
Novo Hamburgo
Portão
São Leopoldo
Sapucaia do Sul
Triunfo
“Está autorizado o ingresso em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves, oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados anteriormente, que compõem a zona de contenção do foco”, cita o governo catarinense em nota.
O que disse o governo de SC
Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita, fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado. A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado.
“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.
Sem transmissão pelo consumo de carne e ovos
O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.
O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).
As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.
O que é e onde surgiu a H5N1?
O H5N1 é um subtipo do vírus Influenza que atinge, predominantemente, as aves.
Os vírus Influenza são divididos entre os de Baixa Patogenicidade (LPAI, leve) e os de Alta Patogenicidade (HPAI, grave).
O H5N1 faz parte do segundo grupo: isso significa que ele é disseminado rapidamente entre as aves e tem um alto índice de mortalidade entre os animais.
A Influenza Aviária foi diagnosticada pela primeira vez em aves em 1878, na Itália. Mas o H5N1 só foi isolado por cientistas mais de 100 anos depois, em 1996, em gansos na província de Guangdong, no sul da China.
No ano seguinte, ocorreu o primeiro registro da doença em humanos, em Hong Kong, segundo um documento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Outras orientações em SC
Os produtores devem reforçar as medidas de biosseguridade e proibir visitas de pessoas alheias ao sistema de produção;
Aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas;
A Cidasc deve ser comunicada em caso de aves de qualquer espécie apresentando sinais clínicos de Influenza Aviária (dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo ou girando em seu próprio eixo, ou mortalidade alta e súbita).
Fonte: g1
Essa publicação é um oferecimento
10 anos depois: os desafios das crianças com microcefalia no Rio Grande do Norte
18/05/2025

Em outubro de 2015, cerca de um mês antes do decreto de emergência em saúde pública motivado pelo aumento de casos de microcefalia associados ao vírus Zika, Maria da Guia dos Santos decidiu adotar Maria Victoria, uma bebê que havia sido rejeitada pela mãe biológica antes mesmo de nascer. Apesar de saber das condições da criança – além de microcefalia, a menina teve paralisia cerebral, meningite e hepatite – Daguia, como é conhecida, entendeu algo essencial, conforme ela mesma relata. “Victoria precisava de uma mãe, então, por que não adotá-la? Foi o que eu fiz e faria novamente, sem pensar duas vezes”, afirma, convicta.
Praticamente uma década depois – a menina vai fazer 10 anos em outubro – as duas, que moram em Nova Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, construíram uma conexão que tem como base o amor, fundamental para encarar os inúmeros desafios diários. “O amor cura, é o melhor remédio para qualquer doença”, frisa Daguia, hoje com 51 anos. Antes de falar das dificuldades, Maria da Guia, que trabalha como consultora de planos de saúde, recorda como aconteceu o encontro com Victoria. “A mãe biológica dela tentou interromper a gravidez. Foi isso que levou ao quadro de paralisia cerebral. A microcefalia é associada à zika. Quando nasceu, Victoria foi para a UTI. Fiquei sabendo da história dela uma semana antes da alta”, conta.
“Ela ia para um abrigo. Pensei o quanto seria difícil a vida daquela criança, porque as pessoas rotulam muito na hora de adotar, então, não olhei para diagnóstico algum, só quis ficar com ela”, completa a consultora. Ao longo da caminhada juntas, os desafios não pararam de surgir. No final do ano passado, Victoria recebeu um novo diagnóstico, de autismo severo. Apesar disso, cada evolução da menina representa um alento para Daguia. “Ela fica de pé, dá alguns passinhos e chama mamãe”, relata, orgulhosa.
A dona de casa Adelma Leandro, de 43 anos, sonha em ser chamada de mãe até hoje por João Victor. Por conta do quadro de microcefalia, o menino, de 9 anos, não fala. Ainda assim, ela não desanima. “A maior conquista é estar ao lado dele em todos os momentos”, afirma. O diagnóstico da condição foi dado quando Adelma estava com cinco meses de gestação. Ela conta que sequer compreendeu direito o que estava acontecendo.
