Saúde
Casos de câncer crescem quase 50% no RN em cinco anos, aponta boletim
03/10/2025

A taxa de incidência de câncer no Rio Grande do Norte cresceu cerca de 50% entre 2020 e 2024, segundo o Boletim Epidemiológico do Câncer 2025, elaborado pela Secretária Estadual de Saúde Pública do Rio Grando do Norte (Sesap).
Entre os homens, o índice passou de 250 para 375 casos por 100 mil habitantes — aumento de 50%. Entre as mulheres, o salto foi de 301 para 449 casos por 100 mil, alta de 49%.
No período, foram registrados 57.660 novos diagnósticos no estado, sendo 25.102 em homens (44%) e 32.558 em mulheres (56%). No mesmo intervalo, 18.519 pessoas morreram em decorrência da doença — 9.204 homens e 9.315 mulheres. O câncer segue como a segunda principal causa de morte no RN.
Segundo a Sesap, parte do crescimento se deve à retomada dos serviços de saúde após a pandemia de Covid-19, que impactou diagnósticos e registros.
“Os dados reforçam a urgência de fortalecer políticas públicas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce. O desafio é grande, mas é possível reduzir o impacto do câncer no estado com ações integradas de saúde e conscientização da população”, afirmou Aline Delgado, subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da secretaria.
Entre os homens, o câncer de próstata e o de estômago lideram a incidência, com 14% dos casos cada um. Em seguida aparecem tumores nos tecidos conjuntivos e moles (9%), cólon e reto (7%) e pulmão (5%).
Entre as mulheres, o câncer de mama concentra 30% dos registros, seguido por colo do útero (7%), tecidos conjuntivos e moles (5%) e cólon e reto (7%).
O câncer de pulmão foi o que mais matou no RN entre 2020 e 2024, com 12% dos óbitos. Na sequência estão mama (8%), próstata (7%), cólon e reto (7%) e estômago (6%).
A maioria das mortes ocorreu em pessoas com 60 anos ou mais, que representaram 72% dos óbitos registrados no período.
A Região Metropolitana (7ª Região de Saúde) apresentou as maiores taxas de incidência em 2024, com 488 casos por 100 mil habitantes — 52% a mais do que em 2020. Já a Região do Alto Oeste (6ª Região de Saúde) concentrou as maiores taxas de mortalidade nos cinco anos analisados.
De acordo com a Sesap, cerca de um terço dos casos de câncer pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, como a redução do tabagismo e do consumo de álcool, alimentação saudável, prática de atividade física, rastreamento por exames como mamografia e colonoscopia e vacinação contra HPV e hepatite B.
G1 RN
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Milton Nascimento é diagnosticado com demência, revela filho
02/10/2025

O cantor e compositor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy, uma das formas mais comuns da doença. A informação foi revelada por seu filho, Augusto Nascimento, em entrevista publicada nesta quinta-feira (2) pela revista Piauí.
Segundo Augusto, os primeiros sinais apareceram quando percebeu o pai com dificuldade de memória, olhar fixo e repetição de histórias em curtos intervalos. A situação gerou preocupação e levou a uma consulta com o clínico geral Weverton Siqueira, médico que acompanha Milton há cerca de dez anos. Após uma bateria de exames em abril, veio a confirmação do diagnóstico.
Antes da conclusão, pai e filho decidiram fazer uma viagem de motorhome pelos Estados Unidos. “Milton falou para todos como se tivesse sido a melhor coisa da vida dele”, contou Augusto. O médico chegou a afirmar que aquele era o momento certo para realizar a experiência.
A demência por corpos de Lewy provoca a morte de células nervosas no cérebro, com sintomas semelhantes aos do Alzheimer e do Parkinson. Inicialmente, o diagnóstico de Milton havia sido confundido com Parkinson.
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Outubro Rosa: óbitos por câncer de mama crescem 19% no RN
02/10/2025

