Economia

Guerra entre Irã e Israel pode causar alta do preço dos combustíveis no RN, aponta Sindipostos

23/06/2025


 

O preço dos combustíveis no Rio Grande do Norte pode subir nos próximos dias devido ao agravamento do conflito entre Irã e Israel, que agora conta com o apoio direto dos Estados Unidos. A avaliação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos RN), Maxwell Flor, que relatou também que reajustes já são aplicados pelas distribuidoras desde o dia 14 de junho.

De acordo com Maxwell, o cenário impacta diretamente o mercado potiguar, que é altamente dependente de combustível importado. “Infelizmente, essa possibilidade é real, e desde o dia 14 que as distribuidoras já fazem reajustes em seus preços, em função dessa crise. Como a região Nordeste, e em especial o RN, recebe muito combustível importado, somos impactados diretamente por esse cenário”, afirmou.

Sobre o percentual de combustíveis importados usados no território potiguar, Maxwell Flor não soube especificar, mas destacou que a refinaria Clara Camarão, que pertence ao grupo privado Brava e é responsável pela maior parte dos combustíveis vendidas as distribuidoras do RN, importa praticamente todo seu estoque de gasolina e diesel.

“Compramos também combustíveis das distribuidoras da Paraíba e Pernambuco, que também compram combustíveis da Acelem, outra refinaria privada da Bahia, que trabalha com preços internacionais, e de empresas importadoras. Uma parte menor ainda é suprida pela Petrobras, que ainda não reajustou seus preços, e pode ajudar a retardar o repasse integral desses aumentos”, disse.

 

Estreito de Ormuz

Além do conflito em si, pesa sobre o mercado internacional a ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 30% de todo o petróleo produzido no mundo. Caso isso ocorra, o preço do barril pode ultrapassar a marca dos 100 dólares, aumentando ainda mais a pressão sobre os preços dos combustíveis no mercado interno.

“O barril do petróleo já subiu mais de 10%, mas esse é apenas um dos indicadores que influenciam a composição do preço. Além dele, temos o dólar, o etanol, os impostos, o frete, entre outros fatores”, explica o presidente do Sindpostos RN.

Apesar da possibilidade concreta de aumento, Maxwell Flor afirma que ainda é impossível prever exatamente de quanto será o impacto nas bombas. “Vai depender do repasse das distribuidoras e de como vai se desenrolar o cenário internacional. Só nos resta torcer para que a paz se restabeleça o quanto antes”, declarou.

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