“Era algo novo, até mesmo para os médicos. Tive Zika no começo da gravidez. Foi um quadro de muito sofrimento, com dores intensas, mas eu não tinha noção do que essa doença iria provocar no meu filho. Me falaram que ele tinha malformação, mas eu não imaginei que seria assim. Foi um susto. Quando ele nasceu, não parava de chorar dia e noite. O pediatra falou, um tempo depois, que era um choro neurológico, por causa da microcefalia”, descreve Adelma.
Busca por respeito e assistência
Os desafios de cuidar de uma criança com microcefalia estão por toda parte e exigem dedicação intensa. Daguia Santos conta com uma pessoa que auxilia nos cuidados com a filha enquanto ela está trabalhando. Não é a mesma situação de Adelma Leandro, que teve de deixar o emprego em um centro de distribuição de uma empresa de confecções após o nascimento de João Victor. A preocupação com as famílias que têm crianças com a condição levou Daguia a criar a Associação de Mães Especiais (AME).
A AME está em processo de instalação da nova sede, na zona Norte de Natal e, por isso, os serviços estão temporariamente suspensos. “A gente presta assistência por meio de acolhimento às mães e às crianças. São oferecidos acompanhamentos de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e neuropediatria”, explica Daguia, que faz um apelo para manter a associação funcionando. “A manutenção da AME é importante porque nós prestamos apoio não somente às crianças, mas às mães também, afinal, é fundamental cuidar de quem cuida”, diz. A associação é mantida por meio de doações feitas via pix (chave: projame.rn@gmail.com) e atende atualmente 62 famílias de todas as regiões do Estado.
“Tão essencial quanto cuidar das crianças é cuidar das mães. Algumas me ligam à meia-noite chorando porque não sabem o que fazer diante de certas situações. Elas precisam de acalanto. Passamos por momentos difíceis na AME, por isso, buscamos uma nova sede, que será aberta em breve. Precisamos bastante de ajuda”. Daguia cita que os serviços em geral, e especialmente na rede pública de saúde, para as crianças com microcefalia, são deficitários. Ela defende que haja uma atenção maior à assistência para essas crianças. “Tenho conhecimento de um menino que precisava de um exame de alta complexidade urgente, mas a autorização para o procedimento só chegou um mês depois da morte dele”, relata.
Adelma, que mora em Ceará-Mirim, na Grande Natal, conhece de perto essas lacunas. João Victor faz fisioterapia, fono e hidroginástica, mas no momento está com acesso a apenas dois desses serviços. “Ele não está frequentando as sessões de fisioterapia porque falta profissional. Estamos aguardando a Prefeitura encontrar um novo fisioterapeuta. Além disso, o menino chegou a passar nove meses sem acompanhamento com um neuro”, diz. O acesso às escolas é outro gargalo. “Não é um ambiente preparado para os nossos filhos”, fala Daguia, que já passou por episódios onde Maria Victoria foi rejeitada por algumas instituições de ensino.
“Passei por oito escolas e nenhuma delas aceitou a menina. Respirei fundo, abracei minha filha e fui para casa”, relata. As situações de preconceito e exclusão às quais crianças e familiares estão expostas não são raras. “Desde que adotei Victoria, nunca mais fui chamada para um aniversário”, comenta Daguia. Com Adelma e João Victor não é diferente. “É claro que tem muita gente que chega e abraça, porque entende a condição. Mas tem gente que não e isso nos afeta emocionalmente”, afirma a dona de casa. O receio em torno dos cuidados com as crianças faz com que as mães não queiram se afastar dos filhos em nenhum momento. Daguia, por exemplo, foi internada há cerca de 15 dias por conta de uma arritmia cardíaca. Diante das preocupações com Maria Victoria, no entanto, pediu para deixar o hospital mediante assinatura de um termo de responsabilidade. “Não havia escolha”, aponta.
