Economia

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Prepare o bolso para os ‘vilões’ da inflação: café e carnes podem subir até 20% neste ano

28/01/2025


                                                     Foto: Criação O Globo

 

Luis Otavio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners, projeta alta de 5% nos alimentos este ano, abaixo da média histórica de 7%. Ele avalia que a dinâmica deverá ser ajudada pela safra recorde de grãos e pelo clima, já que o fenômeno La Niña tende a ser fraco este ano. No entanto, a carne bovina e o café serão os grandes “vilões”, com altas de 7,5% e 20% este ano, respectivamente.

Ele espera outros impactos significativos nos preços do frango, com chances de aumento na casa de 8%, de 9,1% sobre o arroz e de 5,5% sobre o leite longa vida:

— São alimentos que acabam tendo muita sensibilidade ao consumidor. No caso do frango, não é questão de oferta. Mas como o preço da carne sobe, as pessoas aumentam o consumo da outra proteína.

Alexandre Maluf, economista da XP, espera alta mais significativa: um aumento de até 9,2% para os preços de alimentos e bebidas este ano. O vilão, diz ele, serão as proteínas. Ele espera que a carne bovina fique até 20% mais cara este ano, seguido do frango, que deve ter alta de 14%:

— Vimos uma escalada de preços no fim de 2024 e devemos ver uma alta similar no segundo semestre deste ano. A inversão do ciclo da pecuária faz parte do negócio do próprio setor, e não existe política governamental que consiga intervir nisso no curto prazo.

O café pode ter alta superior a 20%, projeta o economista da XP. E ele não vê instrumento efetivo para conter o preço diante da restrição do grão no mercado internacional.

 

— É difícil imaginar algum instrumento efetivo e poderoso no curto prazo — diz.

José Carlos Hausknecht, sócio diretor da consultoria MB Agro, diz que os preços do café e das carnes estão altos no mercado internacional pela baixa oferta global, o que traz reflexos sobre preços domésticos. E, por causa da desvalorização do real frente ao dólar, o custo fica maior e afeta a paridade interna.

No mercado interno, o preço da saca de café arábica de 60kg chegou a R$ 2.387,85, uma alta de 132% em apenas um ano, considerando preços de janeiro deste ano frente a igual mês do ano passado. Os dados são do Cepea, compilados pela MB Agro.

 

— Baixar o câmbio seria a melhor medida (para conter os preços de alimentos) — avalia Hausknecht.

Heron do Carmo, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, prevê que a inflação dos alimentos em 2025 fique mais próxima à média do índice geral de preços, projetado em 5,5% pelo Boletim Focus. Ele diz que a alta da carne bovina está relacionada ao ciclo da pecuária, e os preços sobem quando existem menos fêmeas disponíveis para abate:

Heron destaca, no entanto, que as perspectivas para os preços de alimentos este ano são mais favoráveis em comparação a 2024. Ele aponta menor pressão do câmbio, que não deve desvalorizar no mesmo ritmo do ano passado, e o impulso da safra agrícola recorde no país.

Na visão do economista, o “nó” atual que impede melhora das projeções de preços é a política fiscal. Se o governo conseguir retomar a confiança dos agentes econômicos a partir da apresentação de resultado primário melhor que o esperado, traria reflexos aos preços e estabilidade à inflação.

— Essa deve ser a preocupação. Mexer em preços pode ainda perturbar o mercado, e se preocupar (com alimentos) dessa forma me parece uma preocupação prematura e exagerada com eleição. Não é boa motivação — diz Carmo, que defende a retomada da política de estoque regulador para amenizar preços em períodos de grande oscilação.

Leal, da G5 Partners, também cita a importância de o governo fazer estoques reguladores para ajustar os preços em momentos de alta, mas considera a medida mais estrutural do que de curto prazo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) coletados até dezembro de 2024, o estoque de café está praticamente zerado desde 2018:

— É um pouco da história da cigarra e da formiga. Ninguém se prepara e depois realmente não tem nem o que fazer.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Agrário cita o aumento de preços de commodities, como café, açúcar, laranja e carne no mercado internacional e eventos climáticos que afetaram a safra passada como fatores para a alta de preços no mercado interno.

A pasta, recriada em 2023, cita a retomada de planos safra para agricultura familiar e a redução da taxa de juros do crédito rural do Pronaf (de fortalecimento da agricultura familiar). O ministério cita maior financiamento a alimentos como batata, feijão, banana, além da criação de programas para fomentar a produção de arroz e leite.

A nota ressalta que o país deve registrar safra recorde, de 322,3 milhões de toneladas, de acordo com a projeção mais recente, alta de 8,2% sobre a anterior.

 

O Globo

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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Mercado não vê eficácia em corte de taxas de importação para baratear alimentos

27/01/2025


 

A redução de alíquotas de importação para alimentos, citada pelo governo como meio de baixar os preços desses itens internamente, tem sua eficácia questionada por especialistas e economistas. Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, disse considerar pequeno o efeito de uma redução de alíquota sobre os alimentos sobre a política fiscal e ressaltou que a sinalização, com a medida, é ruim por parte do governo.