Conforme os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico 2025, divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o número de mortes por câncer de mama cresceu 19% entre 2020 e 2024 no Rio Grande do Norte. Nesta quarta-feira (1º), aconteceu a abertura oficial da Campanha Outubro Rosa 2025, dedicada à conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. O evento foi realizado na sede da Associação Médica do RN (AMRN) e promovido pela Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RN.
No estado, foram registrados 9.667 casos de câncer de mama, o que representa 30% de todas as neoplasias malignas femininas. Entre os tipos de câncer que atingem as mulheres, o de mama foi o que mais causou mortes, totalizando 17% do total de óbitos no sexo feminino.
Ainda segundo o boletim da Sesap, o câncer de mama aparece como o segundo tipo de neoplasia que mais mata no Rio Grande do Norte, sendo responsável por 8% do total de óbitos por câncer no estado. Ele fica atrás apenas dos cânceres de brônquios e pulmões, que lideram com 2.310 mortes (12%). Na sequência, aparecem os cânceres de próstata e de cólon e reto (com 7% cada), e o câncer de estômago, com 6%.
A evolução nos tratamentos e nas tecnologias de diagnóstico tem contribuído para melhorar as chances de cura. No entanto, a detecção precoce continua sendo o principal fator para reduzir a mortalidade. “O rastreio de diagnóstico é muito importante, porque se a gente pega precoce, 95% têm chance de ter cura”, afirmou o presidente da AMRN, Dr. Itamar Ribeiro de Oliveira.
Diagnóstico precoce também contribui para um tratamento menos doloroso. “Nós precisamos nos cuidar, precisamos nos proteger para que uma doença dessa não seja diagnosticada tardiamente e seja um sofrimento, às vezes, desnecessário”, completou.
Apesar da alta incidência e mortalidade, muitos ainda desconhecem o impacto do diagnóstico tardio. Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM/RN), Jair Cavalcante, se os casos forem identificados em estágio inicial, até 95% das mulheres têm chances de cura: “A saída para o câncer de mama não é o tratamento mais eficaz. É o diagnóstico precoce. É mais barato, é menos sequelar para a nossa paciente e é mais administrável pelo poder público. Fazer o diagnóstico precoce é a salvação”.
O rastreio mamográfico é indicado para mulheres a partir dos 40 anos, tanto na população geral quanto em mulheres com alto risco, que representam cerca de 15% da população. Para esses dois grupos, os rastreamentos são diferentes, sendo importante que cada paciente procure orientação médica para entender como deve proceder.
Os principais sintomas que podem indicar uma alteração mamária incluem a presença de nódulo na mama ou na axila, além de secreção pelo mamilo, especialmente se for sanguinolenta, vermelhidão persistente na mama, retração ou inversão do mamilo e feridas no mamilo que não cicatrizam. Apesar da atenção ser importante, trata-se de um câncer silencioso: “O diagnóstico precoce só é possível com a mamografia. Então, não sente nada. A alteração está lá, a doença está se desenvolvendo, mas somente os exames de imagem conseguem detectar”, alertou o mastologista.
Os principais casos de câncer de mama atingem mulheres entre 40 e 69 anos, mas pode atingir todas as idades. “Nós já tratamos pacientes com 18 anos, mas há registros na literatura médica de casos em meninas com menos de 10 anos. Ou seja, ser mulher e ter mama é o principal fator de risco”, destacou. A mamografia pode salvar até 30% das mulheres que venham a desenvolver a doença, ao permitir o diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento.
Hábitos de vida saudáveis são fundamentais na prevenção do câncer de mama. Entre eles, destacam-se: alimentação equilibrada — como a dieta mediterrânea —, prática regular de atividade física, boas noites de sono, redução do estresse, além da eliminação do tabagismo e do consumo excessivo de álcool.
“Não é só a atividade física, não é só a alimentação ou as boas noites de sono. É o conjunto desses fatores que fortalece a imunidade da paciente, permitindo que o organismo combata possíveis alterações celulares e, assim, reduza o risco de desenvolver câncer”, explicou o especialista.
A vice-presidente da Associação Médica do RN e ginecologista, Rossana Rebelo, esclarece que a radiografia emitida pela mamografia não representa risco à saúde. “Muitas mulheres ainda têm o tabu com a mamografia, de achar que dói, de achar que pode levar ao câncer pela radiação. A gente precisa desmistificar esses tabus e levar essas mulheres, realmente, após os 40 anos, a fazer anualmente a sua mamografia”, afirmou.
Nesta quinta-feira (2), a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) está oferecendo exames gratuitos de mamografia por meio de atendimento itinerante. A ação acontece na Unidade de Saúde de Candelária, localizada na Rua Barão de Açú, s/n, no bairro de Candelária.
TRIBUNA DO NORTE
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ATENÇÃO, POPULAÇÃO DE PUREZA Venha discutir a política pública de saúde na 6ª Conferência Municipal de Saúde de Pureza.
29/09/2025
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Infecções por Aedes aegypti elevam risco de complicações no parto
26/09/2025

