Saúde
Diabetes provoca mais de 2,5 mil amputações no RN e acende alerta para diagnóstico precoce
14/11/2025

Foto: Reprodução
Mais de 2,5 mil potiguares perderam membros nos últimos três anos devido a complicações do diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do RN (SBEM-RN). O dado reforça a necessidade de prevenção e do diagnóstico precoce — tema do Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (14).
A doença, classificada como “silenciosa”, afeta mais de 16 milhões de brasileiros, cerca de 7% da população, conforme o Atlas Global do Diabetes. Em Natal, 11,8% dos adultos têm diagnóstico, índice mais alto do Nordeste e o quarto maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (12,1%), São Paulo (12,1%) e Porto Alegre (12%), segundo o Vigitel 2023.
A endocrinologista Anna Karina Medeiros, presidente da SBEM-RN, destaca que identificar a doença cedo é essencial para evitar danos a órgãos e tecidos. “A glicose alta é como um veneno no organismo. Ela danifica os rins, os olhos, os nervos e os vasos sanguíneos. Quem se cuida vive bem; quem não se cuida, sofre as consequências”, afirma.
Entre novembro de 2022 e outubro de 2025, o RN registrou 2.509 amputações por complicações do diabetes: 1.168 de dedo, 928 de membros inferiores, 408 de pé e tarso, e 5 de mão e punho, conforme a Sesap. Segundo a médica, esse cenário resulta de longa falta de acompanhamento. “Para acontecer uma amputação, o paciente já tem de 10 a 20 anos de descontrole glicêmico. Hoje, existem procedimentos que poderiam evitar amputações, mas a fila no sistema público chega a dez anos”, informa.
Ela ressalta ainda os riscos da demora no atendimento. “Em situações graves, quando há necrose avançada do membro inferior, a amputação é a única solução para evitar a morte do paciente com diabetes. E até para realizar amputações, existe fila no nosso estado”, alerta.
A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que, em 2024, a doença causou 3,4 milhões de mortes no mundo — uma a cada seis segundos. No Brasil, foram 111 mil óbitos, e o país é o terceiro que mais gasta com o tratamento: mais de 45 bilhões de dólares (R$ 239 bilhões).
O diabetes tipo 2, responsável por 90% dos casos, está associado ao sedentarismo e ao excesso de peso. Em 2024, 74,2% dos adultos do RN estavam acima do peso, segundo o Sisvan.
O diagnóstico é simples e pode ser feito pelo exame de glicose em jejum na rede pública. “A glicose de jejum é suficiente para detectar o problema. É um exame barato e acessível”, explica a endocrinologista.
O tratamento pelo SUS inclui metformina, glibenclamida e insulina, mas nem todos os medicamentos são adequados. “A glibenclamida é uma medicação ruim, que pode causar hipoglicemia, principalmente em idosos. Há anos pedimos sua retirada da Farmácia Popular”, critica.
A porta de entrada para o cuidado é a Unidade Básica de Saúde, onde o clínico-geral solicita exames e inicia o tratamento. Para a especialista, o acompanhamento deve ser abrangente. “O diabetes é uma doença sistêmica. O tratamento precisa ser global: controlar glicose, pressão e colesterol, e avaliar o coração. O que mais mata o paciente diabético não é a glicose alta, mas as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC”, reforça.
Ela também alerta sobre falsas “curas”. “Não existe chá ou receita da internet que cure o diabetes. O tratamento requer cuidados diários e medicamento de acordo com as orientações de cada médico e nutricionista”, conclui.
Zona Norte recebe ação gratuita de prevenção
No dia 15 de novembro, das 14h30 às 17h30, o Partage Norte Shopping, em Natal, receberá uma ação gratuita de conscientização e prevenção ao diabetes promovida pela SBEM-RN.
A equipe multiprofissional — formada por endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos e oftalmologistas — oferecerá aferição de glicemia, orientações sobre prevenção e diagnóstico precoce, dicas de alimentação, prática de exercícios e avaliação de fundo de olho para detecção de retinopatia diabética.
Com informações da Tribuna do Norte
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Governo do Estado convoca mais 96 aprovados em concurso público para reforçar saúde no RN
06/11/2025