“O peso das importações na arrecadação do governo é em torno de 3%. Não é isso que vai causar um cataclisma fiscal”, afirmou Leal. “Apesar do impacto pequeno, é ruim. Grandes buracos começam com pequenas fissuras. Não é algo que o mercado gosta de ouvir quando o problema do País é fiscal.”

Leal disse também que a medida é inócua e contraproducente para conter a inflação. Ele observou que a alta das carnes tem causado apreensão no Palácio do Planalto, mas lembrou que a carne enfrenta um problema de oferta mundial.

No caso da ideia de reduzir as tarifas de importação do milho, em avaliação no Ministério da Agricultura, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, disse que o milho importado, seja da Argentina, seja dos Estados Unidos, dificilmente chegaria a preços competitivos ao mercado brasileiro. “Mesmo com a redução das retenções que o governo argentino anunciou ontem (sexta-feira), o milho argentino não chegaria mais barato aqui no Brasil”, disse ele ao Estadão/Broadcast.

No caso dos Estados Unidos, Queiroz destacou que o milho americano valorizado também não seria uma opção viável. “Mesmo a redução da tarifa de 8% com esse milho americano valorizado também não chegaria competitivo, ou seja, não chegaria mais barato aqui no Brasil.”

Queiroz também apontou dúvidas sobre a viabilidade logística de realizar exportações e importações simultaneamente, especialmente em um ano de safra recorde. “Como funcionaria essa logística de exportação e importação de grãos ao mesmo tempo? Confesso que isso é uma dúvida e eventualmente pode ser um gargalo.”

O analista alertou ainda para o possível impacto da medida sobre o plantio da segunda safra de milho, que representa a maior parte da produção nacional. “Se eventualmente isso acontecer e mexer com o preço, a gente pode ver um produtor mais desestimulado a plantar a segunda safra.”

 

Estadão Conteúdo

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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Combustível ficará mais caro a partir de 1º de fevereiro; reajuste do ICMS será aplicado em todo o país

27/01/2025


                                     Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

A partir de 1º de fevereiro, os motoristas terão que gastar mais para encher o tanque. Isso porque o valor da gasolina, do etanol e do diesel subirá nos postos porque o  ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis sofrerá um reajuste na data mencionada.

A alíquota da gasolina e do etanol aumentará em R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,47.  Já o diesel e o biodiesel terão um acréscimo de R$ 0,06 por litro, para R$ 1,12. A mudança nos impostos será aplicada em todos os estados e aumenta as preocupações com a inflação. A alta dos preços dos combustíveis tende a gerar um efeito cascata, já que o custo do transporte é embutido no preço de produtos e serviços.

No ano passado, por exemplo, a gasolina foi o subitem que mais teve peso no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e acumulou alta de 9,7%. Em 2024, a inflação estourou o teto da meta. Com a inflação fora desse limite, o Banco Central age com taxas de juros mais altas, o que gera um efeito de desaceleração na economia.

O Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) explicou o reajuste no ICMS é uma medida para garantir um sistema fiscal equilibrado, alinhado às flutuações do mercado e promovendo uma tributação mais justa.

 

Defasagem

 

Embora a Petrobras não siga mais o Preço de Paridade Internacional (PPI), mantendo certa autonomia em relação ao mercado global, as defasagens nos preços domésticos são significativas. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a diferença entre o preço praticado pela Petrobras e o valor no mercado internacional chega a 85 centavos por litro no diesel (24%) e a 37 centavos na gasolina (13%).

Segundo a entidade, os reajustes devem ser aplicados, de forma a dar maior segurança para a importação dos volumes necessários para completar o atendimento das demandas, bem como para não prejudicar as precificações dos produtos dos produtores privados.

O preço dos combustíveis já vem sendo pressionado pela valorização do dólar, que recentemente ultrapassou a marca de 6 reais. O aumento no ICMS sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel adiciona uma nova camada de pressão, tornando inevitável o repasse aos consumidores nas bombas. O problema é que elevações no preço dos combustíveis têm um efeito cascata sobre a economia, impactando diversos setores e contribuindo para o aumento generalizado da inflação.

 

Veja

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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Mega-Sena: Aposta única do RJ leva prêmio de R$ 28 milhões

26/01/2025


 

O sorteio do concurso 2.820 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado 25 de janeiro de 2025, em São Paulo. O prêmio para a aposta que acertou as seis dezenas é de R$ 28.892.942,60. A aposta vencedora foi registrada em Nova Friburgo (RJ). 

 

Confira os números sorteados: 06 – 15 – 19 – 25 – 32 – 42

 

A quina teve : 64 apostas ganhadoras – R$ 48.714,94. A quadra teve : 4.323 apostas ganhadoras – R$ 1.030,28

 

 

 

Fonte: Portal g1

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DROGARIA POUPE JÁ

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Preço do material escolar cresce até 9% no Brasil, aponta Associação

24/01/2025


 

Com aumento médio de até 9% nos preços para 2025, a compra de materiais escolares no Rio Grande do Norte e no Brasil tem se tornado um desafio ainda maior para pais e mães neste começo de ano. Segundo a Associação de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), fatores como a alta do dólar e a inflação puxam pra cima os preços dos itens.

