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Bolívia vota neste domingo em eleição que pode encerrar mais de 20 anos de governo de esquerda

17/08/2025


 

Mais de 7,5 milhões de bolivianos vão às urnas, neste domingo 17, para escolher o próximo presidente e vice do país, além de 36 senadores e 130 deputados, em um pleito que pode encerrar mais de 20 anos de governo do Movimento ao Socialismo (MAS). A disputa ocorre com a esquerda dividida e os principais candidatos tradicionais da direita liderando as pesquisas de intenção de voto.

O ex-presidente Evo Morales, que governou o país por quase 14 anos, não foi autorizado pela Justiça a concorrer a uma nova reeleição. O atual presidente Luis Arce, que chegou ao poder pelo MAS em 2020 mas rompeu com Morales durante o governo, também optou por não disputar.

A sigla oficialista apresenta como candidatos Andrónico Rodríguez, presidente do Senado, e Eduardo del Castillo, ex-ministro de Governo, enquanto Morales defende que a população anule o voto.

Segundo levantamento do instituto Ipsos-Ciesmori para a emissora Unitel, o candidato com maior intenção de votos é o empresário Samuel Doria Medina, da coalizão Alianza Unidad, com cerca de 21%, seguido pelo ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, com 20%. Rodrigo Paz Pereira e Manfred Reyes aparecem na sequência, com 8,3% e 7,7%, respectivamente.

 

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Na mesma pesquisa, os candidatos de esquerda Andrónico Rodríguez e Eduardo del Castillo registram 5,5% e 1,5%. Outro levantamento da Atlas/Intel aponta Quiroga em primeiro com 22,3%, Doria Medina com 18% e Eduardo del Castillo com 8,1%.

As eleições bolivianas utilizam votação em papel, com o eleitor marcando seus candidatos a presidente, vice e legisladores em uma grande cédula que é depositada em urnas de papelão com abertura plástica frontal.

 

Eleição na Bolívia é apurada manualmente

A apuração é manual, feita pelos mesários, e as atas fotográficas são enviadas ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) para divulgação preliminar no mesmo dia. O resultado oficial será proclamado somente após revisão de cada ata pelo TSE.

O MAS está no poder quase continuamente desde 2006, exceto entre 2019 e 2020, quando Morales renunciou após eleições contestadas e pressão das Forças Armadas, dando lugar à interina Jeanine Áñez, que posteriormente foi condenada a 10 anos de prisão pelo episódio, considerado golpe pelo governo.

 

 

AGORA RN

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