Foto: Sesap RN
O Governo do Estado convocou nesta quinta-feira (6) mais um grupo de novos servidores efetivos para reforçar a saúde pública do Rio Grande do Norte, chegando a 232 trabalhadores chamados até o momento.
A publicação no Diário Oficial do Estado traz a lista com 96 convocados, que estão divididos entre Região Metropolitana, Oeste e Agreste, com foco na ampliação do quadro de médicos e médicas.
O grupo é composto por 66 ginecologistas e obstetras, sendo 17 para o Agreste/Hospital de São José de Mipibu, 17 para o Oeste/Hospital da Mulher e 32 para a Região Metropolitana; oito nefrologistas para a Região Metropolitana; três ultrassonografistas para o Oeste.
Os demais 12 servidores da área administrativa, três contadores, dois administradores públicos e um administrador estão destinados à Região Metropolitana.
A medida visa reforçar a assistência em saúde, em especial na área materno-infantil, com novos servidores concursados, sendo a quarta chamada do concurso da saúde realizado pelo Governo em 2025, tendo já sido chamados 56 para o Hospital da Mulher, em Mossoró, 50 para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e outros 30 para o Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu.
Fonte: Sesap RN
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Número de casos de dengue cai 45% no RN, mas combate ainda é necessário
06/11/2025

Os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) indicam queda nos índices de dengue no Rio Grande do Norte em relação ao ano de 2024. Entre a primeira e a 42ª semana do ano anterior, o Estado teve 16.704 casos prováveis da arbovirose. Em 2025, no mesmo período, esse número foi de 9.173. Apesar da redução, de 45%, o sábado (8) será Dia D da Dengue no Brasil, lembrando que o combate à doença ainda é necessário.
Entre a primeira e a 49ª semana do ano anterior, o Estado teve 30.013 casos notificados e 7.004 confirmados de dengue. Em 2025, até a 42ª semana, esses números são, respectivamente, 14.767 e 3.574. O Brasil contabilizava, até a noite desta segunda-feira (3), 1.611.826 casos prováveis de dengue, uma queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. As 1.688 mortes, em 2025, também tiveram redução (72%) em comparação com 2024. Os dados são do Ministério da Saúde. Já no Rio Grande do Norte, o número de mortes já é maior em 2025 (5) do que foi em 2024 (3).
Segundo a médica infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN/Ebserh), Gisele Borba, a diminuição já era esperada. “A dengue alterna alguns anos de incidência alta com anos de incidência bem mais baixa. A dengue é transmitida por mosquitos, e sua sazonalidade é diretamente atrelada ao ciclo de vida do mosquito”, explica.
O infectologista Kleber Luiz frisa que os surtos de dengue sempre variam de um ano para outro. “Às vezes, têm caráter explosivo, multiplicando por 10 os números; às vezes, têm uma diminuição”, diz ele. De acordo com ele, o trabalho dos agentes de saúde e de endemias, que realizam o controle dos criadouros, contribuiu para a diminuição, que já era esperada nos padrões de variação da dengue.
Ele também explica que houve um “esgotamento de suscetíveis”. Segundo esse fenômeno, parte das pessoas ficaram imunes aos dois sorotipos mais comuns no ano anterior e não adoeceram novamente.
Gisele Borba afirma que a transmissão piora nos meses chuvosos, quando a água se acumula em depósitos onde os mosquitos se multiplicam. Em períodos secos, os casos tendem a diminuir.
No RN, de 2023 para 2024, o número total de casos confirmados aumentou 193,7%, de 2.430 (2023) para 7.137 (2024). Já o número de casos notificados aumentou 154,67% nesse intervalo – de 12.048 para 30.683. Houve três mortes em cada um dos dois anos.
Cuidados
Embora o cenário local e nacional apontem para uma melhora nos índices de dengue, o Ministério reconhece a importância de combater a arbovirose. Por isso, a pasta vai promover uma ação de mobilização nacional contra a dengue no próximo sábado (8). Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o trabalho de prevenção precisa começar agora, antes do período de maior transmissão.
De acordo com Gisele Borba, “a dengue é uma doença que precisa sempre de atenção, e pode ser prevenida, tanto por cuidados frequentes com locais de possível acúmulo de água, quanto por vacina”.
A arbovirose é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. O controle do vetor segue como principal forma de prevenção e ainda há a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), disponível desde fevereiro de 2024. “Atualmente, no SUS, a vacina está disponível para crianças de 10 a 14 anos. E no privado, ela está disponível para pessoas de até 60 anos de idade”, lembra Borba.
Kleber Luiz diz que o combate à dengue inclui evitar criadouros em casa e controlar a proliferação do mosquito. Além disso, com detecção precoce e tratamento adequado, a chance de morte é reduzida.
TRIBUNA DO NORTE
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RN tem 3ª maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste; pacientes aguardam até 3 anos
05/11/2025