Na avaliação do economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Helder Cavalcanti, os materiais escolares acabam sendo impactados diretamente pela alta do dólar, uma vez que a fabricação desses produtos e a composição de insumos vêm de materiais importados. “Eles tiveram um crescimento entre 5 a 9% de inflação no período, superior a 4,8% que foi a variação do INPC. É um crescimento muito significativo e atrelado sempre ao dólar que impacta toda a produção brasileira”, aponta.

Aliado a isso, uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro revelou que as despesas com materiais escolares somaram R$ 49,3 bilhões no último ano, representando um aumento de 43,7% em comparação aos últimos quatro anos. O levantamento, que ouviu 1.461 famílias entre 2 e 4 de dezembro de 2024, mostrou que 85% das famílias com filhos em idade escolar sentiram o impacto das compras de materiais escolares. Entre os entrevistados, 35% planejam parcelar as despesas para o ano letivo de 2025, um índice que sobe para 39% entre as famílias da classe C.

Em Natal, famílias que já têm procurado os materiais escolares reclamam de preços altos e de que a pesquisa tem sido essencial para economizar nas compras. Segundo a dona de casa Benilde Barbosa, 56 anos, os preços “deram uma subida absurda”, que compra os materiais do neto, de 10 anos.

 

“Subiu quase 100%. Eu vejo que o material escolar de maneira em geral está muito caro”, reclama.

 

Mesmo pensamento tem a fiscal de caixa Dayara Bezerra, 32 anos. “Primeira vez que trago ele, mas está muito caro. Acho que as mochilas são as com preço mais alto”, disse a potiguar.

Em alguns casos, lojistas acabaram se antecipando na compra de materiais para não repassar todo o aumento para os consumidores. É o caso de Bira Marques, proprietário de uma livraria e papelaria em Natal e em Parnamirim.

Todo ano temos uma expectativa boa para esse período. Acho que devemos ter um aumento até porque houve um aumento de preço de vários produtos. Tudo que trabalha com cola, por exemplo, tem uma variação. Não tivemos aumento mais significativo porque vários produtos antecipamos a compra e conseguimos segurar o preço. Lógico que tem um acréscimo em relação ao ano passado, mas pequeno. Mas produtos que compramos no final do ano já teve esse aumento, que com o dólar, fica entre 5 e 10%”, explica, acrescentando ainda que sua loja resolveu dar descontos em determinados itens e ampliação em parcelamentos.

Segundo o economista Helder Cavalcanti, o ideal é que pais e tutores façam pesquisas e levantamentos na hora da compra do material escolar. “Nossa orientação é sempre a pesquisa, é importante que se pesquise o máximo possível, já deveria ter tido antes esse cuidado. É sempre interessante que as pessoas sabem que todos os anos têm esse compromisso, que se comece isso em novembro, por exemplo”, aponta.

“Outra alternativa é utilizar as economias, de acordo com Helder Cavalcanti. “É mais interessante porque é um crescimento que a pessoa não vai ter na remuneração do capital guardado. Se há essa reserva é bom utilizar para essa aquisição, não financiar, e tentar negociar um preço à vista porque isso pode ajudar na compra”, acrescenta. “Recomendo que os pais façam pesquisas de preços desde já e com calma. Assim, eles terão mais tempo para comparar diferentes lojas”, explica o advogado Paulo Bandeira.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

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RÁDIO FAROL - TOUROS

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VERÃO MARÉ TUDO QUE TODO MUNDO QUER

23/01/2025





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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Preço do litro da gasolina varia mais de R$ 1,20 em postos do RN, diz ANP

21/01/2025


 

O preço da gasolina variou em R$ 1,24 em diferentes postos de combustíveis do Rio Grande do Norte, segundo o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP).

Na pesquisa de preços realizada na semana passada, entre os dias 12 e 18 de janeiro, o valor mais caro registrado no estado foi de R$ 6,89 por litro de gasolina comum. No entanto, a pesquisa também encontrou combustível sendo vendido a R$ 5,65.

Em média, o preço da gasolina foi de R$ 6,21 no RN - o quinto mais alto do Nordeste.

Em Natal, a diferença de preço entre os postos mais caros e os mais baratos foi um pouco menor.

O litro mais caro encontrado pela pesquisa foi de R$ 6,69, e o mais barato, R$ 5,65. A variação é de R$ 1,04.

Em média, o preço do combustível foi de R$ 5,96 na capital potiguar - o sexto mais barato entre as capitais, no período.

 

 

G1 RN

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RÁDIO FAROL - TOUROS

Economia

Planejamento é fundamental na compra do material escolar

21/01/2025


Com a chegada do início do ano letivo, pais e responsáveis em Natal estão se deparando com listas extensas de material escolar e preços que, segundo muitos consumidores, apresentaram aumento em relação ao ano passado. No entanto, estratégias como pesquisa de preços, uso de CNPJ e compra antecipada estão sendo apontadas como formas de aliviar o impacto no orçamento familiar.

Para Magna Rocha, professora de 51 anos, os preços de materiais escolares aumentaram, embora ela não tenha calculado a porcentagem exata. “Antes de comprar os materiais, a gente pesquisa em vários locais, como Iskisita e Casa Norte, mas foi na Livraria Câmara Cascudo que encontramos os melhores preços”, conta. Ela explica que a família divide os gastos: “A matrícula fazemos em dezembro e deixamos o material para o meio de janeiro, juntando o salário dos dois”.