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, chamadas arboviroses, representam uma preocupação crescente para a saúde materno-infantil no Brasil.
Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – publicado recentemente sobre saúde pública na revista Nature Communications – analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no país entre 2015 e 2020. Ele revelou que a infecção por esses vírus durante a gravidez está associada a maiores riscos de complicações no parto e para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal.
A pesquisa – conduzida por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Fiocruz Bahia) – indica que a infecção por arboviroses durante a gestação elevou o risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação rápida realizada após o nascimento para verificar a adaptação à vida fora do útero) e óbito neonatal.
Anomalias
A dengue, além de estar ligada ao parto antes do tempo e ao baixo peso, também mostrou associação com alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do feto, chamadas de anomalias congênitas.
No caso da zika, os efeitos adversos foram ainda mais amplos, com destaque para a má-formação congênita, cujo risco foi mais que duplicado entre bebês de mães infectadas.
O pesquisador Thiago Cerqueira-Silva avaliou, no entanto, que os padrões de risco variam entre o vírus e o período da infecção.
Risco de morte
“O estudo fornece evidências robustas e detalhadas que desmistificam a ideia de que apenas a zika é uma grande ameaça na gravidez. Demonstramos que a chikungunya e a dengue também têm consequências graves, como o aumento do risco de morte neonatal e anomalias congênitas. Essa informação é crucial para direcionar a atenção clínica e de saúde pública”, explicou.
O pesquisador esclareceu que o estudo traz novas evidências sobre os impactos das infecções por arbovírus na gestação, indicando períodos de maior vulnerabilidade em cada trimestre. A variação do risco sugere que diferentes mecanismos biológicos atuam em cada fase, o que reforça a importância da vigilância e da prevenção ao longo de toda a gravidez.
Prevenção
Para Thiago, os resultados do estudo deixam claro que é preciso fortalecer as medidas de prevenção durante a gestação. Isso não apenas protege a saúde das mães, mas também ajuda a evitar consequências que podem marcar a vida dessas crianças por muitos anos.
Em comunidades vulnerabilizadas, a maior exposição ao mosquito transmissor aumenta o risco de infecção e os efeitos durante a gravidez tendem a ser mais severos. Além disso, o peso financeiro no cuidado de crianças com anomalias congênitas ou complicações neonatais recai de forma desigual sobre famílias com baixa renda.
Diante desse cenário, o pesquisador defende a urgência de ampliar a cobertura vacinal contra dengue, e adicionar a vacinação contra chikungunya na política nacional de imunização.
Deve-se “garantir que as vacinas existentes (dengue e chikungunya) sejam oferecidas gratuitamente e com ampla cobertura, independentemente de sua condição socioeconômica. Além disso, campanhas educacionais informando sobre os riscos associados à dengue e à chikungunya durante a gestação são necessárias, uma vez que atualmente apenas os impactos negativos da zika são bem difundidos”, finalizou.
Agência Brasil.
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PUREZA: Sua Saúde é Nossa Prioridade
23/09/2025
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Cirurgias bariátricas caem pela metade com o aumento do uso de canetas emagrecedoras, aponta cirurgião
20/09/2025

O uso das canetas emagrecedoras tem revolucionado o tratamento da obesidade no Brasil, oferecendo uma alternativa menos invasiva e com resultados clínicos inéditos. Com a promessa de perda de peso significativa sem a necessidade de cirurgia, esses medicamentos vêm conquistando pacientes. Como reflexo dessa tendência, o número de cirurgias bariátricas realizadas no país teve queda de até 50%, segundo especialistas, que observam essa mudança tanto em dados nacionais quanto em relatos internacionais. Apesar da popularidade das medicações, médicos alertam que a cirurgia continua sendo a opção mais indicada para casos graves de obesidade.
O cirurgião do aparelho digestivo Felipe Salviano aponta que a redução das cirurgias bariátricas já chegou a quase metade. “Na prática, percebemos uma queda de aproximadamente 50% no volume de cirurgias bariátricas, devido ao aumento do uso das medicações. O Brasil vinha registrando entre 70 e 80 mil procedimentos por ano, mas a expectativa atual é de queda para algo em torno de 40 a 50%”, afirma. Ele acrescenta que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica acompanha de perto essa mudança e confirma a tendência nacional.
Essa percepção é corroborada também pelo cirurgião do aparelho digestivo João Carlos da Silva. “Houve sim, nos últimos anos, principalmente nos últimos 12, 18 meses, uma redução importante no número de cirurgias bariátricas. A percepção é notória em todo o país, e há também alguns relatos internacionais que reforçam essa tendência”, explica.
Apesar da retração, Fellipe Salviano reconhece que as canetas representam um avanço inédito no tratamento clínico da obesidade. “A caneta emagrecedora é o melhor tratamento clínico já criado até hoje. Nenhum outro medicamento chegou perto desses resultados”, destaca.
O atrativo principal das canetas emagrecedoras está no fato de serem menos invasivas e dispensarem anestesia, características que despertam o interesse de quem teme a cirurgia. Mas, para Fellipe Salviano, os riscos não podem ser ignorados.
“Entre os efeitos adversos mais comuns estão náuseas, refluxo e constipação, que levam cerca de 30% dos pacientes a abandonar o tratamento. Em casos mais severos, há registros de internações em pronto-socorro devido a complicações gastrointestinais”, alerta.
Em que casos a cirurgia bariátrica traz melhores resultados?
Para o cirurgião João Carlos da Silva, a escolha entre cirurgia e medicamentos deve considerar principalmente a gravidade da obesidade e a presença de comorbidades. Ele explica que as canetas podem ser úteis para quem precisa perder entre 5 e 10 quilos ou mesmo em pacientes que já fizeram bariátrica, mas voltaram a ganhar peso por questões comportamentais.
“Tenho visto bons resultados em pacientes que já passaram pela cirurgia bariátrica, mas voltaram a ganhar peso devido a fatores como alimentação inadequada, predisposição hereditária à recidiva da obesidade, falta de atividade física ou consumo frequente de álcool. Nesses casos, as canetas auxiliam no controle do peso. Acredito que esses medicamentos vieram para integrar o tratamento após a bariátrica, mas a cirurgia continuará sendo necessária nos casos mais complexos”, afirma.
João Carlos reforça a importância do diálogo com o paciente: “Como a cirurgia é um procedimento mais invasivo, sempre procuro ouvir o paciente. Ele precisa compreender que as canetas podem ser uma opção, mas, se o resultado não corresponde às expectativas ou o custo se torna inviável, muitas vezes retorna mais convicto da necessidade da cirurgia. Acredito que apenas uma pequena parcela consegue realmente abrir mão da cirurgia bariátrica e alcançar resultados semelhantes com os medicamentos.”
Mesmo com o avanço das medicações, a cirurgia bariátrica segue sendo a melhor alternativa para pacientes com obesidade grave. “Aqueles com índice de massa corporal acima de 35, associado a doenças metabólicas como hipertensão e diabetes, apresentam maior benefício com a cirurgia, que é um tratamento mais perene”, esclarece Fellipe Salviano.
Outro ponto relevante é o custo elevado das medicações, que varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por mês. Considerando que obesidade e doenças associadas são crônicas, o uso contínuo se torna necessário. Para o cirurgião, Fellipe Salviano, é inviável pensar em um tratamento vitalício tão caro na realidade brasileira, onde grande parte da população ganha até um salário mínimo.
O crescimento do uso das canetas emagrecedoras reduziu significativamente as cirurgias bariátricas no Brasil. Apesar dos avanços, especialistas reforçam que a cirurgia segue sendo a opção mais eficaz para casos graves, e a escolha do tratamento deve considerar gravidade, riscos e condições individuais de cada paciente.
TRIBUNA DO NORTE
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Adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos podem se vacinar contra o HPV até dezembro no RN
20/09/2025