Foto: Tom Guedes
O Rio Grande do Norte tem a terceira maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste e, ao mesmo tempo, um dos menores números de cirurgias realizadas.
Segundo profissionais que atuam na área, o problema vai além da falta de doadores e envolve falhas na notificação de óbitos e de conscientização sobre a importância da doação.
A córnea é uma lente transparente que recobre o olho. A do comerciante Carlos Antônio da Lima já está completamente opaca. Ele só enxerga vultos pelo olho esquerdo depois de um acidente doméstico.
“Foi um acidente com água sanitária em casa. Eu tava fazendo limpeza da minha casa e foi no meu olho, ficou dessa maneira. Na mesma hora queimou. Já fui perdendo a visão, lavando, mas não via mais nada. Só aquela coisa turva”, contou.
Carlos entrou nesta semana na fila para receber o transplante e deve esperar cerca de três anos pelo procedimento, o tempo médio de espera no estado.
De janeiro a junho deste ano, o Rio Grande do Norte registrou 647 pessoas na fila por um transplante de córnea, o terceiro maior número do Nordeste, atrás apenas da Bahia (1.640) e de Pernambuco (1.447), segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
No mesmo período, apenas 80 cirurgias foram realizadas no estado. O número é bem inferior ao de outras regiões: no Ceará, por exemplo, foram quase 700 transplantes em seis meses. Lá, a espera média é de cerca de um mês.
O Banco de Olhos do RN, que funciona no Hospital Universitário Onofre Lopes, é responsável pela captação, avaliação e armazenamento das córneas doadas. O coordenador da unidade, Ochuandro Costa, explica que a pandemia da covid-19 contribuiu para o aumento da fila.
“O principal fator para isso foi, infelizmente, a pandemia de Covid que nós tivemos nos anos 2020, 2021 e 2022. Porque no início as captações foram quase todas paralisadas. Depois, quando voltamos a fazer as captações, as captações foram muito restritas, havia muita regulamentação de quem a gente podia captar e os pacientes continuaram entrando na lista. Então, com isso, houve um aumento muito grande do tempo de espera, porque aumentaram os pacientes na fila e a gente praticamente não fez transplante”, considerou.
Além disso, o oftalmologista Alisson Giovani, que realiza transplantes no Hospital Universitário Onofre Lopes, responsável por cerca de metade dos procedimentos no estado, destaca que a baixa doação também tem causas culturais.
“Acho que a gente tem um problema cultural. O olho representa uma parte importante. Expressa muita coisa. Então às vezes o familiar quer ver o olho do paciente, tem medo que esse olho fique fundo na hora do sepultamento. Acho que esse fator cultural é o principal problema que a gente enfrenta para que não tenhamos mais doações”, pontuou.
G1RN
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Miopia explode entre crianças: Telas viram vilãs da nova geração pós-pandemia
30/10/2025

Foto: Reprodução
O uso exagerado de celulares, tablets e computadores está cobrando caro da nova geração. Desde a pandemia, o número de crianças com miopia disparou no Brasil — e os médicos já tratam o caso como uma epidemia silenciosa. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), quase 60 milhões de brasileiros têm o problema, que antes era mais comum entre adultos.
A pequena Júlia, de 8 anos, é um retrato dessa nova realidade. Mesmo sentando na frente da sala, já não enxergava o quadro com nitidez, conforme informações da TV Ponta Negra. Em seis meses, o grau da miopia saltou para 2,75, um avanço considerado rápido pelos especialistas. O drama se repete em famílias inteiras, preocupadas com a dependência de telas e a falta de tempo das crianças ao ar livre.
De acordo com o Instituto Internacional de Miopia, 30% da população mundial já apresentava o distúrbio em 2020, e a previsão é assustadora: até 2050, uma em cada duas pessoas deve ter miopia. O excesso de tempo diante das telas e o confinamento dentro de casa são os principais vilões.
O alerta é claro: quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. Médicos recomendam reduzir o uso de dispositivos eletrônicos, incentivar brincadeiras fora de casa e manter as consultas oftalmológicas em dia. A alta miopia (acima de 6 graus) pode causar sérias complicações, como descolamento de retina, glaucoma e até cegueira.
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Casos de coqueluche aumentam mais de 150% no RN em um ano
28/10/2025