Já o servidor público Saint Clair da Cunha, de 40 anos, pai de duas crianças no ensino infantil, disse que a diferença de preço em relação ao ano passado não foi exorbitante. “Os preços aumentaram, mas estão dentro da margem do que tudo aumentou.” Ele também destacou a importância de descontos: “Mesmo que os preços em uma loja específica sejam um pouco mais altos, eles dão bons descontos para compras maiores, o que acaba compensando”, falou.

A advogada Natália Viana, de 33 anos, notou “um aumento razoável nos valores”, mas destacou que o uso de CNPJ foi essencial para obter descontos. “Algumas empresas têm uma política de desconto que é muito vantajosa para quem tem CNPJ. Então, o grosso do material comprei no atacado, onde consegui preços melhores, e aqui na livraria finalizei com pequenas coisas”, afirmou. Segundo ela, a lista de materiais para seus filhos, de quatro e seis anos, é extensa, mas a estratégia de dividir as compras foi eficiente.

Para muitos, o planejamento é a chave para driblar os preços. Patrícia Silva, farmacêutica de 36 anos, disse que conseguiu organizar os gastos sem sentir grandes impactos. “A lista até diminuiu este ano, e os preços estão ok, tranquilos. Minha escola oferece descontos significativos em agosto, então renovo a matrícula cinco meses antes, e isso me permite comprar o material com calma em dezembro”.

Da mesma forma, o gestor de recursos humanos Josenildo do Nascimento, de 41 anos, aproveita o décimo terceiro salário para pagar a matrícula da filha e organiza os gastos com o material em janeiro. “Eu só venho pagar, porque minha esposa cuida de tudo. Ela já liga para a loja, separa os itens e fica mais prático. Não lembro quanto gastamos ano passado, mas acredito que o valor ficou parecido.”

Enquanto alguns optam por pesquisar preços em várias lojas, outros priorizam a conveniência. É o caso de Rita Rocha, enfermeira de 39 anos, que destacou o aumento nos preços, mas ressaltou a praticidade como fator decisivo. “A lista de um dos meus filhos diminuiu porque ele foi para o fundamental, mas eu nem tive tempo de pesquisar. Vim aqui, entreguei a lista, e eles separaram tudo para mim. Prefiro pagar um pouco mais e economizar tempo”, disse.

 

 

AGORA RN

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ATELIÊ DO AÇAÍ

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VERÃO MARÉ TUDO QUE TODO MUNDO QUER

20/01/2025





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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Energia solar bate recorde de instalação

19/01/2025


Em 2024, o Brasil bateu recorde de novas instalações de sistemas de energia solar em apenas um único ano, segundo relatório da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Pelos cálculos da entidade, foram adicionados na matriz energética 14,3 gigawatts (GW) em 2024, o que fez com que o País atingisse 52,2 GW de potência operacional de fonte solar acumulada.

A evolução reflete o avanço de 30% nos investimentos realizados no ano passado frente a 2023, que totalizaram R$ 54,9 bilhões. A conta soma desde pequenas instalações para consumo próprio em telhados, fachadas e pequenos terrenos, até grandes usinas.

O avanço de 14,3 GW superou as expectativas da entidade, que projetava incremento de 9,3 GW no ano passado. Antes de 2024, o ano que apresentou a maior evolução foi 2023, com 12,47 GW de incremento em relação a 2022. Para este ano, a estimativa da entidade é de um avanço de 12,5 GW, o que, se concretizado, fará com que essa matriz energética chegue a 64,7 GW.

Quem puxou a alta de 2024 foi a geração distribuída, com acréscimo de 8,7 GW em relação a 2023. A GD, ou geração descentralizada, é aquela em que uma pessoa ou empresa instala placas fotovoltaicas nos telhados de suas casas, fachadas, garagens, tetos de estabelecimentos comerciais e outros. No geral, é feita para baratear a conta de energia elétrica.

Já a geração centralizada somou 5,7 GW ao sistema. Ela é produzida por grandes usinas em enormes telhados, campos ou até em represas. Na maior parte das vezes são montadas para fins de comercialização de energia, ou abastecimento de grandes plantas fabris.

Pelos cálculos da associação, o Brasil possui mais de 3,1 milhões de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede em operação. Esse montante beneficia 4,6 milhões de unidades consumidoras, já que a energia gerada em um sistema pode atender a mais de um ponto por meio de créditos gerados na rede.

PELOS ESTADOS. Dos 52,2 GW, 67,3% são de geração distribuída (35 GW), enquanto a geração centralizada responde por 32,7% do total (17,2 GW). A fonte solar no Brasil responde por 21,3% da matriz energética nacional, ficando atrás só da hidrelétrica. Ainda segundo a Absolar, as grandes usinas operam em 26 Estados brasileiros.

Apesar de considerar como positiva a evolução, principalmente por se tratar de projetos para acelerar a descarbonização no Brasil, Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho de administração da Absolar, afirma que há ainda muito espaço para crescimento e que o aproveitamento do potencial solar no País é muito pequeno.