Pela primeira vez, a vacina contra o HPV está disponível para jovens com idades entre 15 e 19 anos na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte. A disponibilização vale até dezembro de 2025.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou que seguiu as recomendações do Ministério da Saúde para ampliar o público-alvo da vacinação.
A vacina contra o Papiloma vírus humano (HPV) é segura e necessária na prevenção de cânceres de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço.
Segundo as autoridades, a ampliação da faixa etária permite alcançar indivíduos que não foram imunizados anteriormente e contribui para a proteção individual e coletiva.
Desde 2024, o Ministério da Saúde passou a adotar a dose única da vacina contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas aplicações e simplificando o acesso à imunização.
A medida segue recomendações internacionais e reforça o compromisso do país de eliminar o câncer de colo do útero até 2030.
Desde o início da campanha, em maio, o Rio Grande do Norte já vacinou 4.934 adolescentes entre 15 e 19 anos e 29.094 crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.
“O Brasil tem registros de 7 mil óbitos por ano por câncer de colo do útero e a vacina é fundamental para conter o avanço da doença. No dia 18 de outubro acontece o dia “D” uma mobilização nacional de multivacinação e vamos enfatizar também a vacinação contra o HPV para os adolescentes”, explicou Laiane Graziela, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
G1 RN
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Pressão de 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão em nova diretriz
19/09/2025

A pressão arterial considerada de risco no Brasil passou a ter novos parâmetros. Uma nova diretriz divulgada nesta quinta-feira 18, durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, enquadra como pré-hipertensão valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica).
O documento foi elaborado e endossado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).
Antes classificados como “normais limítrofes”, esses números passam agora a exigir atenção médica. De acordo com a diretriz, a reclassificação busca reforçar a prevenção: nessa fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, podem até prescrever medicamentos dependendo do risco do paciente.
AGORA RN
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Nova diretriz classifica pressão 12 por 8 como pré-hipertensão e reforça prevenção
18/09/2025