RN tem 138 casos de microcefalia por zika
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a microcefalia é uma anomalia congênita caracterizada pela redução do perímetro cefálico (redução da cabeça e do cérebro. No Rio Grande do Norte, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública, com base em dados recentes do MS são 138 casos da síndrome congênita associados à infecção da mãe durante a gestação por Zika vírus, um dos fatores de risco para a condição. Em 2015, os casos associados dispararam, o que fez com que o MS decretasse emergência em saúde pública no Brasil até 2017.
Somente no período, foram registrados 4.595 nascidos vivos com esta malformação no País.
Além de Zika, a presença de outras variantes genéticas patogênicas ou alterações cromossômicas também estão relacionadas à microcefalia. Dentre essas variantes, segundo o MS, estão infecções gestacionais, sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes.
Doenças ou condições maternas, como diabetes e desnutrição, bem como exposição intrauterina a substâncias como álcool, radiação, e medicamentos também representam causas para a condição. A microcefalia pode ser diagnosticada já no pré-natal, de acordo com o método adotado pelo médico. Em recém-nascidos, a identificação é feita por meio de exames físicos, como a aferição do perímetro cefálico e a realização de exames neurológicos, como tomografias.
A microcefalia não possui tratamento específico, mas existem ações de suporte preconizadas pelo Sistema Único de Saúde para acompanhamento. As ações envolvem o estímulo precoce ao desenvolvimento da criança, por meio de avaliação auditiva, visual, motora, cognitiva e da linguagem. Já a prevenção se dá com o combate aos fatores de risco, além de proteção contra o mosquito que transmite o Zika vírus (Aedes aegypti), o que pode ser feito com o uso de roupas de manga longa e calça comprida.
Tão importante quanto combater os fatores que podem levar à condição é o enfrentamento às formas de preconceito e exclusão às quais estão submetidas as pessoas nessa condição. “A gente vive, um dia após o outro, em um universo cheio de obstáculos, mas também de aprendizagens. Uma mãe vai abraçando a outra e assim nos preparamos o tempo todo para o diferente, porque se agora está tudo bem, daqui a pouco a criança convulsiona e tudo muda”, relata Daguia Santos.??
Essa publicação é um oferecimento
Campanha busca novos doadores de medula óssea no RN com ação neste sábado
16/05/2025

O Hemonorte promove neste sábado 17, o Dia D da campanha “A Vida Deve Ser Compartilhada”, com foco no cadastro de novos voluntários para o Redome — Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. A ação acontece das 13h às 18h, na sede do Hemonorte, localizada na Avenida Alexandrino de Alencar, 1800, em Natal.
De acordo com Miriam Mafra, diretora de apoio técnico do Hemonorte, o objetivo da campanha é aumentar o número de pessoas cadastradas. “O objetivo da campanha é ampliar a entrada de novos cadastrados no Redome. Esse cadastro é do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. São pessoas que se dispõem a fazer a doação da medula, caso ocorra uma compatibilidade”, afirmou.
O cadastro é permitido para pessoas entre 18 e 34 anos incompletos, que estejam em boas condições de saúde. “Você vai fazer o cadastro, você não faz a doação. A doação só ocorrerá uma vez, quando a compatibilidade tiver sido definida”, explicou. Para se cadastrar, o voluntário assina um termo de consentimento e faz a coleta de 5 ml de sangue para exame de compatibilidade genética (HLA), cujos dados ficam armazenados no banco nacional.
Segundo Miriam, atualmente 53 pacientes aguardam a compatibilidade genética no RN, mas não existe uma fila por ordem de chegada. “Não se fala em fila quando é transplante de medula. A doação é feita entre vivos. Você pode ter entrado recentemente e, em dois ou três meses, aparecer um compatível com você. Não é por hora de chegada, mas por compatibilidade”, esclareceu.