“Há mais de 93,2 milhões de consumidores de energia elétrica no País, porém, atualmente, menos de 5% faz uso do sol para gerar eletricidade. A título de comparação, na Austrália, esse número ultrapassa 33%”, diz o executivo.

 

Estadão Conteúdo

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67% dos brasileiros acreditam em imposto sobre Pix após polêmica da Receita

19/01/2025


67% dos brasileiros acreditam em imposto sobre Pix após polêmica da Receita - Foto: José Aldenir/Agora RN

 

Uma pesquisa divulgada pela Quaest nesta sexta-feira 17 revelou que 67% dos brasileiros acreditam que o governo federal planejava implementar uma taxação sobre transações financeiras realizadas pelo Pix. Essa percepção surgiu após a polêmica em torno de uma norma da Receita Federal que ampliava o monitoramento de movimentações financeiras, incluindo as realizadas por meio do sistema.

A instrução normativa, que foi anunciada em dezembro de 2024, determinava que transferências acima de R$ 5 mil para pessoas físicas ou de R$ 10 mil para pessoas jurídicas deveriam ser informadas à Receita Federal. A medida gerou grande repercussão negativa, com temores de aumento de impostos ou vigilância excessiva sobre as operações bancárias da população.

De acordo com a Quaest, a norma gerou um aumento nas menções negativas ao governo federal nas redes sociais, saltando de 54% para 86% no período. O receio de que a medida pudesse culminar em uma taxação direta sobre o Pix dominou as discussões públicas e levou ao recuo do governo.

“Vamos revogar o ato da Receita que mudou valores para monitoramento de movimentações financeiras. Pessoas inescrupulosas distorceram e manipularam o ato normativo da Receita Federal, prejudicando milhões de pessoas e causando pânico, principalmente na população mais humilde”, afirmou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ao anunciar o cancelamento da medida.

A pesquisa também apontou que a maneira como a questão foi conduzida prejudicou a credibilidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Analistas políticos avaliam que houve erros no “timing” político, no diagnóstico da situação e na estratégia de comunicação com a sociedade.

O impacto da norma não foi apenas nas redes sociais. A oposição aproveitou o momento para criticar o governo, argumentando que a medida refletia uma tentativa de aumentar o controle estatal sobre as finanças pessoais. Mesmo após o recuo, o governo enfrenta o desafio de esclarecer o objetivo original da medida e reconquistar a confiança do público.

Especialistas reforçam que a norma visava apenas ampliar o monitoramento para prevenir crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e evasão fiscal, sem relação com taxações. Ainda assim, a narrativa de um possível imposto sobre o Pix foi amplamente disseminada, gerando desinformação e amplificando a crise de imagem.

Com o recuo, o governo tenta mitigar os danos políticos e reforçar a importância de discutir medidas de forma mais clara e transparente, evitando interpretações errôneas que podem abalar a confiança popular.

 

 

AGORA RN

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VERÃO MARÉ TUDO QUE TODO MUNDO QUER

18/01/2025





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MARE MOVEIS TOUROS

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Turismo do RN cresce 19% e apresenta o maior resultado no Brasil

17/01/2025

 

Liderando o ranking nacional, o Rio Grande do Norte se destacou no setor de serviços em novembro de 2024, com um crescimento de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2023. Esse avanço, impulsionado pelo turismo, colocou o estado no topo entre os que mais cresceram no país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo IBGE, através da Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS).

“O número reforça a importância do Turismo na economia do Rio Grande do Norte e chama nossa atenção para buscar mais investimentos para o segmento e fazendo girar a roda econômica. Quanto mais investimentos no turismo potiguar, mais turistas chegam ao nosso estado, sejam eles nacionais ou internacionais, movimentando toda uma cadeia, deixando nos cofres públicos mais recursos para investimentos”, afirmou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

O setor de Serviços como um todo registrou um aumento de 14,3% no penúltimo mês do ano, em relação ao mesmo mês de 2023. Esse foi o quarto melhor desempenho anual do país.

Já o Brasil cresceu 2,9%, e o Turismo brasileiro, 9,2%, utilizando a mesma base de comparação.

No acumulado do ano, de janeiro a novembro, o RN cresceu 4,1%, estando acima da média brasileira de 3,2%.

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Economia

Número de transações de Pix tem maior queda desde implementação do sistema

16/01/2025


            Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

 

Conforme levantamento realizado pelo GLOBO com base nos dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do BC, a quantidade de operações Pix entre 4 e 10 de janeiro somou 1,250 bilhão, uma queda de 10,9% ante o mesmo período de dezembro. O levantamento compara a variação entre dois meses consecutivos desde a criação do Pix, em novembro de 2020.

Antes disso, o maior recuo no número de transações nesse intervalo havia ocorrido em janeiro de 2022 na comparação com o mês anterior (-7,5%).

O intervalo de dias entre 4 e 10 concentra o maior volume de transferências de cada mês, já que inclui as datas em que a maioria dos salários é paga. Ou seja, esse período de análise ajuda a retirar a sazonalidade das movimentações.

No SPI, são liquidadas as operações de Pix que envolvem instituições diferentes. As transações que são liquidadas pelos próprios bancos e fintechs só são repassadas para o BC mensalmente.