Reprodução
O número de casos de coqueluche registrados no Rio Grande do Norte mais que dobrou em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). De janeiro até o dia 15 de outubro deste ano, foram 72 notificações da doença, com 21 confirmações, 14 casos em investigação e 29 descartados. No mesmo período de 2024, o estado havia registrado 25 notificações, sendo 12 confirmadas.
O aumento chama a atenção das autoridades de saúde, especialmente por se tratar de uma doença respiratória altamente contagiosa e prevenível por vacina, que atinge com maior gravidade bebês e crianças pequenas.
O cenário no Rio Grande do Norte reflete uma tendência observada em todo o Brasil. De acordo com o Observatório de Saúde na Infância, os casos de coqueluche em crianças menores de cinco anos aumentaram mais de 1200% no país. Em 2024, foram registrados 2.152 casos, mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Dessas crianças, 665 precisaram ser internadas e 14 morreram em decorrência da doença — número que já supera o total de mortes entre 2019 e 2023.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais da metade dos casos confirmados no último ano ocorreram em crianças com menos de 1 ano de idade, faixa etária que também representa 80% das internações. Especialistas associam o aumento à retomada dos ciclos naturais da doença no pós-pandemia, à desorganização dos serviços locais de saúde e à desigualdade na cobertura vacinal entre os municípios.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 90% dos bebês e 86% das gestantes receberam os imunizantes que protegem contra a coqueluche no último ano — um avanço em relação a períodos anteriores, mas ainda abaixo da meta ideal de 95% de cobertura vacinal.
Além do Brasil, outros países das Américas também enfrentam aumento de casos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), nove países da região notificaram mais de 18 mil casos e 128 mortes por coqueluche nos primeiros sete meses de 2025.
A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis e provoca tosse persistente, febre e dificuldade para respirar. A prevenção é feita por meio da vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, e da vacina DTPa para gestantes em todas as gestações.
Com o aumento dos casos, especialistas reforçam que a melhor forma de proteger os bebês é garantir a vacinação em dia — tanto das crianças quanto das mães.
Portal da Tropical
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Cura de câncer de próstata pode chegar a até 98%
27/10/2025

reprodução
A estimativa de cura para pacientes com câncer de próstata pode chegar a até 98%. A avaliação é do supervisor de robótica do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Gilberto Laurino Almeida.Cura de câncer de próstata pode chegar a até 98% - Agora RNCura de câncer de próstata pode chegar a até 98% - Agora RN
Segundo o médico, o resultado depende do estágio da doença, do tipo de câncer e do momento em que o paciente foi tratado. “No início da doença, a chance de cura é alta. Se foi tratado com a doença em estágio mais avançado, a chance é menor”, afirmou o urologista.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para este ano 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Depois do câncer não cutâneo, este tipo de câncer é o que apresenta maior frequência e impacto na população masculina. Dados do sistema de informações sobre mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, em 2023, ocorreram 17.093 óbitos em decorrência da doença, o que significa 47 mortes por dia.
Campanha
Almeida destacou que os homens precisam se cuidar. Este é o mote da Campanha Novembro Azul 2025, que a instituição está prestes a lançar. “Não é só a próstata. Tem todo um conceito de saúde por trás disso tudo. É a saúde do homem que está em jogo; não só a saúde da próstata. Para viver mais, o homem precisa se cuidar mais”. Ele reforçou que, hoje, as pessoas vivem mais e melhor.
“E se o homem não estiver inserido nesse contexto, claramente ele vai perder anos de vida por algumas doenças que são evitáveis, como o câncer de próstata. A cura, como falei, chega a até 98% mas, para isso, tem que ser diagnosticado no estágio inicial”.
A Campanha Novembro Azul entra para fazer com que os homens se lembrem dessas informações e procurem um médico urologista. Uma das dificuldades apontadas pelo especialista da SBU é que o homem não tem o hábito de visitar o médico com frequência, como ocorre com as mulheres em relação ao ginecologista.