O Redome conta atualmente com cerca de 5,6 milhões de pessoas cadastradas no Brasil. Em 2024, o Rio Grande do Norte realizou 165 transplantes de medula, 58 a mais que em 2023.
A doação é indicada para pacientes com doenças como leucemias, quando a medula não produz mais sangue suficiente e os tratamentos convencionais não surtem efeito. “A medula óssea é a célula que produz o sangue no nosso organismo. As pessoas que têm essa medula sem funcionamento adequado recorrem ao transplante”, detalhou Miriam.
Existem duas técnicas para retirada da medula: punção na bacia ilíaca e por aférese. A definição do método é feita pela equipe médica com base em características do paciente e do doador. “A extração é feita sob analgesia. Você vai ser preparado como um paciente cirúrgico. Após a anestesia, você é liberado e medicado, caso haja algum incômodo leve no local da punção”, explicou.
Além da ação deste sábado, o cadastro pode ser feito de segunda a sexta-feira, na unidade anexa de hematologia do Hemonorte. A diretora lembrou que o cadastro é presencial, por exigência do termo de consentimento.
Ela também chamou atenção para a baixa cultura de doação entre os brasileiros. “Nós ainda temos dificuldade que esse doador venha até nós duas vezes no período de 12 meses. A medula óssea também é um mito. Um dos primeiros mitos é achar que a extração será feita na medula espinhal. Não é isso.”
Miriam finalizou com um convite: “Convidamos a todos que estejam na idade de 18 a 34 anos incompletos.”
Essa publicação é um oferecimento
Governo anuncia abertura de novos leitos de UTI em Natal e Mossoró
14/05/2025

Foto: Sesap/assecom
O Governo do Estado vai disponibilizar 30 novos leitos de UTI em Natal e Mossoró. Os leitos serão abertos, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), no Hospital da Mulher, em Mossoró, e no Hospital Giselda Trigueiro, na capital, além da contratação junto ao Hospital Rio Grande, sendo dez leitos em cada unidade hospitalar.
A expansão foi autorizada pela governadora Fátima Bezerra diante do crescimento exponencial da demanda por UTIs no estado, especialmente em virtude do aumento dos casos de doenças respiratórias, que hoje são a maior causa de internação em leitos da rede pública.
De acordo com dados do Regula RN, no fim da manhã desta quarta-feira (14), 91 pacientes estavam na lista de espera por leito de UTI, com 53 vagas disponíveis.
Essa publicação é um oferecimento
RN cria “Semana Salvando Pernas” para combater amputações causadas por diabetes
14/05/2025

A governadora Fátima Bezerra (PT) sancionou a Lei nº 12.165/2025, que institui oficialmente a “Semana Salvando Pernas” no calendário de eventos do Rio Grande do Norte. A ação acontecerá anualmente na segunda quinzena de agosto e tem como foco principal a prevenção de amputações causadas por complicações do diabetes e da aterosclerose periférica.
A matéria foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira 14.
A nova legislação fortalece o Programa de Saúde do Pé Diabético, já previsto na Lei estadual nº 11.340/2023. Durante a semana, serão promovidas atividades como palestras, seminários e debates voltados à orientação sobre cuidados com os pés, diagnóstico precoce de lesões e ações de conscientização para pacientes e profissionais de saúde.
Além das ações educativas, a iniciativa prevê a articulação entre o poder público e instituições privadas para desenvolver eventos sociais, esportivos e culturais. O objetivo é ampliar o alcance da campanha e levar informações a diferentes comunidades do estado.
A medida é vista como um avanço na política pública de saúde do RN, com potencial para reduzir drasticamente os casos de amputações evitáveis entre pessoas com diabetes, uma das principais causas de hospitalizações no sistema público.
Essa publicação é um oferecimento
Marrone ‘passa bem’ após cair de palco e bater a cabeça, mas permanece internado
12/05/2025

Marrone, da dupla sertaneja com Bruno, “passa bem” após ter feito uma série de exames e deve ficar internado em um hospital por 48 horas, informou sua assessoria na tarde deste domingo (11). Na noite de sábado (10), ele caiu e bateu com a cabeça no palco de um show.