Os dados vêm após a forte repercussão da norma, agora revogada, da Receita Federal que ampliou a fiscalização sobre as movimentações financeiras de consumidores e empresas.

Tradicionalmente, ocorre uma redução no número de transações Pix entre o início de dezembro e janeiro. No último mês do ano, há um componente sazonal forte, com a entrada do 13º salário e as compras de Natal.

No início de 2025, porém, não só a queda ante dezembro foi mais forte, como o número de transações de 4 a 10 de janeiro também ficou aquém do mesmo período de novembro, outubro e setembro de 2024

Isso é atípico para o Pix, que virou um sucesso absoluto e revolucionou a forma que a população brasileira lida com o dinheiro. As transações pelo meio de pagamento crescem de forma praticamente ininterrupta desde sua criação. Além dos meses de janeiro de 2025, 2024, 2023 e 2022, o único recuo mensal, no período de 4 a 10 de cada mês, foi em julho do ano passado.

O Pix é o meio de pagamento mais usado do país, seguido pelo cartão de débito e pelo dinheiro em espécie, segundo pesquisa do BC divulgada em 2024. Mensalmente, o número de operações beirava os 6 bilhões até o fim do ano passado, com um volume financeiro de cerca de R$ 2,5 trilhões.

 

O Globo

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DROGARIA POUPE JÁ

Economia

RN registra segundo maior preço médio da gasolina no Nordeste, aponta ANP

16/01/2025


                                                        Foto: Alex Régis.

 

O Rio Grande do Norte registrou o segundo maior preço médio da gasolina comum entre os estados do Nordeste, com R$ 6,30 pelo litro. É o que aponta a última pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no período de 5 a 11 de janeiro deste ano. Ao todo, a pesquisa considerou dados obtidos junto a 37 postos de combustíveis no Estado. 

Segundo a ANP, somente o Ceará supera o Rio Grande do Norte entre os estados com a gasolina mais cara, com preço médio de R$ 6, 39 por litro. Na sequência, aparecem Bahia (R$ 6,29), Sergipe (R$ 6,29), Alagoas (R$ 6,13), Pernambuco (R$ 6,12), Maranhão (R$ 5,96), Piauí (R$ 5,96) e Paraíba  (R$ 5,88). 

Em relação às capitais do Nordeste, Natal apresentou o quarto maior preço médio da gasolina comum, com R$ 6, 24 o litro. Os valores mais caros foram identificados em  Fortaleza e Salvador com o litro sendo vendo, respectivamente, a R$ 6, 39 e R$ 6,27. Em seguida, estão Aracaju (R$ 6,33) e Maceió (R$ 6,12). A cidade nordestina com o menor preço do combustível foi São Luis, com R$ 5, 73. 

 

 Gás de cozinha 

 

Já em relação ao GLP, conhecido popularmente como gás de cozinha, o Rio Grande do Norte ocupa a 5º posição entre os estados com os preços mais caros do Nordeste. Apesar disso, o preço médio do botijão de gás é de R$ 104,50 e está entre os mais baratos da região. 

O menor valor do gás de cozinha foi identificado em Pernambuco, com R$ 92,11. Em seguida, aparecem Alagoas (R$ 99,15) e Sergipe (R$ 103,78). Os maiores valores, por sua vez, foram registrados na Bahia ( R$ 124,60), Maranhão (R$ 110,04) e Ceará (R$ 105,76). 

 

Números (Nordeste) 

 

Preço médio de revenda da gasolina comum (Estados)

 

Alagoas – R$ 6, 13 

 

Bahia – R$ 6, 29 

 

Ceara – R$ 6,39 

 

Maranhão – 5,96 

 

Paraíba – 5,88 

 

Pernambuco – 6,12 

 

Piaui – 5,96 

 

Rio Grande do Norte – R$ 6,30 

 

Sergipe – R$ 6,29 

 

Preço médio de revenda da gasolina comum(capitais)

 

Fortaleza – R$ 6,39

 

Aracaju – R$ 6,33

 

Salvador – R$ 6,27

 

Natal – R$ 6,24

 

Maceió – R$ 6,12

 

Recife – R$ 6,11

 

Teresina – R$ 5,93

 

João Pessoa – R$ 5,84

 

São Luís – R$ 5,73 ??

 

Gás de cozinha 

 

Bahia – R$ 124,60

 

Maranhão – R$ 110,04

 

Ceará – R$ 105,76

 

Paraíba – R$ 104,84

 

Rio Grande do Norte (RN) – R$ 104,50

 

Piauí – R$ 104,16

 

Sergipe – R$ 103,78

 

Alagoas – R$ 99,15

 

Pernambuco – R$ 92,11 

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Tribuna do Norte.

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ATELIÊ DO AÇAÍ

Economia

Governo Lula recua e vai revogar ato da Receita sobre monitoramento do Pix

15/01/2025


                                           Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (15/1) que o ato normativo da Receita sobre o monitoramento das movimentações por Pix será revogado. A norma vinha sendo pesadamente criticada pela oposição e está causando muito desgaste ao governo Lula.

 

Entenda a situação do Pix:

 

O Pix é o sistema de pagamentos contínuo e em tempo real do Banco Central (BC), em funcionamento desde novembro de 2020.