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, divulgada nesta quinta-feira (18) no o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, passou a considerar valores entre 12 por 8 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica) como pré-hipertensão. Antes vistos como “normais limítrofes”, esses números agora exigem atenção médica, com foco em mudanças de estilo de vida.
Outra alteração significativa é a meta de tratamento: anteriormente, manter a pressão abaixo de 14 por 9 (140/90 mmHg) era considerado adequado. Agora, o alvo recomendado é abaixo de 13 por 8 (<130/80 mmHg) para todos os hipertensos, independentemente de idade, sexo ou comorbidades. A medida busca reduzir complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal, sendo que, caso o paciente não tolere a redução completa, a orientação é alcançar o menor nível seguro possível.
Pela primeira vez, a diretriz também prioriza a redução do risco cardiovascular global, incorporando o escore PREVENT, que calcula a probabilidade de um paciente ter um evento cardiovascular em dez anos. O cálculo considera fatores como obesidade, diabetes, colesterol elevado e lesões em órgãos-alvo, permitindo condutas mais intensas para pacientes em alto risco, aproximando o cuidado da medicina de precisão.
O documento dedica ainda um capítulo exclusivo ao Sistema Único de Saúde (SUS), considerando que cerca de 75% dos hipertensos no Brasil são atendidos na rede pública. Entre as recomendações estão: priorizar medicamentos disponíveis no SUS, seguir protocolos multiprofissionais e estimular monitoramento com MAPA (monitorização ambulatorial) e MRPA(monitorização residencial) quando possível, visando reduzir desigualdades regionais e melhorar o controle da pressão em todo o país.
A diretriz também inclui orientações específicas para a saúde feminina, destacando períodos de maior vulnerabilidade para hipertensão, como uso de anticoncepcionais, gestação, peri e pós-menopausa e histórico gestacional.
Além disso, reforça medidas essenciais já conhecidas:
Mudanças no estilo de vida: perda de peso, redução do sal, aumento de potássio na dieta, padrão alimentar DASHe prática regular de atividade física;
Tratamento medicamentoso: recomendação de iniciar com associação de dois medicamentos em baixa dose, preferencialmente em um único comprimido, incluindo diuréticos tiazídicos, inibidores da ECA, bloqueadores de receptores de angiotensina e bloqueadores de canais de cálcio;
Populações específicas: a meta de <130/80 mmHg também se aplica a pacientes com diabetes, obesidade, insuficiência renal, doença arterial coronariana e histórico de AVC.
A nova diretriz busca, assim, ampliar a prevenção e melhorar o manejo da hipertensão no Brasil, combinando atenção clínica individualizada com estratégias práticas para a rede pública de saúde.
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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave aumentam e afetam crianças, adultos e idosos
15/09/2025

A sensação de peso no peito e a dificuldade para respirar são dois dos sintomas mais característicos de um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição em que uma infecção respiratória inicial afeta os pulmões de forma severa, dificultando a respiração e podendo levar à insuficiência. A SRAG não é uma doença em si, mas uma complicação ocasionada por diversas infecções virais. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os casos têm atingido níveis de incidência de moderada a muito alta em jovens, adultos e idosos, com forte incidência em crianças pequenas e idosos.
A SRAG pode ser causada por vírus, bactérias e fungos. Os principais vírus relacionados à síndrome são Influenza, Sars-CoV-2 (Covid-19) e o vírus sincicial respiratório. Já as bactérias são o pneumococo, Staphylococcus aureus e o micoplasma. “Foi observado pelo Ministério da Saúde um aumento nos casos de síndrome respiratória aguda por casos de vírus sincicial e influenza, que ocorrem especialmente no período de inverno”, observa Thiago Dantas, pneumologista do Hospital Onofre Lopes (HUOL).
A Fiocruz projeta um crescimento do número de casos em todo Brasil. O boletim InfoGripe, divulgado em fevereiro, aponta que, dos mais de 16 mil casos de SRAG viral positivos, no mês de janeiro, 79,5% foram causados pelo coronavírus e 10,6% por Influenza A. Os números crescentes acarretaram na lotação de hospitais públicos e privados do país.
Thiago Dantas explica que a SRAG é caracterizada por um processo inflamatório pulmonar que causa a redução da entrada de oxigênio para os vasos sanguíneos pulmonares durante o processo da respiração, levando à redução da quantidade de oxigênio presente no organismo, e aumento do esforço que os músculos respiratórios fazem para poder captar mais ar para dentro dos pulmões.
O aumento de casos no Brasil tem grande relação com a Influenza A, que oferece risco maior à população idosa, e o vírus sincicial respiratório, que afeta mais as crianças e bebês, sendo a principal causa de internação por infecção respiratória em menores de 1 ano. O pneumologista explica que a vulnerabilidade é ocasionada pela imunidade mais baixa, redução das reservas funcionais respiratórias e o maior estado pró-inflamatório.
“Os grupos mais vulneráveis são recém-nascidos e crianças com menos de cinco anos, idosos com mais de 70 anos, obesos, gestantes, pessoas em tratamento para câncer, transplantados, diabéticos não controlados, e pacientes com doenças respiratórias crônicas e cardiopatas”, completa. A gripe (Influenza A, em particular) é uma das principais causas de óbitos por SRAG em idosos.
Os sintomas iniciais são muitas vezes semelhantes aos de uma gripe comum, como febre, tosse e dor de garganta. No entanto, a SRAG se caracteriza pela progressão de sintomas mais graves. Entre os sinais de alerta, segundo o médico, estão: aumento da frequência respiratória, ponta dos dedos e lábios roxos (cianose), cansaço para realizar os mínimos esforços, pressão mais baixa do que o normal, aprofundamento dos espaços entre as costelas e acima do esterno (osso do peito) e respiração com muito uso do abdomen. Em crianças, pode ocorrer também falta de ar, aumento da frequência respiratória, desidratação e diminuição de apetite.
Especificamente em território potiguar, Thiago Dantas acredita que o período de chuvas pode contribuir para aumento de quadros de SRAG, o que deve inspirar cuidados. “É o que favorece a aglomeração e a permanência em ambientes fechados, levando à maior propagação dos vírus respiratórios entre a população, por isso que nós temos um aumento na incidência das infecções respiratórias nesse período”, ressalta.
O diagnóstico clínico, segundo Thiago, é feito pela piora clínica progressiva de uma síndrome gripal associada aos sinais de alerta já mencionados. Somando isso à realização de exames como hemograma, proteína C reativa, gasometria arterial (avaliação da quantidade real de oxigênio e gás carbônico do sangue), raio X ou tomografia de tórax, além do swab nasal para a identificação dos vírus respiratórios.
Prevenção
Entre as medidas preventivas mais eficazes para evitar uma síndrome respiratória aguda, estão uma alimentação saudável e balanceada, a prática de exercícios físicos, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas, beber água corretamente, controlar as doenças crônicas como diabetes e hipertensão, a perda de peso e o uso de máscaras em pacientes de risco.
Há mais um item especialmente importante: manter o calendário vacinal em dia. A vacinação é a principal e mais eficaz forma de prevenção contra a SRAG, pois protege contra as doenças que podem evoluir para o quadro grave, como a Influenza e a Covid-19, reduzindo significativamente os riscos de evoluir para suas complicações e, inclusive, a necessidade de internação. A vacinação também ajuda a reduzir a circulação dos vírus, protegendo indiretamente aqueles que não podem ser vacinados.
As principais formas de tratamento são o uso de antibióticos e antivirais. “São as principais ferramentas de acordo com o agente etiológico, além de oxigênio para os pacientes que estão com a baixa oxigenação do sangue, fisioterapia respiratória, dispositivos inalatórios (as famosas bombinhas)”, explica o pneumologista. E, em alguns casos mais graves, pode haver a necessidade do uso da ventilação mecânica invasiva.
Atualmente, segundo Thiago Dantas, foram observados também novos casos de Covid-19, o que é compatível com a menor cobertura vacinal que é observada junto à população. “O grande desafio está em desfazer vários estigmas e mitos existentes com relação aos quadros infecciosos, vacinação e os tratamentos, como a necessidade de intubação que pode ocorrer em casos mais graves, além da dificuldade que a população tem em acessar os serviços de saúde quando temos os surtos epidemiológicos destas doenças”, afirma.
A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda que os pacientes só busquem por atendimentos presenciais caso apresentem sintomas como falta de ar, baixa saturação, febre recorrente e cansaço. Além disso, a organização aconselha que as pessoas com sintomas leves recorram a teleconsulta a fim de reduzir aglomerações nos hospitais e clínicas.
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Rafael Motta recebe alta hospitalar em São Paulo
12/09/2025
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Paciente com tumor no rosto espera por cirurgia há mais de um ano no RN
11/09/2025