O fato ocorreu durante um show no Centro Cultural Oscar Niemeyer em Goiânia, no Estado de Goiás. Minutos após o músico ser atendido no palco, Bruno voltou ao microfone para informar à plateia, antes de encerrar o show: “Ele bateu a cabeça, mas está bem, está consciente, está ótimo. O Marrone vai ficar bem.”
Um comunicado divulgado pela assessoria da dupla dá mais detalhes: “Quando estava se despedindo do público, Marrone se desequilibrou ao pisar em falso e acabou sofrendo a queda. Ele foi prontamente atendido pelos paramédicos e conduzido ao Hospital Albert Einstein (Goiânia). Teve um corte próximo ao supercílio e na mão esquerda”.
“Submetido a vários exames, Marrone passa bem. O cantor deverá ficar por 48 horas no hospital em observação”, encerra.
Bruno, durante a madrugada, publicou um vídeo no Instagram para tranquilizar os fãs: “Não aconteceu nada com ele, só deu uma batida na testa, conversou comigo já, tudo bem. Mas, meu Deus, eu assustei muito. O Marrone está ótimo”
Estadão Conteudo
Essa publicação é um oferecimento
Huol inaugura microscópio cirúrgico e celebra doação de terreno para expansão
12/05/2025

O Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol-UFRN) e vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reforçou sua capacidade tecnológica e anunciou a ampliação da estrutura física. Em cerimônia realizada na tarde desta quinta-feira (8), foram inaugurado um microscópio cirúrgico para o Serviço de Neurocirurgia e assinada a doação de um imóvel de 40 mil m² e do terreno (de quase 26 mil m²) que permitirá a expansão do Hospital com recursos do novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
Tecnologia
O microscópio, que substitui um anterior com mais de dez anos de uso, contou com investimento de quase R$ 1,5 milhão oriundos de recursos descentralizados pelo Ministério da Saúde. O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, destacou o impacto da aquisição. “O novo equipamento utilizado para procedimentos neurocirúrgicos complexos vai permitir que a gente possa cada vez mais atender com eficiência, ensinar e pesquisar na área da neurocirurgia”, afirmou.
Também o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, apontou que os avanços da instituição priorizam as necessidades dos pacientes. “Nós comemoramos a chegada de um novo equipamento para o atendimento para a população carente do nosso estado que precisa de cirurgia de alta complexidade. Um equipamento moderno que vai dar muito mais resolutividade às necessidades dessa área”, afirmou o reitor.
A superintendente do Huol-UFRN, Eliane Pereira, enfatizou que o novo microscópio vai contribuir tanto para a assistência como para o ensino. “Vamos poder aumentar a complexidade de cirurgias neurológicas com mais segurança para o paciente e para o profissional, e uma formação de excelência ao nosso residente. Ele vai poder desenvolver a expertise em áreas mais específicas, tratando tumores ainda menores em procedimentos extremamente detalhados”, salientou. A gestora ainda acrescentou que esse investimento vai “ampliar a oferta e beneficiar muito mais a nossa população”.
Segundo o gerente administrativo do Huol-UFRN, Rodrigo Briozo, o novo equipamento possui recursos inovadores que favorecem a precisão na realização das cirurgias. “O investimento vem superar não só os problemas recorrentes de manutenção, mas também agregará um recurso importante que não existia no aparelho antigo, a fluorescência, técnica que usa substâncias fluorescentes para melhorar a visualização do cérebro e a precisão das cirurgias”, explicou.
Essa publicação é um oferecimento
Mais de 23 mil potiguares se vacinam contra a gripe durante o Dia D no RN
12/05/2025

Foto: divulgação
O Dia D de Vacinação contra a Gripe mobilizou mais de 140 municípios potiguares neste sábado (10) e resultou na aplicação de 23.860 doses de vacina contra o vírus Influenza, segundo dados da plataforma RN+ Vacina atualizados até 13h. A ação, que integra a campanha nacional do Ministério da Saúde, teve como objetivo ampliar a cobertura vacinal dos grupos prioritários em todo o país.