Pelo ato que agora será derrubado, transações desse tipo que somassem pelo menos R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas (as empresas) seriam informadas à Receita.

Segundo o Fisco, as sempre foram as mesmas, sendo apenas incluído o novo sistema de pagamentos.

Apesar disso, o governo federal tem sido acusado de fechar o cerco à classe média, enquanto a Fazenda alega que a medida é direcionada aos grandes sonegadores.

Oposição, com destaque para o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), tem criticado fortemente a medida, que agora cai.

A normativa da Receita sobre o Pix passou a valer no início de janeiro. Apesar de o governo alegar que o objetivo era coibir grandes sonegadores, formou-se na opinião pública a noção de que as mudanças fechariam o cerco sobre trabalhadores informais, obrigando-os a pagar Imposto de Renda sobre suas movimentações.

 

Em entrevista coletiva convocada para a tarde desta quarta, Haddad criticou o que chamou de fake news em torno do tema e disse que o presidente Lula (PT) vai editar uma Medida Provisória que “garante a não tributação do Pix, e o sigilo [bancário] na forma da legislação aplicada”.

 

Metrópoles

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101 FM

Economia

Governo pretende manter isenção para até dois mínimos no IR em 2025

15/01/2025

 

A isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até dois salários mínimos será mantida em 2025, disse nesta terça-feira (14) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, essa é uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva

A mudança depende da aprovação de projeto de lei que atualiza o Orçamento de 2025, ainda não aprovado, e só será enviada após as eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. “Deve ter uma atualização [no Orçamento], sim. Estamos considerando essa possibilidade para manter o ritmo de mudança da faixa de isenção. É uma orientação, que nós recebemos do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva]”, disse Haddad antes de ir para a posse do novo secretário de Comunicação, Sidônio Pereira.

Com o atraso da aprovação do Orçamento e do envio da reforma do Imposto de Renda, a tabela do Imposto de Renda para 2025 não mudou. A faixa de isenção continua em R$ 2.824 por mês, o equivalente a dois salários mínimos de 2024. Com a elevação para dois salários mínimos, o valor subiria para R$ 3.036, o dobro do mínimo atual de R$ 1.518.

Em relação à reforma do Imposto de Renda, Haddad declarou que o governo esperará as eleições das duas mesas e a aprovação do Orçamento para enviar a proposta. O ministro reiterou que a reforma será um pacote que abrangerá vários projetos de lei, a serem enviados em etapas.

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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Nova fiscalização do Pix gera dúvidas no comércio

15/01/2025


 

A nova norma da Receita Federal que estabelece o monitoramento de transações eletrônicas, incluindo transferências via Pix, entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2025. Apesar dos rumores sobre uma possível taxação, o Fisco esclareceu que a medida tem como foco o combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro, sem qualquer criação de imposto para as transferências digitais. As mudanças geraram debates nas redes sociais e impacto no comércio, com consumidores preocupados sobre as implicações das novas regras.

Com a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2219/2024, o Fisco ampliou o controle sobre transações financeiras realizadas por meio de instituições de pagamento, fintechs e bancos digitais. A regra determina que todas as transações que ultrapassem R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas sejam informadas à Receita Federal. O objetivo é modernizar o sistema de fiscalização e incluir novas instituições financeiras no escopo de monitoramento.

No comércio de Natal, os efeitos das novas regras já foram sentidos, especialmente diante das dúvidas de vendedores e consumidores sobre possíveis tributações. Luciana Lucena, que trabalha em um restaurante na Cidade Alta, diz que ainda há muitas dúvidas. “A gente ficou sem entender, se seria mais um imposto mesmo ou algo assim, mas depois ficamos sabendo que seria mais uma questão de controle. Mesmo assim, a gente percebeu que toda essa questão teve um efeito no comércio porque as pessoas ficaram com medo de usar o Pix e aí eles vêm com dinheiro”, contou.

Luciana explicou que, antes da mudança, cerca de 97% das vendas no restaurante eram realizadas via Pix. No entanto, a desinformação fez com que muitos clientes passassem a preferir o pagamento em espécie, o que gerou dificuldades para o estabelecimento, que nem sempre possui troco disponível. “Eles vêm com o dinheiro e a gente não tem troco, então é difícil. A situação é essa, o cliente não quer mais pagar com o Pix. E não tem troco, na Cidade Alta caiu as vendas”, completou.

 

Números

R$ 2 mil era o limite anterior informado à Receita Federal. Nova norma aumentou esse limite para

R$ 5 mil em caso de pessoa física.

 

Evolução natural

O contador Anailson Gomes, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Norte (CRC-RN), destacou que a atualização é uma evolução natural do controle financeiro realizado pelo Fisco desde o início dos anos 2000. “Esse tipo de controle é feito desde o início dos anos 2000. De lá para cá, a evolução é muito grande. Em 2015 já houve uma mudança na normativa que tratava desse controle. Só que nessa época não existiam Pix, fintechs, nem os bancos digitais que nós temos hoje”, explica o contador.