Inserido na Campanha Novembro Azul deste ano, a SBU fará um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC), no próximo dia 12, dentro do 40º Congresso Brasileiro de Urologia, que ocorrerá no período de 15 a 18 daquele mês. O mutirão vai alertar sobre o câncer de próstata e submeter muitos homens à avaliação sobre esse tipo de doença. Caso alguns tenham suspeita de câncer de próstata, serão encaminhados para biópsia. Caso a biópsia confirme o câncer, os homens serão direcionados para o melhor tratamento.
Segundo o médico, entre 85% e 90% dos casos de câncer de próstata são esporádicos, isto é, não têm origem familiar. O que se chama de preventivo do câncer de próstata é o homem consultar seu urologista, pelo menos uma vez por ano. “Ele está fazendo a prevenção de um diagnóstico tardio para obter cura. É uma doença extremamente curável, desde que seja tratada no momento certo, na fase inicial. A gente, pegando um tumor na fase inicial, cura a maioria deles”.
SUS
Atualmente, a cirurgia robótica é a mais adotada pelos urologistas para a retirada de tumores da próstata. Almeida celebrou a decisão do Ministério da Saúde de incorporar a prostatectomia radical assistida por robô para o tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente avançado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a portaria ministerial, as áreas técnicas terão o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.
Almeida afirmou, entretanto, que “embora todos nós tenhamos consciência de que essa tecnologia é excelente e que deva entrar no SUS para acesso dos pacientes e benefício deles, a gente entende claramente que o momento foi um pouco no atropelo para isso acontecer porque não existe robô no SUS para atender esses pacientes. Ou existem poucos”.
Segundo explicou, trata-se de uma tecnologia muito cara. “Até os hospitais poderem comprar (os equipamentos), instalar, treinar as equipes, isso demora muito. Então, hoje existe esse gap (lacuna) entre o que foi aprovado e o que, realmente, vai acontecer e que nós, de fato, não sabemos”.
De acordo com o especialista, de modo geral, os hospitais não têm condições financeiras para adquirir uma plataforma robótica no momento. Ele acredita que a preparação da rede hospitalar do SUS vai demorar a se tornar realidade muito mais tempo do que os 180 dias estabelecidos pelo Ministério da Saúde para efetivação da oferta aos pacientes pelas áreas técnicas. “E nem todos vão ter acesso”, salientou.
Indagado se os pacientes com câncer de próstata poderiam fazer esse procedimento com robô nos hospitais privados conveniados do SUS, o médico informou que isso vai depender muito da dinâmica em que esse processo será implementado.
“Existem outras cirurgias que foram introduzidas no âmbito do SUS e até hoje não ocorreram porque essas cirurgias demandam equipamentos, demandam materiais que são descartáveis. Tudo isso ainda não foi normatizado, nem regularizado.”
Citou como exemplo a ureteroscopia, que é uma cirurgia endoscópica que serve para tirar pedras nos rins. “É um procedimento também de alto custo. Ele entrou no âmbito do SUS mas, até hoje, a gente não faz porque não estão regularizados todos os processos para se usar materiais descartáveis e tudo o mais”. No caso do câncer de próstata no SUS, reafirmou que não há robôs suficientes no Brasil para todos os hospitais, nem equipes treinadas. “Não estava tudo pronto”.
Robótica
A cirurgia de câncer de próstata por robótica é como se fosse uma cirurgia laparoscópica. O procedimento inclui portais que são colocados no abdomen ou no tórax do paciente, dependendo de onde será a cirurgia, por onde entram equipamentos chamados pinças. As pinças são acopladas aos braços robóticos que são manipulados ou coordenados pelo cirurgião, que se encontra sentado fora do acesso ao paciente, em um local chamado console. Contudo, sempre junto ao paciente tem outro cirurgião que auxilia no procedimento. A cirurgia robótica permite que o cirurgião tenha uma visão 3D ampliada e um controle mais preciso dos movimentos.
A cirurgia laparoscópica difere da cirurgia endoscópica, em que o equipamento (pinça) entra no paciente pela uretra, para raspagem da próstata, quando não há câncer no local. Almeida reafirmou que os pacientes com câncer de próstata localizado submetidos à cirurgia têm estimativa de cura, em tumores sem metástese, que chega até a 98% da doença.
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Vacinas contra a Covid podem ajudar no tratamento de câncer; entenda
24/10/2025