No Rio Grande do Norte, o destaque foi para os municípios de Natal (2.262 doses), Parnamirim (1.694) e Ceará-Mirim (1.309), que lideraram o ranking de aplicação de vacinas no estado. Outras cidades com alta adesão foram Macaíba (829), Mossoró (783), Nova Cruz (589), Goianinha (588), Touros (569), Nísia Floresta (485) e Umarizal (463).
A abertura oficial da mobilização aconteceu na zona Norte de Natal, no CMEI Dr. Vulpiano Cavalcanti, no conjunto Vila Paraíso, com uma manhã de atividades educativas, apresentações musicais e a presença do personagem Zé Gotinha Potiguar, que animou o público formado por crianças e suas famílias.
“Um dia como esse passa duas mensagens importantes: que o SUS se faz com união e que as pessoas estão retomando a compreensão de que vacinas salvam vidas”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta.
A campanha de vacinação é voltada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais da saúde, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais da segurança, transporte, entre outros públicos prioritários.
O Rio Grande do Norte, segundo o Ministério da Saúde, já apresentava antes do Dia D uma cobertura vacinal acima da média nacional. “O objetivo a nível nacional é imunizar 80 milhões de pessoas. Por isso estamos aqui fazendo esse movimento em prol da vida. Parabéns ao Rio Grande do Norte pela mobilização”, disse o secretário-adjunto de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Ilano Barreto.
Além de autoridades estaduais e federais, o evento contou com a participação de representantes das secretarias municipais de saúde, educação e entidades médicas. A expectativa da Secretaria de Saúde do RN é que a mobilização contribua para manter o estado entre os que possuem as maiores coberturas vacinais do país.
A campanha de vacinação segue ativa nos postos de saúde municipais para os públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Essa publicação é um oferecimento
RN ultrapassa 6 mil procedimentos vasculares realizados com programa estadual de saúde
09/05/2025

O Governo do Rio Grande do Norte atingiu a marca de 6.076 procedimentos vasculares realizados por meio do programa estadual de cuidado a doenças vasculares, iniciado no final de 2022. Com um investimento de R$ 36 milhões, os atendimentos são 100% custeados pelo Estado e realizados em hospitais públicos e privados, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Um dos principais avanços da iniciativa é o uso do sistema Regula RN Vascular, que organiza toda a jornada do paciente, reduzindo o tempo médio de espera para menos de 30 dias.
A regionalização do programa descentralizou os atendimentos, garantindo acesso em várias regiões do estado. Do total de procedimentos realizados até o dia 8 de maio, 3.166 ocorreram na Região Metropolitana de Natal, seguida pelas regiões Agreste/Litoral Sul (780), Mato Grande (616), Oeste (603), Trairi/Potengi (366), Seridó (198), Alto Oeste (185) e Vale do Açu (162). Com isso, a fila de espera para cirurgias e outros procedimentos tem diminuído em diferentes áreas do RN.
Entre as unidades com maior volume de atendimentos, destacam-se o Hospital Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina), com 2.318 procedimentos, e o Hospital da PM, com 2.008. Também participam da rede o Hospital Rio Grande, Hospital São Luiz, Hospital Wilson Rosado e Hospital Geral Dr. João Machado, além de hospitais em Mossoró, Apodi, Pau dos Ferros, Assu e outras cidades, garantindo cobertura estadual e ampliando o acesso ao cuidado vascular especializado.
Essa publicação é um oferecimento
Mais Médicos abre 99 vagas no RN para atuação em 49 municípios e em distrito indígena
08/05/2025

O Governo Federal lançou um novo edital do programa Mais Médicos com 3.174 vagas em todo o país, sendo 99 destinadas ao Rio Grande do Norte. As oportunidades estão distribuídas em 49 municípios e uma vaga no Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara, localizado em João Câmara. As inscrições seguem abertas até o dia 8 de maio.