Uma paciente diagnosticada com um tumor no rosto aguarda há mais de um ano pela realização de uma cirurgia no sistema público de saúde no Rio Grande do Norte.
Edilma Varela dos Santos Araújo, de 48 anos, é moradora de Cerro Corá e tem um tumor benigno conhecido como hemangioma capilar há três anos. Desde maio de 2024, ela espera pela operação, após receber encaminhamento médico.
Segundo a família, a situação é preocupante e compromete a qualidade de vida de Edilma, que é deficiente auditiva.
Procurada pela Inter TV Cabugi, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte confirmou que Edilma está na primeira posição da fila de regulação para a região.
A pasta afirmou, no entanto, que a paciente depende da abertura de agenda pelo Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) ou outro hospital prestador de serviço, para ser convocada.
O Huol, por sua vez, informou que a paciente está cadastrada na fila estadual para o procedimento. Desde novembro de 2024, segundo a instituição, a lista de pacientes para esse tipo de cirurgia passou a ser gerida pela Sesap.
Ainda de acordo com o hospital, em 2025 já foram ofertadas 40 vagas em procedimentos do mesmo tipo que a paciente precisa: a alcoolização percutânea.
No procedimento, um catéter é inserido num vaso sanguíneo em um dos membros (braços ou pernas) e navega pelo sistema vascular até um ponto próximo ao local da doença, onde é injetada uma substância.
“O hospital reforça seu compromisso em oferecer assistência de qualidade e em cumprir rigorosamente a disponibilização das vagas para os procedimentos regulados pelo Estado, dentro da capacidade técnica e estrutural da instituição”, disse em nota.
G1 RN
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Sesap amplia vacinação contra a dengue para todos os municípios do RN
10/09/2025

