Samanda Alves diz que o PT não age de cima para baixo
05/10/2025

Eleita recentemente para a presidência estadual do PT, com mandato coletivo de dois anos – a outra metade cabe à deputada estadual Isolda Dantas, a vereadora Samanda Alves contesta afirmações do ex-senador Jean Paul Prates, de que as decisões partidárias estão concentradas nas mãos do chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves.
A vereadora também defende que o MDB indique o candidato a vice-governador numa chapa liderada pelo secretário da Fazenda, Cadu Xavier, como acredita na reversão dos índices de desaprovação da governadora Fátima Bezerra, que passa dos 60%, segundo os institutos de pesquisa de opinião pública, para alavancar sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026.
O PT tem as suas instâncias internas de debate e tomadas de decisão. É óbvio que, hoje, a governadora Fátima Bezerra como filiada ao PT, está governando o Estado e é claro que o governo é ouvido, como o núcleo central do governo e como Raimundo Alves (chefe do Gabinete Civil), que hoje ocupa uma função importante no governo, é ouvido, mas não quer dizer que a opinião deles sejam impostas. Por exemplo, agora nesse processo de escolha do nome para suceder Fátima Bezerra, que apontou o nome de Cadu Xavier (secretário estadual da Fazenda), ouvimos e fomos fazer um debate. Primeiro, foi ouvido aquele que deveria ser, no nosso campo político, o candidato natural que seria o vice-governador Walter Alves (MDB), uma vez que ele se colocou que não seria candidato, assim como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), que é um aliado nosso. Depois veio a discussão interna, consultar as bancadas federal e estadual. O governo apresentou uma proposta de nome, que nós ouvimos e fomos fazer um debate com a base. Nós fizemos seminários com o Cadu em todas as regiões do Estado, que foi muito bem aceito pela militância, e aí a gente anunciou que ele é o nosso pré-candidato.
TRIBUNA DO NORTE
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