Segundo o Ministério da Saúde, 66 das vagas potiguares estão concentradas em áreas de alta ou muito alta vulnerabilidade social, com destaque para Ceará-Mirim, que lidera com 10 vagas. O edital também adota, pela primeira vez, critérios de cotas e baseia-se na nova Demografia Médica 2025, priorizando regiões com menor cobertura de profissionais por habitante.
Os médicos selecionados atuarão nas equipes de Saúde da Família, utilizando o Prontuário Eletrônico (e-SUS APS), e poderão acessar programas de formação, como especialização e mestrado em Saúde da Família. O programa Mais Médicos conta atualmente com cerca de 24,9 mil profissionais em atividade em mais de 4,2 mil municípios e 26 distritos indígenas.
Essa publicação é um oferecimento
Lula sanciona lei que garante cirurgia de lábio leporino pelo SUS
07/05/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (7) uma nova lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer cirurgia reparadora para pessoas com lábio leporino ou fenda palatina. A medida também garante tratamento completo no pós-operatório, com apoio de fonoaudiólogos, psicólogos, ortodontistas e outros profissionais necessários à recuperação.
A Lei nº 15.133/2025 foi publicada no Diário Oficial da União e beneficia inclusive os recém-nascidos. Quando o diagnóstico for feito no pré-natal ou logo após o parto, o bebê deverá ser encaminhado rapidamente para um centro especializado, onde iniciará o acompanhamento clínico e será preparada a cirurgia corretiva.
Além da operação, a lei garante assistência gratuita para reeducação oral — como exercícios de sucção, mastigação e desenvolvimento da fala — e também atendimento odontológico, incluindo implantes e uso de aparelhos ortodônticos, quando indicado.
Essa publicação é um oferecimento
Bolsonaro recebe alta de hospital três semanas após passar por cirurgia
05/05/2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, recebeu alta do hospital DF Star, em Brasília, na manhã deste domingo (4). Ele estava internado desde o dia 12 de abril, após ser submetido à 7ª cirurgia, uma laparotomia exploradora, para desobstruir o intestino e reconstruir a parede abdominal. A cirurgia foi necessária devido a complicações relacionadas ao ferimento causado por uma facada que Bolsonaro sofreu em 2018.
Desde o atentado de 2018, o ex-presidente foi hospitalizado diversas vezes. Naquele incidente, ele foi esfaqueado e teve o intestino perfurado. Ao todo, Bolsonaro passou por 10 cirurgias, sendo sete delas para tratar complicações do ferimento. Em julho de 2021, o ex-presidente foi diagnosticado com suboclusão intestinal, após apresentar soluços persistentes. Ele foi internado e tratou a condição, que é caracterizada por uma obstrução parcial do intestino, dificultando o progresso da alimentação e secreções no tubo digestivo.
Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última quarta-feira (30), sem apresentar dor ou febre. De acordo com o boletim médico divulgado no dia seguinte, o ex-presidente demonstrou melhora progressiva nos movimentos intestinais espontâneos. A laparotomia exploradora realizada foi para desobstrução do intestino e reconstrução da parede abdominal.
Durante sua internação, Bolsonaro manteve suas redes sociais ativas, compartilhando atualizações sobre seu quadro de saúde. Em uma das postagens, ele mostrou a remoção da sonda nasogástrica. Nesse sábado (3), publicou uma foto do procedimento de laparotomia exploradora a que foi submetido no dia 13 de abril.
Essa publicação é um oferecimento
Governo abre 3,1 mil novas vagas para Mais Médicos
04/05/2025

Governo abre 3,1 mil novas vagas para Mais Médicos - Foto: Reprodução
Os médicos interessados em aderir ao programa Mais Médicos podem se inscrever a partir desta segunda-feira (5). O novo edital do programa foi lançado pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (2), com 3.174 vagas.