Foto: Lucas Rezende/Divulgação
Um dos maiores enigmas da oncologia moderna é entender por que as imunoterapias não funcionam para todos os pacientes. Agora, um estudo, apresentado no Congresso de Oncologia de Berlim e publicado na revista Nature, indica um caminho inesperado: vacinas de mRNA contra a Covid-19 — como as da Pfizer/BioNTech e da Moderna — podem “acordar” tumores resistentes e torná-los mais sensíveis a tratamentos imunoterápicos.
Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center e da Universidade da Flórida descobriram que essas vacinas provocam uma intensa resposta do tipo interferon, uma molécula-chave do sistema imunológico, que ajuda as células de defesa a reconhecer e atacar o câncer.
O efeito foi observado tanto em experimentos com animais quanto em grandes coortes de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) e melanoma metastático.
Efeito real: sobrevida quase dobrada
Os pesquisadores analisaram mais de 880 pacientes tratados entre 2015 e 2022. Aqueles que receberam uma vacina de mRNA contra a Covid até 100 dias antes ou depois do início da imunoterapia tiveram ganhos expressivos de sobrevida.
Em pacientes com câncer de pulmão avançado, a sobrevida mediana aumentou de 20,6 para 37,3 meses.
A taxa de sobrevivência em três anos subiu de 30,8% para 55,7%.
Em casos de melanoma metastático, o risco de morte caiu quase 60%.
Esse benefício não foi visto em quem recebeu vacinas contra influenza ou pneumonia no mesmo intervalo, reforçando que o estímulo observado é específico da tecnologia de mRNA.
Segundo o oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, o estudo traz uma evidência inédita de como as vacinas de mRNA podem modificar o microambiente tumoral, tornando as células cancerígenas mais “visíveis” ao sistema imunológico.
“Os autores foram extremamente cuidadosos. Eles conseguiram resgatar uma quantidade significativa de pacientes com câncer e avaliaram a exposição à vacina para Covid de plataformas de mRNA — que é justamente o que gerou tanta discussão durante a pandemia”, explica Stefani.
“Esses pacientes vacinados aumentavam a expressão de uma proteína chamada PD-L1 no tumor. O PD-L1 é como uma capa de invisibilidade: ele camufla a célula tumoral, impedindo que o sistema imune a reconheça. As drogas anti-PD-L1, como o pembrolizumabe, tiram essa capa. Então, quando há mais PD-L1, o alvo da imunoterapia fica mais claro e o tratamento se torna mais eficaz.”
Em termos simples, a vacina “reprograma” o sistema imune para que ele volte a identificar o tumor. O mRNA — a molécula que ensina o corpo a produzir a proteína do coronavírus — provoca uma onda de interferon tipo I, que desperta células apresentadoras de antígenos (como macrófagos e dendríticas).
Elas passam a exibir fragmentos de proteínas tumorais aos linfócitos T, que então aprendem a atacar o câncer.
O estudo confirmou vários mecanismos pelos quais a vacina de mRNA aumenta a expressão de PD-L1, segundo Stefani.
“Isso precisa fazer parte das estratégias para driblar resistências intrínsecas ao tratamento. Já sabíamos da importância dos anti-PD-L1, mas agora sabemos que pacientes expostos à vacina têm respostas melhores a esse tipo de imunoterapia”, diz.
Efeito de ‘reinicialização’ imune
Nos experimentos com camundongos, o time americano reproduziu a fórmula da vacina da Pfizer e mostrou que ela ativa fortemente o interferon — um sinalizador que funciona como um “grito de alarme” para o sistema imune.
Essa resposta inflamatória controlada ativa uma cascata de células imunes e faz com que tumores antes “frios” (pouco infiltrados por linfócitos) se tornem “quentes”, respondendo melhor às drogas de bloqueio de pontos de checagem, como anti-PD-1 e anti-PD-L1.
Essa resposta inflamatória controlada ativa uma cascata de células imunes e faz com que tumores antes “frios” (pouco infiltrados por linfócitos) se tornem “quentes”, respondendo melhor às drogas de bloqueio de pontos de checagem, como anti-PD-1 e anti-PD-L1.
Stefani resume o fenômeno:
“A imunoterapia expõe o tumor — ela tira o disfarce das células cancerígenas. Quando a vacina de mRNA aumenta o PD-L1, ela, na verdade, cria um alvo mais assertivo. É como se ajudasse o sistema imunológico a identificar melhor as células que precisam ser desmascaradas.”
Mais PD-L1, mais resposta
Nos humanos, os cientistas constataram o mesmo efeito. Em amostras de 2.300 biópsias de câncer de pulmão, pacientes vacinados nos 100 dias anteriores à coleta apresentaram 24% mais PD-L1 nos tumores — e foram 29% mais propensos a atingir o limiar que permite o uso de imunoterapia isolada, sem quimioterapia.
“O estudo também mostra que existe um momento ideal para vacinar”, reforça Stefani. “Quanto mais recente e robusta a imunidade, melhor a resposta ao tratamento oncológico subsequente.”
Implicações e próximos passos
Os autores destacam que a descoberta não significa que vacinas da Covid-19 tratem o câncer, mas sim que a tecnologia de mRNA pode ser um potente modulador imune, útil para aumentar a eficácia da imunoterapia — especialmente em tumores que hoje não respondem bem.
Fonte: g1
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RIO DO FOGO: A Campanha Nacional de Multivacinação já está acontecendo e segue até 31 de outubro1
23/10/2025