Gomes reforçou que a nova instrução normativa tem como objetivo incluir essas instituições financeiras no sistema de monitoramento e evitar crimes como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. “Qual foi a novidade? Que as instituições de pagamento, bancos digitais, cartões de crédito de lojas, de departamentos, foram obrigadas agora a informar também a movimentação que tinham. Essa movimentação já era informada, era R$ 2 mil por pessoa física e R$ 10 mil por pessoa jurídica. Foi majorado, agora é R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para jurídicas”, disse.

O presidente do Conselho também explicou que a Receita está mais preocupada com a origem dos recursos movimentados, principalmente em transações consideradas atípicas. “A tributação nunca vai ser no Pix, nem vai ser no cartão de crédito, vai ser na origem desse recurso. Se eu ganho R$ 6 mil por mês e todo mês eu transfiro R$ 15 mil ou R$ 20 mil para cartões de crédito via Pix, a Receita vai pensar que essa pessoa não tem somente essa renda. Deve ter uma outra fonte de renda também, que talvez esteja informal”, exemplifica.

Embora a fiscalização tenha sido ampliada, a contadora Radna Rocha, reforça que não haverá novas obrigações tributárias para as pessoas físicas. “Não será exigida nenhuma nova declaração ou ação específica por parte dos contribuintes. Contudo, é essencial que pessoas físicas continuem a declarar anualmente todos os rendimentos à Receita, independentemente da origem, e garantam que seus rendimentos sejam compatíveis com os valores movimentados e informados pelas instituições financeiras”, afirmou.

 

Receita diz que medida trará mais transparência

 

De acordo com a Receita Federal, a nova fiscalização trará mais precisão às informações fornecidas pelos contribuintes e ajudará a evitar mal-entendidos que levem o contribuinte à malha fina. O secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, destacou que a medida moderniza o sistema de controle fiscal e diminui as chances de inconsistências nas declarações de Imposto de Renda. “Todo mundo gosta da declaração pré-preenchida. Você chega lá e não tem trabalho nenhum. Porque os dados, por exemplo, de saldo, de conta bancária e de aplicação financeira já estão pré-preenchidos”, afirmou.

A plataforma e-Financeira, utilizada para envio das informações à Receita, centraliza os dados financeiros de diferentes instituições. As informações são enviadas ao Fisco a cada seis meses e serão utilizadas para cruzamento de dados nas declarações de Imposto de Renda. O objetivo, segundo o Fisco, é garantir mais transparência e segurança ao sistema tributário brasileiro.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

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Economia

INFORME PUBLICITÁRIO: VERÃO MARÉ TUDO QUE TODO MUNDO QUER

14/01/2025





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MARE MOVEIS TOUROS

Economia

Calendário do IPVA 2025 no RN tem primeiro vencimento previsto para Março

11/01/2025

                                                         Foto: Sefaz-RN.

 

O primeiro vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2025 no Rio Grande do Norte está programado para março. A Secretaria Estadual da Fazenda (SEFAZ-RN) divulgou o calendário com os prazos de vencimento do imposto ao longo do ano. O cronograma tem início no dia 10 de março para os veículos com placa de numeração final 1 e 2, e se estende até dezembro, com vencimentos variando conforme a terminação das placas dos veículos e opção por parcelamento.

Os contribuintes podem optar pelo pagamento do imposto em cota única com 5% de desconto, ou pelo parcelamento em até sete vezes, desde que o valor total seja superior a R$100. Além disso, os usuários do aplicativo Nota Potiguar podem obter até 10% de desconto adicional, com base na quantidade de pontos acumulados no ano anterior, o que pode resultar em um abatimento total de até 15% sobre o valor do tributo.

Os proprietários podem consultar e imprimir a guia do IPVA diretamente no site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN), ou através do link https://www2.detran.rn.gov.br/externo/consultarveiculo.asp, ao informar a placa do veículo e o número do Renavam. Além disso, é possível fazer o download do documento pelo aplicativo Nota Potiguar, para os usuários cadastrados.

 

Novidades

Entre as novidades para 2025, destaca-se a redução da alíquota do IPVA para veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV), de 3% para 1,5%, Além disso, foi implementada a inclusão de veículos elétricos na cobrança do imposto, com uma alíquota inicial de 0,5%, que aumentará progressivamente até atingir 50% das alíquotas gerais. A frota atual dos elétricos e híbridos no estado está estimada em mais de dois mil veículos.

As mudanças fazem parte de uma política estadual voltada a incentivar tecnologias sustentáveis e mais acessíveis, capazes de reduzir emissões de poluentes, como é o caso do GNV, assim como modernizar a arrecadação tributária, equilibrando responsabilidade fiscal com atenção ao meio ambiente.

A regulamentação foi estabelecida na Portaria SEI Nº 1441, de 30 de dezembro de 2024, com base legal na Lei Nº 12.026/2024 e no Decreto Nº 34.282/2024, publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) em 28 e 30 de dezembro de 2024, respectivamente. Os documentos estão disponíveis para consulta nos portais da SEFAZ/RN e do Governo do Estado. Em caso de dúvidas, os contribuintes podem acessar os canais de atendimento online da SEFAZ ou comparecer às unidades presenciais do DETRAN-RN e Fazenda Estadual.

 

 

ANNA RUTH DANTAS

 

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RÁDIO FAROL - TOUROS

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