A vacinação contra a dengue no Rio Grande do Norte foi ampliada neste mês de setembro. Com a inclusão de 58 municípios, agora todas as 167 cidades do estado passam a ter doses disponíveis para a imunização contra a doença viral.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) destinou 10.500 doses para os novos municípios. A ampliação contempla cidades do Sertão Central, passando pelo Vale do Açu, Litoral Norte, Agreste e chegando até o Alto Oeste.
A medida visa ampliar o potencial de proteção contra a dengue em todo o território potiguar, seguindo também uma orientação do Ministério da Saúde.
Além das doses para ampliação das cidades, outras 17.420 vacinas foram destinadas, nessa atual rodada de distribuição, a outros 46 municípios que já tinham iniciado o esquema vacinal anteriormente.
A vacina é indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, independentemente de infecção prévia por dengue. O esquema vacinal recomendado é de duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
Até esta primeira semana de setembro, o estado aplicou pouco mais de 120 mil vacinas contra a dengue.
G1 RN
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Rafael Motta faz primeira aparição após acidente de kitesurf e agradece pelas orações
04/09/2025

Foto: reprodução/rafaelmottarn
O ex-deputado federal Rafael Motta reapareceu publicamente nesta quinta-feira (4) após sofrer um grave acidente de kitesurf. Em sua primeira manifestação desde o ocorrido, ele usou as redes sociais para agradecer as orações e o apoio recebidos durante o período mais crítico de sua recuperação.
Motta, que passou por diversas cirurgias, ficou intubado e em coma induzido, enfrentou momentos de intensa preocupação entre familiares, amigos e apoiadores. Agora, em fase de reabilitação, compartilhou uma foto em que aparece lendo, um gesto simples que ele descreveu como simbólico de sua recuperação.
“Sentar e ler pareciam coisas tão distantes há poucos dias… Mas hoje, graças a Deus e às orações de vocês, isso já é possível. Essa imagem carrega muita gratidão”, escreveu na publicação. A demonstração de gratidão emocionou seguidores e reforçou o apoio ao político, que segue se recuperando após o susto.
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PUREZA: Cuidar de Pureza é cuidar da nossa gente,Saúde de qualidade para todos!
02/09/2025
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Mais de mil pessoas aguardam por transplante de órgãos no RN
02/09/2025

Mais de mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos no Rio Grande do Norte. Os dados são da Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Neste início de setembro, 1.043 pacientes estão na fila de espera: dois por coração, 22 por medula óssea, 363 por rins e 656 por córneas.
De janeiro até agosto deste ano, o estado realizou 185 transplantes, sendo um de coração, 37 de rins, 63 de medula óssea (até julho) e 84 de córneas. "Nosso objetivo é que esse número cresça muito mais, pois muitas pessoas ainda aguardam", afirmou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes do RN, Rogéria Medeiros.
A campanha Setembro Verde, lançada nesta segunda-feira (1º) no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim, busca incentivar a doação de órgãos. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde, familiares de doadores e transplantados.
"Temos que apontar os caminhos da informação correta sobre os transplantes, a doação. Precisamos que as pessoas entendam o papel da solidariedade e da empatia", disse o secretário de Saúde do RN, Alexandre Motta.
Maria Pimentel, servidora do hospital, relatou a experiência de doar os órgãos do filho e conhecer uma das pessoas que recebeu a doação. "Só em saber, de alguma forma, que os órgãos do meu filho estão em outras vidas, dando vida, melhorando a qualidade de vida de alguém, já é um conforto", afirmou.
O Ministério da Saúde aponta que, a cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar, apenas quatro efetivamente se tornam doadoras. A recusa familiar é um dos principais fatores que impedem a concretização das doações.
A Central de Transplantes do RN também coordena a captação de órgãos em hospitais do estado e, em alguns casos, o envio para outras regiões do país, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil (Sesed) e a Força Aérea Brasileira.
G1 RN
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Rio Grande do Norte receberá médicos do programa Agora Tem Especialistas em setembro
31/08/2025