MULTIVACINAÇÃO
A Campanha Nacional de Multivacinação já está acontecendo e segue até 31 de outubro e neste sábado, 18 de outubro, temos o Dia “D”.
Os usuários devem procurar a UBS Rio do Fogo de 08 às 13h e atualizar a caderneta tomando as vacinas ainda necessárias e que estarão disponíveis (descritas no card).
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DROGARIA POUPE JÁ: Atenção mamães e papais: vem aí uma super oferta no Capricho que você não pode perder!
22/10/2025
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Segundo dia da greve dos servidores administrativos da saúde do RN é marcado por ato no Walfredo Gurgel
22/10/2025

Foto: Sindsaude RN
Para marcar o segundo dia da greve dos servidores administrativos da saúde do RN, a direção do Sindsaúde/RN e os grevistas realizaram nesta terça-feira (21), um “arrastão” no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, que trata-se de uma mobilização em massa por todos os setores da unidade, onde os servidores tiveram a oportunidade de conversar com os demais trabalhadores da assistência e com a população sobre os principais motivos da greve dos profissionais administrativos.
A mobilização resultou em uma grande concentração de servidores administrativos em frente ao hospital, que aproveitaram o momento para realizarem um ato público.
A categoria reivindica a seguinte pauta: Jornada de trabalho 108H mensais para 30H e 144H para 40h; Gratificação tendo como referência 20% do vencimento básico; Reajuste do valor das gratificações de coordenadores e chefias que estão congeladas há mais de 20 anos; Pelo pagamento das horas extras trabalhadas prevista no Art.30 da Lei 694/2022 do PCCR; Implementação e pagamento do vale alimentação.
O próximo arrastão está marcado para esta quarta-feira (22), no prédio da SESAP em Natal, a partir das 8h da manhã. Se você também está nessa luta, participe do movimento, fortaleça a união e vamos mostrar que sem administrativo não existe SUS!
Fonte: SindsaudeRN
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Médicos decidem encerrar paralisação e retomam atendimentos em Natal
19/10/2025

Suspensão atingiu todas as cirurgias, procedimentos e consultas médicas - Foto: Reprodução
Os médicos da alta e média complexidade decidiram, em reunião na noite desta sexta-feira (17), encerrar a paralisação e retomar imediatamente o trabalho na rede municipal de saúde de Natal.
O movimento, iniciado na terça-feira (14), havia provocado a suspensão de pelo menos 100 cirurgias eletivas em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo informações da Liga Contra o Câncer e do Hospital Infantil Varela Santiago.
Compromisso da Prefeitura
De acordo com o grupo de cerca de 120 profissionais, a decisão de retorno foi motivada por um compromisso firmado pela Prefeitura de Natal de apresentar um calendário de pagamento referente ao mês de setembro e um plano de quitação dos valores em atraso a partir de outubro.
O tema será discutido em nova reunião marcada para a próxima quarta-feira (22), quando também deverá ser tratada a dívida acumulada dos últimos três meses com os médicos.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que os profissionais aceitaram o acordo e retomaram integralmente os procedimentos neste sábado (18).
Serviços afetados
Durante a paralisação, foram afetadas cirurgias e atendimentos de diversas especialidades, como:
oncologia,
neurocirurgia,
mastologia,
urologia,
cirurgia de cabeça e pescoço,
cirurgia torácica,
cirurgia plástica,
ortopedia oncológica,
ginecologia oncológica,
cirurgia pediátrica,
cirurgia cardíaca,
além de todos os procedimentos de hemodinâmica realizados pelos hospitais conveniados.
Na prática, a suspensão atingiu todas as cirurgias, procedimentos e consultas médicas realizadas na Liga Contra o Câncer, Hospital do Coração, Serviço de Cardiologia do Hospital Rio Grande, e parte das cirurgias do Hospital Varela Santiago e do Hospital Rio Grande.
Fonte: Tribuna do norte
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DROGARIA POUPE JÁ: A MAIOR PROMOÇÃO DO ANO ESTÁ CHEGANDO!
19/10/2025
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Brasil registra 46 casos confirmados de intoxicação por metanol e 8 mortes
18/10/2025

Foto: Reprodução
O Brasil já soma 46 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (17). Além disso, 87 ocorrências seguem em investigação.
São Paulo concentra a maior parte dos casos: 38 confirmados e 44 suspeitos. O Paraná tem quatro confirmados, Pernambuco três, e o Rio Grande do Sul um. Ao todo, 528 suspeitas foram descartadas.
Outros estados com casos em investigação incluem Pernambuco (23), Rio de Janeiro (6), Piauí (3), Mato Grosso do Sul (2), Goiás (2), Paraná (2), Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba e Tocantins, todos com uma notificação cada.
Mortes
Até agora, o número de óbitos permanece em oito: seis em São Paulo e duas em Pernambuco. Outros oito casos de mortes estão sob investigação, com suspeitas em São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pará. 26 mortes suspeitas já foram descartadas.
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Rio do Fogo: Secretária de Saúde Municipal informa que tem vacina contra Dengue todas às terças-feiras, na Unidade Básica de Saúde.
17/10/2025
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Dia “D” da Multivacinação é neste sábado (18)
15/10/2025