A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a atenção primária à saúde levando médicos até as regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais.
Os trabalhadores do Mais Médicos integram as equipes de Saúde da Família e oferecem atendimento e acompanhamento mais próximos da população.
A meta do Ministério da Saúde é chegar a 28 mil profissionais até o fim de 2025.
Distribuição
No edital deste 41º ciclo do programa, a oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, conforme dados do estudo Demografia Médica 2025, que aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país.
Do total de vagas (3.174), 3.066 serão distribuídas entre 1.620 municípios e 108 destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
As vagas do novo edital contemplam, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%). As vagas disponibilizadas está publicada na página eletrônica, no link Quadro de Vagas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também publicou em sua rede social as localidades nas cinco regiões do país que terão vagas do programa federal.
Perfil do profissional
As oportunidades no 41º ciclo do Mais Médicos estão distribuídas entre três perfis profissionais:
médicos formados no Brasil com registro no registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou com diploma revalidado no Brasil;
médicos brasileiros formados no exterior (intercambista brasileiro);
médicos estrangeiros com habilitação para o exercício da medicina no exterior (intercambista estrangeiro).
O Ministério da Saúde esclarece que para os dois últimos perfis, é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.
A documentação e as demais condições exigidas para os médicos brasileiros com registro no Brasil e para os intercambistas (brasileiros e estrangeiros) estão descritas no site. Entre elas: estar em situação regular na esfera criminal perante a justiça estadual e federal no Brasil, do local em que reside ou residiu nos últimos 6 (seis) meses; estar em situação regular com as obrigações militares, se o médico for sexo masculino; estar em situação regular na justiça eleitoral, se for brasileiro.
Inscrição
Os profissionais médicos devem realizar as adesões ao programa, por meio do Sistema de Gerenciamento de Programas (SGP) entre 5 e 8 de maio.
No ato da inscrição no SGP, o médico candidato deverá anexar declaração de próprio punho, datada e assinada, atestando que, se estrangeiro, possui conhecimento da língua portuguesa e, independentemente da nacionalidade, tem ciência das regras de organização do SUS, bem como dos protocolos e diretrizes clínicas no âmbito da atenção primária à saúde.
No exercício das atividades pelo Mais Médicos, os profissionais médicos brasileiros e estrangeiros terão direito a benefícios descritos no site do programa, como de bolsa formação, ajuda de custo, auxílios. Eles poderão permanecer no programa por até 48 meses, sem vínculo empregatício de qualquer natureza.
Cadastro reserva
Neste novo chamamento público para adesão e renovação de vagas do Mais Médicos, o Ministério da Saúde criou a possibilidade de cadastro reserva do programa.
Esse mecanismo oferece flexibilidade e agilidade na reposição de profissionais pelos municípios e DSEIs, logo que a necessidade for identificada.
Com isso, 2.450 municípios brasileiros e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que já haviam preenchido vagas em editais anteriores puderam ingressar no cadastro reserva do da política pública.
Mais Médicos
O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Atualmente, são 24,9 mil médicos, atuando em 4,2 mil municípios, o equivalente a 77% do território nacional. Os profissionais trabalham identificados com coletes verdes.
Dentre essas localidades, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social. Do total de médicos em atividade pelo programa federal, 601 deles atuam em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
O Ministério da Saúde espera que a política pública, lançada em julho de 2013, gere impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena.
Fonte: Agência Brasil
Essa publicação é um oferecimento
Bloqueiro Marco Montoril é o aniversariante do dia
03/05/2025

Foto: arquivo pessoal
O colega bloqueiro Marco Montoril é o aniversariante desta sexta-feira, 02 de maio. Nossos votos de muita paz, saúde e prosperidades, pra esse profissional que realiza um trabalho competente e imparcial. Parabéns!
BLOG DO ASSIS SILVA
Essa publicação é um oferecimento