Foto: Rafael Nascimento/MS
O Ministério da Saúde selecionou 501 médicos que vão atuar em todo o país pelo programa Agora Tem Especialistas. Distribuídos em 212 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, eles serão destinados a regiões onde há falta desses profissionais. Para o Nordeste, que historicamente conta com menor número de médicos especialistas, serão destinados 260 profissionais.
Todos os nove estados nordestinos serão contemplados. O Rio Grande do Norte receberá 32 médicos, para os seguintes municípios: Ceará-Mirim (oito), Mossoró (sete), São José de Mipibu (seis), Caicó (quatro), Alexandria (três), Santa Cruz (um), São Miguel (um), Açu (um) e João Câmara (um). O Ceará receberá 64 médicos, e a Bahia, 48. Já para o Maranhão serão destinados 43 profissionais; Piauí, 27; Pernambuco, 17; Paraíba, 14; Alagoas, 10; e Sergipe, 5.
Do total de médicos selecionados, 67% vão reforçar o atendimento no interior do Brasil em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. Assim, ampliarão a assistência à saúde da população, reduzindo o deslocamento para os grandes centros urbanos. Considerando as regiões remotas do país, 25,7% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade; 20% na região da Amazônia Legal; e 9% em áreas de fronteira.
Esses profissionais integram a primeira chamada de edital inédito do Agora Tem Especialistas que, pela primeira vez, selecionou médicos que já são especialistas para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). Com 12 anos de experiência em média, eles vão reforçar o atendimento em 258 hospitais, policlínicas, centros de apoio diagnóstico e outras unidades da rede pública nas cinco regiões do país.
“Precisamos de iniciativas ousadas como o Mais Médicos Especialistas, que vai garantir, pela primeira vez, a atuação de profissionais especialistas no SUS e reduzir o tempo de espera da população por atendimento. Com esse reforço, estados e municípios, que já tinham um grande investimento no serviço, terão suprida a necessidade de especialistas, ampliando o acesso e fortalecendo a rede pública de saúde”, comentou o ministro Alexandre Padilha, em coletiva que anunciou o resultado da seleção.
A iniciativa atraiu o interesse de 993 médicos especialistas, que se inscreveram. Desse total, 501 já vão iniciar o atendimento a partir de setembro. Outros 400 profissionais não selecionados nesta primeira chamada ficam em lista de espera, podendo concorrer a outras oportunidades em uma segunda etapa.
SUS – Entre os 501 selecionados, 131 (26%) trabalharam anteriormente apenas em hospitais privados. Pela primeira vez, eles passarão a atender os pacientes da rede pública, o que representa um avanço do programa em vista da Demografia Médica de 2025. O estudo aponta que, atualmente, a maior concentração de médicos especialistas está na rede privada de saúde. Apenas 10% atendem o SUS exclusivamente.
Do total de selecionados, 75% serão destinados a hospitais públicos para a realização de cirurgias, internações e tratamentos, como radioterapia e quimioterapia. Outros 18% serão alocados em ambulatórios, onde farão consultas e exames, como endoscopia, ecocardiograma, colonoscopia, colposcopia e ultrassonografia. Os demais profissionais atuarão em unidades de apoio diagnóstico e terapêutico.
DISTÂNCIAS – Com o reforço desses profissionais, pacientes do SUS que moram no sertão da Paraíba, por exemplo, não precisarão mais percorrer até 500 km para receberem tratamento em João Pessoa, capital. Assim que os oito médicos de várias especialidades iniciarem as atividades em Patos (PB), que fica no sertão, essa distância será reduzida em até 400 km. A expectativa é que o município aumente em 30% a capacidade de atendimento no hospital regional, que receberá os novos profissionais.
Para a distribuição das vagas, o Ministério da Saúde observou as demandas do SUS nos estados e municípios. Assim, priorizou regiões com número de especialistas abaixo da média nacional, de 184 especialistas por 100 mil habitantes. Considerou, também, a capacidade instalada da rede pública para a oferta da assistência especializada, além do perímetro de deslocamento da população até o local onde o atendimento é realizado.
CURSOS – Para atuarem no SUS, os médicos selecionados contam com 16 cursos de aprimoramento em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. O diferencial da capacitação é que eles vão atuar na rede pública, na prática, com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e de hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
Os selecionados contarão com uma bolsa-formação de até R$ 20 mil, valor definido conforme a vulnerabilidade social e sanitária dos locais onde vão atuar. Os cursos terão duração de 12 meses.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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RIO DO FOGO: Conferência Municipal de Saúde,Será dia 28 de Agosto!
26/08/2025
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Brasil registra oito semanas consecutivas de aumento nos casos de covid-19, aponta levantamento
24/08/2025

O Brasil registrou oito semanas consecutivas de aumento na confirmação de casos de covid-19 até o último sábado (16), segundo boletim do Instituto Todos pela Saúde (ITpS). O estudo alerta para o crescimento na circulação do vírus Sars-CoV-2 em todo o país.
Nas últimas quatro semanas, a positividade de testes para covid-19 subiu de 5% para 13%, com aumento observado em todas as faixas etárias – sendo mais significativo na população entre 30 e 59 anos. O Distrito Federal apresentou a maior taxa de testes positivos (19%), seguido pelo Rio de Janeiro e São Paulo (18% cada).
De acordo com o monitoramento, outros vírus respiratórios mantêm positividade igual ou inferior a 5%, tornando o Sars-CoV-2 o vírus respiratório de maior circulação no momento.
Especialistas consultados destacam que a melhor forma de proteção contra a doença é manter a vacinação em dia. Recomendam ainda que pessoas com sintomas respiratórios realizem testes, evitem contato com grupos de risco e utilizem máscaras quando necessário.
O Instituto Oswaldo Cruz confirmou em julho a circulação da variante XFG no Rio de Janeiro, já detectada anteriormente em São Paulo, Ceará e Santa Catarina. A Organização Mundial da Saúde classificou esta linhagem como “variante sob monitoramento” em junho.
Estadão
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