Foto: Divulgação/Sesap-RN
No sábado (18) todos os municípios do Rio Grande do Norte participam da Campanha Nacional de Multivacinação. Coordenada nacionalmente pelo Ministério da Saúde, a ação é voltada para crianças e adolescentes de até 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias).
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) encaminhou nota técnica aos municípios do RN com todas as orientações necessárias à execução da campanha. Cada gestão municipal deverá elaborar suas próprias estratégias, de acordo com o perfil populacional e as áreas de risco, priorizando locais com menor adesão e espaços estratégicos para vacinação, com base na estratégia do microplanejamento. A campanha seguirá até o dia 31 de outubro.
Estarão disponíveis, todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025, incluindo imunizantes contra poliomielite e covid-19. Entre as prioridades, estão o resgate de não vacinados contra HPV, febre amarela e sarampo. Cada criança ou adolescente será avaliado individualmente e receberá as vacinas necessárias de acordo com sua situação vacinal. É preciso levar documento de identificação e a caderneta de vacinação.
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Médicos da alta e média complexidade de Natal anunciam paralisação total a partir desta terça
14/10/2025

De acordo com a nota, a medida é motivada pela ausência de contratualização formal. O hospital Varela Santiago é um dos hospitais afetados - Foto: Reprodução
Médicos da alta e média Complexidade prestadores de Natal comunicaram, em nota conjunta, a paralisação total dos atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas a partir desta terça-feira (14).
Pelo menos 120 profissionais aderiram ao movimento. Com isso, os serviços no Hospital do Coração, Liga Contra o Câncer e o Instituto do Coração de Natal (Incor) serão afetados, além de parte das atividades do Hospital Varela Santiago.
De acordo com a nota, a medida é motivada pela ausência de contratualização formal, tanto com as empresas vencedoras da Dispensa de Licitação nº 003/2025, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), quanto com o próprio Município. Eles não possuem vínculo empregatício com os hospitais.
Os profissionais alegam que o novo contrato entrou em vigor em 01/09/2025, sem que as empresas apresentassem equipes médicas habilitadas, ou que houvesse tempo hábil para a formalização de novos vínculos.
“Passados mais de 40 dias dessa mudança de empresa, esses médicos não foram formalmente contratados, nem houve assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde para regularizar a situação”, diz a nota.
Ainda de acordo com a nota, os médicos justificam que “diante da insegurança jurídica e administrativa, torna-se impossível a continuidade das atividades”.
Procurada pela reportagem da 98 FM para prestar esclarecimentos, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS/Natal) não respondeu as tentativas de contato, até a publicação desta matéria.
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Hospital Walfredo Gurgel está há quase 30 dias sem tomografia; pacientes relatam transtornos
13/10/2025

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel está funcionando sem tomógrafo. Os dois aparelhos de tomografia da maior unidade hospitalar do Rio Grande do Norte estão quebrados desde o dia 16 de setembro, e até agora, nenhum deles voltaram a funcionar.
Segundo a Secretaria de Saúde Pública (Sesap), a previsão é de que um deles volte a funcionar ainda nesta segunda-feira (13). Já o outro equipamento ainda aguarda a avaliação da empresa responsável pela manutenção, que já foi acionada durante o final de semana.
Sendo assim, os pacientes que necessitam do serviço estão sendo transferidos para o Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, na região Metropolitana de Natal.
Cerca de 180 procedimentos de tomografia são realizados diariamente no Walfredo Gurgel.
A situação tem causado transtornos para pacientes e familiares. Uma mulher denunciou nas redes sociais a morte do sogro pela demora no atendimento.
“O dia inteiro correndo pra bater a tomografia fez com que meu sogro perdesse muito sangue e visse a óbito”, escreveu Aryedna Lima em seus stories no instagram.
BLOG DO ROBSON PIRES
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RIO DO FOGO: VACINA CONTRA DENGUE TODAS ÁS TERÇAS FEIRAS
13/10/2025

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Dengue em alta: casos prováveis e já confirmados disparam no RN
12/10/2025

Os casos de dengue no Rio Grande do Norte estão em alta. A disparada evidencia a fragilidade do sistema de saúde, uma vez que a prevenção também deve ser estimulada e executada pelo poder público.
O salto foi de 2.459 casos notificados nos meses de julho, agosto e setembro de 2024 para 3.487 casos comunicados no mesmo trimestre de 2025, um aumento de 41,8%.
Quanto aos casos definitivamente confirmados, o aumento também foi considerável. Foram 990 casos positivos de dengue entre os meses de julho, agosto e setembro de 2024 contra 1.272 casos comprovados no mesmo período deste ano, o que significa um crescimento de 28,4%.
Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde.
No ano
No acumulado de 2025, ainda segundo os dados do painel, 8.751 casos de dengue foram notificados no Rio Grande do Norte este ano. Deste total, 5.763 foram descartados e 2.988 definitivamente confirmados.
Uma pessoa morreu vítima de dengue. O caso aparece como confirmado pelo Ministério da Saúde.
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